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INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.

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INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.

Mensagem  Convidad em Ter Set 14, 2010 1:58 am

http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/100913/mundo/austr__lia_isl___religi__o_atentados

É, eunem sei se aquele "maluco" conseguiu queimar o livro dos mulçumanos.
Esse, que está nesta reportagem,..............

Não precisa ser dito.


Última edição por mmartins em Ter Set 14, 2010 2:48 am, editado 1 vez(es)

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Re: INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.

Mensagem  fox_2001 em Ter Set 14, 2010 2:10 am

mmartins escreveu:http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/100913/mundo/austr__lia_isl___religi__o_atentados

É, eunem sei se aquele "maluco" conseguiu queimar o livro dos mulçumanos.
Esse, que está nesta reportagem,..............

Não precisa ser dito.

Não há adjectivo que lhe valha, esse "maluco" é apenas um pobre ser com falta de amor próprio a ele mesmo

Namasté
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fox_2001

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Re: INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.

Mensagem  Antonio(Mago) em Ter Set 14, 2010 2:47 am

O nome mais certo e correto seria:
INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.
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Antonio(Mago)

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Re: INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.

Mensagem  Convidad em Ter Set 14, 2010 2:49 am

Assim está feito, com muito AMOR.

PAZ

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Re: INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.

Mensagem  Antonio(Mago) em Ter Set 14, 2010 3:10 am

O Corão diz que o homem pode espancar a mulher em determinadas circunstâncias;
A Nossa Bíblia manda que devemos cortar uma mão, ou machucar um olho
quando ele nos prejudique.

Penso que são questões de cultura e esses questionamentos cada povo, ao seu tempo, dentro de seu próprio território, sem interferências externas é que devem resolver juntamente com as leis locais, espaciais e temporais.

Se as pessoas do mundo decidírem retirar dos escritos sagrados, principalmente as informações elevadoras do Ser, então o mundo estará caminhando numa trilha de luz e de vida e todas as religiões com certeza convergirão para a mesma luz, o mesmo ojetivo.
Deus nosso Pai de Eterna Bondade e a Fraternidade Cósmica.

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Antonio(Mago)

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Re: INTOLERÂNCIA - AUSÊNCIA/CARÊNCIA DE AMOR.

Mensagem  Convidad em Qua Set 15, 2010 4:08 pm

Ética e intolerância
O fanatismo religioso do ponto de vista da ética
Antonio Carlos Olivieri*
Para você pensar:
É possível encontrar semelhanças entre o fanatismo e o preconceito, seja ele racial, sexual ou econômico?
Como você definiria uma pessoa fanática?
Será que no âmbito político também existe fanatismo? Em caso positivo, você poderia citar algum exemplo?
Em 11 de setembro de 2001, aconteceu o maior atentado terrorista da história: o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. O mundo ficou chocado pelo caráter grandioso e sanguinário do ato, que provocou a morte de cerca de três mil pessoas. Além disso, o atentado terrorista teve diversas conseqüências para a política internacional. Alguma delas se fazem sentir até hoje, como a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.
Por trás do atentado de 11 de setembro - como daquele de 11 de março de 2004, na Espanha -, encontrava-se o fanatismo religioso. Aliás, o fanatismo religioso, em particular de algumas seitas islâmicas, está constantemente no noticiário dos dias que correm. Há muito tempo o fanatismo tem gerado muitas ações violentas em todo o mundo. Também já provocou diversos crimes e guerras ao longo da história.
O fanatismo religioso
Pode-se definir o fanatismo como uma crença exagerada, uma adesão cega a uma visão de mundo ou doutrina, de tal modo que o fanático identifica sua crença com a verdade absoluta e se sente como o dono da verdade. Pior, considera seu inimigo todos aqueles que não compartilham da sua fé.
Ao fanatismo e à própria atitude autoritária do fanático, a filosofia, a ética e a política contrapõem a tolerância, isto é, a atitude e capacidade de admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes, ou mesmo totalmente opostas às nossas. Quando nenhum cidadão sofre violência, perseguição política ou policial, diminuição ou perda de direitos, ou ainda qualquer tipo de discriminação por causa de suas convicções, é porque a tolerância prevalece nessa sociedade.
Católicos versus protestantes
Historicamente, a noção de tolerância surgiu no devido a conflitos religiosos. No que se refere às religiões, nossa sociedade é muito tolerante hoje, mas isso nem sempre foi assim. Durante os século 16 e 17, a Europa tornou-se o palco de diversas guerras entre católicos e protestantes. Desesperados com esses sangrentos conflitos, desencadeados pela Reforma e a Contra-reforma, os filósofos europeus da segunda metade do século 17, como Baruch Spinoza (1632-1677) e John Locke (1632-1704), procuravam encontrar uma alternativa ao fanatismo religioso. Estabeleceram os fundamentos teóricos para a prática da tolerância, em vez do uso da força bruta contra quem cada igreja considerava herege.
A exposição dessas doutrinas, que defendiam a compreensão mútua e o entendimento entre os cristãos, abriram caminho para que no século seguinte - o chamado século das luzes - ganhasse força a implantação do Estado laico, ou seja, não-religioso, desligado de qualquer igreja. Isso permitiria a existência e convivência, debaixo do mesmo governo, das diversas igrejas e credos. Em caso de problemas, um magistrado civil entraria em ação para evitar que elas não se agredissem ou arrastassem seus seguidores pelos caminhos da violência.
Ambição e poder
No “Tratado Teológico-Político”, de 1670, Spinoza percebeu que a luta religiosa não passava de um pretexto que os homens usavam para ocultar suas ambições de poder e de domínio, pois “inclusive os teólogos estão preocupados em saber como extorquir dos Livros Sagrados as suas próprias fantasias e arbitrariedades, corroborando-as com a autoridade divina”.
Segundo a argumentação de Spinoza, Deus, na verdade, não tinha nada a ver com aquilo. Todo o mundo é ortodoxo para si mesmo, isto é, se considera o portador da verdadeira fé, o que indispõe qualquer um para com a fé dos outros. Então, é preciso evitar que uma certeza como essa degenere em guerra civil. A verdadeira religião, diz o filósofo, não se prende à riqueza, nem ao domínio do clero, nem muito menos aos massacres.
Separação entre Igreja e Estado
Por sua vez, Locke pode ser considerado o primeiro teórico moderno da separação da Igreja do Estado. Devia-se, disse ele, demarcar por lei, de maneira definitiva, as funções do mundo sacerdotal e as do mundo civil, pois senão, na confusão existente entre o que diz respeito à Igreja e o que se refere à comunidade, seguidamente se mistura a salvação das almas com a segurança da comunidade e do Estado que a representa.
Definindo a comunidade como uma sociedade de homens constituída para a preservação e melhoria dos bens civis (a vida, a liberdade, a saúde, a libertação da dor e a posse de terra, dinheiro e móveis), Locke declara que o magistrado civil (o representante do Estado) deve assegurar e determinar leis uniformes e a posse justa das coisas. Além disso, deve reprimir os violadores e impedir a espoliação dos bens, da liberdade e da vida (como fazia a Inquisição no mundo católico).
Em hipótese nenhuma, escreveu, cabia ao Estado intrometer-se na salvação das almas ou legislar ou prescrever artigos de fé, muito menos fixar e aplicar punições e castigos físicos motivados por tais questões. “Se a essência da religião é a persuasão, não cabe ao Estado assumir tarefas coercitivas. Se cada príncipe acredita ter o seu próprio portão para o céu, como alguém, em seu nome, poderá determinar qual deles é o certo? Que a Igreja cuide das almas e as proteja contra os pecados, e que o Estado preserve os bens e as vidas, afastando os ladrões e os predadores.”
Fanatismo no futebol
Conseqüência das formulações de Locke sobre a tolerância, a separação entre Igreja e Estado tornou-se a regra no mundo de hoje, à exceção de alguns países islâmicos onde predomina o fanatismo religioso. Mas é importante ressaltar que o fanatismo não é uma característica de todos - nem sequer da maioria - dos países islâmicos.
Assim também, é importante esclarecer que o fanatismo não ocorre somente no âmbito religioso. No Brasil, freqüentemente, presenciamos manifestações de fanatismo em relação ao futebol. Infelizmente, é comum o confronto violento entre torcidas organizadas, que muitas vezes se tornam verdadeiras batalhas campais - em especial nas ruas das grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Preconceito
Antonio Carlos Olivieri
Ética é a área da filosofia que estuda o comportamento humano. Portanto, um problema ético de grande relevância e interesse é o preconceito, uma vez que se trata de um comportamento que cria vários problemas práticos para o ser humano. Para o filósofo, ou melhor, no âmbito filosófico, para se tratar do tema, a primeira questão a ser levantada é: o que é ou em que consiste o preconceito?
A resposta que se dará a essa questão aqui tem como base as idéias do filósofo e jurista italiano Norberto Bobbio, cujas posições éticas e políticas costumam ser acolhidas pelos mais diferentes grupos, sejam de direita ou esquerda, por exemplo. Ao analisar o preconceito, Bobbio deixa claro que ele se constitui de uma opinião errônea (ou um conjunto de opiniões) que é aceita passivamente, sem passar pelo crivo do raciocínio, da razão.
O estereótipo
Em geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, um estereótipo, do tipo “todos os alemães são prepotentes”, “todos os americanos são arrogantes”, “todos os ingleses são frios”, “todos os baianos são preguiçosos”, “todos os paulistas são metidos”, etc. Fica assim evidente que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro.
Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio. Daí a dificuldade de combatê-lo. Ou, nas palavras do filósofo italiano, “precisamente por não ser corrigível pelo raciocínio ou por ser menos facilmente corrigível, o preconceito é um erro mais tenaz e socialmente perigoso”.
Ao apresentar a base irracional do preconceito, Bobbio levanta a hipótese de que a crença na veracidade de uma opinião falsa só se torna possível por que essa opinião tem uma razão prática: ela corresponde aos desejos, às paixões, ela serve aos interesses de quem a expressa.
Preconceitos coletivos
Bobbio distingue os preconceitos individuais, como as superstições, por exemplo, dos coletivos. Fixa sua atenção nos nestes últimos, porque os primeiros são inócuos, não produzem resultados graves. Ao contrário do que ocorre quando um grupo social apresenta um juízo de valor negativo sobre outro grupo social. Dizer que os homens são diferentes entre si é um juízo de fato, mas, a partir disso, não existem elementos que fundamente juízos de valor que considerem um grupo de homens superior a outro. É precisamente essa diferenciação valorativa que costuma servir de base à discriminação, à exploração, à escravização ou à eliminação de um grupo social por outro.
Racismo no Brasil
O tipo de preconceito mais freqüente em nosso país é o racial. O racismo no Brasil fica mais evidente quando o brasileiro identifica o negro com seu papel social. A constatação, obtida por meio de pesquisa, é da psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, Ângela Fátima Soligo.
Em sua pesquisa, a professora pediu aos entrevistados que atribuíssem dez adjetivos aos homens e mulheres negros. Nessa primeira fase, houve equilíbrio. Os pesquisados utilizaram adjetivos positivos para definir os negros, como competentes, alegres, fortes. Em seguida, eles foram estimulados a qualificar esses adjetivos, atribuindo-lhes características.
O resultado final revelou que a maioria dos entrevistados, aí incluídos também os negros, limita-se a reproduzir os chavões sociais. O negro é alegre porque gosta de samba e Carnaval, forte porque se dá bem nos esportes e competente para trabalhos braçais. “O adjetivo é positivo, mas o papel social ligado ao negro mostra um preconceito arraigado na nossa cultura”, concluiu a estudiosa.
Mesmo nas exceções, a regra se confirmou. “Houve um entrevistado que disse que o negro pode ser um advogado competente, mas apenas para livrar outros negros da cadeia, isolando-os à condição de bandidos e marginais”. A pesquisa reforçou a tese de que o brasileiro pratica um “racismo camuflado”: em tese, diz que não tem preconceito, mas prefere limitar as possibilidades e potencialidades da raça negra. Por exemplo, na pesquisa, não houve identificação do negro com o intelectual ou o político.
Os dados da pesquisa foram semelhantes em todos os estados pesquisados, inclusive na Bahia - cuja capital, Salvador, tem população predominantemente negra e esta culturalmente ligada a tradições africanas. Ela apontou que o modelo, a conduta e a história dos brancos são mais valorizados em nossa sociedade. Com isso, os próprios negros acabam incorporando uma imagem negativa sobre sua raça.
O problema do racismo brasileiro é antigo. Tem início por volta do final do primeiro século de colonização, quando os portugueses constataram a impossibilidade de escravizar os índios. O negro, então, foi trazido à força para o país, para servir de escravo nas plantações de cana de açúcar. Independentemente da miscigenação, o negro e os mestiços sempre foram discriminados socialmente no Brasil.
A própria legislação brasileira, durante quase 500 anos, estimulou a discriminação e o preconceito. Nem após a abolição da escravatura e a proclamação da República, o negro deixou de ser discriminado. Só em 1988, com a promulgação da Constituição que está em vigor (art. 5º - inciso XLII), a prática do racismo passou a ser considerada um crime inafiançável e imprescritível.
Nazismo: um regime político racista
O Nazismo ou Nacional-Socialismo foi uma doutrina que exacerbava as tendências nacionalistas e racistas e que constituiu a ideologia política da Alemanha, durante a ditadura de Adolf Hitler (1939-1945). O pensamento nazista apregoava a superioridade cultural e racial dos alemães, que estariam vocacionados a impor-se sobre os outros povos da Europa. Elegeu como seus inimigos ideológicos o liberalismo e o comunismo, que estariam corrompendo as nações européias e pelos quais seriam os responsáveis o povo judeu.
Considerados como uma raça inferior, além de inimigos do regime, os judeus foram inicialmente discriminados e, depois, violentamente perseguidos. Não só na Alemanha mas em todos os países que foram dominados pelo nazismo, a partir de 1939, os judeus tinham seus bens confiscados pelo Estado e eram confinados em guetos. Com o início da guerra, passaram a ser utilizados como escravos. O ápice do projeto nazista para os judeus, entretanto, era a chamada “solução final”, ou seja, o extermínio de todos os judeus europeus. Estima-se que seis milhões de judeus tenham sido massacrados pelo nazismo.
Vale, porém, lembrar que o furor do preconceito nazista não se restringiu aos judeus. Outros povos também foram perseguidos, como os ciganos, ou considerados inferiores, como os eslavos. O nazismo também perseguiu e confinou os homossexuais e chegou a instituir um programa de eliminação dos deficientes mentais da Alemanha.
A esse propósito, pode-se apresentar os diversos tipos de preconceitos sociais mais freqüentes, deixando de lado o racismo, já suficientemente comentado:
a) Preconceito quanto à classe social:

Em geral, é a tendência a considerar o “pobre” como um ser humano inferior, em função de sua pobreza, para prevalecer-se dele. A diferença social não pode ser transposta para o plano intelectual ou moral. Neste último, em especial, todos os homens desfrutam e devem desfrutar de uma mesma dignidade.

b) Preconceito quanto à orientação sexual:

Atualmente, é cada vez mais reconhecido, inclusive no aspecto legal, o direito de o indivíduo se relacionar sexual e afetivamente com outro(s) indivíduo(s) do mesmo sexo. A escolha sexual não interfere no caráter e não é obstáculo ao desenvolvimento de qualquer atividade. A homossexualidade (homo = igual), porém, ainda é muito discriminada no Brasil, o que é um resquício da sociedade patriarcal e machista que o país foi até cerca de 40 anos atrás.
c) Preconceito quanto à nacionalidade:

Entre nós, brasileiros, é freqüente tachar os portugueses de burros. Isso também é um vestígio do passado colonial: uma forma de nos vingarmos do povo que naquela época mandava em nosso país. Em São Paulo, no começo do século 20, devido à imigração, havia preconceito contra os italianos, chamados pejorativamente de “carcamanos”. Na Argentina, há décadas atrás, os brasileiros eram chamados de “macaquitos”, por supostamente imitarem as modas vindas dos Estados Unidos.
d) Preconceito contra deficientes:

Há uma grande diferença entre deficiência e incapacidade. No entanto, não é incomum que os deficientes sejam discriminados, particularmente em termos profissionais. Recentemente, o governo brasileiro tem desenvolvido políticas que visam a integrar o deficiente à sociedade e coibir a discriminação.
Finalmente, você pode estar se perguntando: tudo bem, já está muito claro o que é preconceito, como ele se origina e quais são seus tipos mais freqüentes, mas a questão principal é como acabar com ele? Pois bem, veja a resposta dada pelo próprio Norberto Bobbio:
“Quem quer que conheça um pouco de história, sabe que sempre existiram preconceitos nefastos e que mesmo quando alguns deles chegam a ser superados, outros tantos surgem quase que imediatamente.
Apenas posso dizer que os preconceitos nascem na cabeça dos homens. Por isso, é preciso combatê-los na cabeça dos homens, isto é, com o desenvolvimento das consciências e, portanto, com a educação, mediante a luta incessante contra toda forma de sectarismo. Existem homens que se matam por uma partida de futebol. Onde nasce esta paixão senão na cabeça deles? Não é uma panacéia, mas creio que a democracia pode servir também para isto: a democracia, vale dizer, uma sociedade em que as opiniões são livres e portanto são forçadas a se chocar e, ao se chocarem, acabam por se depurar. Para se libertarem dos preconceitos, os homens precisam antes de tudo viver numa sociedade livre.”
Ética

A palavra ética se origina do termo grego ethos, que significa “modo de ser”, “caráter”, “costume”, “comportamento”. De fato, a ética é o estudo desses aspectos do ser humano: por um lado, procurando descobrir o que está por trás do nosso modo de ser e de agir; por outro, procurando estabelecer as maneiras mais convenientes de sermos e agirmos. Assim, pode-se dizer que a ética trata do que é “bom” e do que é “mau” para nós.
Bom e mau, ou melhor, Bem e Mal, entretanto, são valores que não apresentam, para o ser humano, um caráter absoluto. Ao longo dos tempos, nas mais diversas civilizações, várias interpretações serão dadas a essas duas noções. A ética acompanha esse desenvolvimento histórico, para que isso sirva de base para uma reflexão sobre como ser ético no tempo presente.
Considera também como esses valores se aplicam no relacionamento interpessoal, pois a noção de um modo correto de se comportar e posicionar na vida pressupõe que isso seja feito para que cada um conviva em harmonia com os outros. A ética, portanto, trata de convivência entre seres humanos na sociedade. Num sentido mais restrito, ela se restringe às relações pessoais de cada um. Num sentido mais amplo - já que ninguém vive numa pequena comunidade isolada -, ela se relaciona com a política - da cidade, do país e do mundo. Nesse sentido, ela é possivelmente a área mais prática da filosofia.
Mas, antes de mais nada, qual o significado da palavra ética, em termos filosóficos?
O filósofo contemporâneo espanhol Fernando Savater apresenta uma resposta para essa questão em termos muito simples, num livro intitulado Ética para meu filho, da Editora Martins Fontes. Como diz o título, ele escreveu com o intuito de explicar a questão para o seu filho adolescente. A seguir, você pode ler um breve trecho da resposta de Savater para a questão “o que é ética?”. Esse é um excelente ponto de partida para você pensar no assunto:
“Há ciências que estudamos por simples interesse de saber coisas novas; outras, para adquirir uma habilidade que nos permita fazer ou utilizar alguma coisa; a maioria, para conseguir um trabalho e ganhar a vida com ele. Se não sentirmos curiosidade nem necessidade de realizar esses estudos, poderemos prescindir deles tranqüilamente. Há uma infinidade de conhecimentos muito interessantes mas sem os quais podemos nos arranjar muito bem para viver. Eu, por exemplo, lamento muito não ter nem idéia de astrofísica ou de marcenaria, que dão tanta satisfação a outras pessoas, embora essa ignorância nunca me tenha impedido de ir sobrevivendo até hoje. E você, se não me engano, conhece as regras do futebol mas é bem fraco em beisebol. Não tem maior importância, você desfruta os campeonatos mundiais, dispensa olimpicamente a liga americana e todo o mundo sai satisfeito.
O que eu quero dizer é que certas coisas a pessoa pode aprender ou não, conforme sua vontade. Como ninguém é capaz de saber tudo, o remédio é escolher e aceitar com humildade o muito que ignoramos. É possível viver sem saber astrofísica, marcenaria, futebol e até mesmo sem saber ler e escrever: vive-se pior, decerto, mas vive- se. No entanto, há outras coisas que é preciso saber porque, por assim dizer, são fundamentais para nossa vida. E preciso saber, por exemplo, que saltar de uma varanda do sexto andar não é bom para a saúde; ou que uma dieta de pregos (perdoem-me os faquires!) e ácido prússico não nos permitirá chegar à velhice. Também não é aconselhável ignorar que, se dermos um safanão no vizinho cada vez que cruzarmos com ele, mais cedo ou mais tarde haverá conseqüências muito desagradáveis. Pequenezas desse tipo são importantes. Podemos viver de muitos modos, mas há modos que não nos deixam viver.
Em resumo, entre todos os saberes possíveis existe pelo menos um imprescindível: o de que certas coisas nos convêm e outras não. Certos alimentos não nos convêm, assim como certos comportamentos e certas atitudes. Quero dizer, é claro, que não nos convêm se desejamos continuar vivendo. Se alguém quiser arrebentar-se o quanto antes, beber lixívia poderá ser muito adequado, ou também cercar-se do maior número possível de inimigos. Mas, de momento, vamos supor que preferimos viver, deixando de lado, por enquanto, os respeitáveis gostos do suicida. Assim, há coisas que nos convêm, e o que nos convém costumamos dizer que é “bom”, pois nos cai bem; outras, em compensação, não nos convêm, caem-nos muito mal, e o que não nos convém dizemos que é “mau”. Saber o que nos convém, ou seja, distinguir entre o bom e o mau, é um conhecimento que todos nós tentamos adquirir – todos, sem exceção – pela compensação que nos traz.
Como afirmei antes, há coisas boas e más para a saúde: é necessário saber o que devemos comer, ou que o fogo às vezes aquece e outras vezes queima, ou ainda que a água pode matar a sede e também nos afogar. No entanto, às vezes as coisas não são tão simples: certas drogas, por exemplo, aumentam nossa energia ou produzem sensações agradáveis, mas seu abuso contínuo pode ser nocivo. Em alguns aspectos são boas, mas em outros são más: elas nos convêm e ao mesmo tempo não nos convêm. No terreno das relações humanas, essas ambigüidades ocorrem com maior freqüência ainda. A mentira é, em geral, algo mau, porque destrói a confiança na palavra – e todos nós precisamos falar para viver em sociedade – e provoca inimizade entre as pessoas; mas às vezes pode parecer útil ou benéfico mentir para obter alguma vantagem, ou até para fazer um favor a alguém. Por exemplo, é melhor dizer ao doente de câncer incurável a verdade sobre seu estado, ou deve-se enganá-lo para que ele viva suas últimas horas sem angústia? A mentira não nos convém, é má, mas às vezes parece acabar sendo boa. Procurar briga com os outros, como já dissemos, em geral é inconveniente, mas devemos consentir que violentem uma garota diante de nós sem interferir, sob pretexto de não nos metermos em confusão? Por outro lado, quem sempre diz a verdade – doa a quem doer – costuma colher a antipatia de todo o mundo; e quem interfere ao estilo Indiana Jones para salvar a garota agredida tem maior probabilidade de arrebentar a cabeça do que quem segue para casa assobiando. O que é mau às vezes parece ser mais ou menos bom e o que é bom tem, em certas ocasiões, aparência de mau. Haja confusão!
[…]
Resumindo: ao contrário de outros seres, animados ou inanimados, nós homens podemos inventar e escolher, em parte, nossa forma de vida. Podemos optar pelo que nos parece bom, ou seja, conveniente para nós, em oposição ao que nos parece mau e inconveniente. Como podemos inventar e escolher, podemos nos enganar, o que não acontece com os castores, as abelhas e as formigas. De modo que parece prudente atentarmos bem para o que fazemos, procurando adquirir um certo saber-viver que nos permita acertar. Esse saber-viver, ou arte de viver, se você preferir, é o que se chama de ética.”
(”Ética para meu filho”, Fernando Savater, Editora Martins Fontes)
Antes de seguir adiante, porém, vale recordar o que foi dito no início deste texto: a Ética não serve de base somente às relações humanas mais próximas. Ela também trata das relações sociais dos homens, na medida em que alguns filósofos consideram a etica como a base do direito ou da justiça, isto é, das leis que regulam a convivência entre todos os membros de uma sociedade.
O filósofo alemão Leibniz (1646-1716) considera que o direito e as leis decorrem de três preceitos morais básicos:
Não prejudicar ninguém;
Atribuir a cada um o que lhe é devido;
Viver honestamente.
Ou seja, a ética orienta também o ordenamento jurídico e/ou legal das nações. Por conseguinte, orienta também a política. Quando a política não é pautada pela ética ocorrem os escândalos e os crimes que os brasileiros presenciam a cada ano nos Poderes Executivo e Legislativo do nosso país


Fonte: http://blog.controversia.com.br


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