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LIVRO DE URÂNTIA

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  E. E. Mitch Ham Ell em Sab Out 02, 2010 1:59 pm

Em "conversas com Arten e Pursah" falei que comentaria hoje a respeito do Livro de Urântia, mas, melhor que isso, deixo aqui o tópico de outro forum onde estamos abordando esse material, sua validade ou falta dela.
Sinceramente considero de valor a leitura desse tópico, obrigado.

Fica aqui o link:

http://www.portaldaluz.com/viewtopic.php?f=25&t=1311&sid=1ad041653f3fa60f3ffe678e4ef94b47

E. E. Mitch Ham Ell

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 12:37 am

Olá E. E. Mitch Ham Ell!

Pelo que escrevestes realmente não lestes todo o Livro, se prestares atenção no livro, verás que o mesmo foi escrito por diversos seres e de diversas hierarquias e cada qual com um certo limite de conhecimento e autorização para divulgar certas verdades. As vezes um ser de hierarquia mais baixa diz que não pode ou não entende certo assunto, mais tarde um de hierarquia superior esclarece melhor o assunto.

Claro que o tema da reencarnação seria algo que causaria polémica com o espiritismo, mas mesmo o espiritismo dentre as crenças ou religiões é uma minoria, certamente que aqui mesmo no Brasil existem muito mais católicos e outras igrejas baseadas no cristianismo que não acreditam em reencarnação e até julgam o espiritismo como algo demoniaco, como por exemplo os crentes de Jeová e Assembléia de Deus.

Segundo o Livro de Urãntia, o elo de ligação entre o mundo físico e o espiritual, seria o mundo moroncial ou o mundo da alma.

Também descartei o Livro na primeira vez que li, mas depois ao ler mais vezes, fui percebendo a complexidade do mesmo, acredito que algo desta grandiosidade não poderia ser realizado por seres humanos comuns, pois tem conhecimentos que só agora a ciência pode comprovar.

Tem muita gente que não entende nada de ciência, basta ler o livro para ver o quanto ele explica a criação dos seres e dos universos com tal claresa que não encontrei em nenhum outro lugar.

Sempre digo que se tem levar em conta o que é antes e o que é depois de Cristo, sendo que depois que este ser pisou aqui no planeta ele foi o divisor de águas, tanto que até o tempo foi dividido em AC e DC e alguns conhecimentos mais antigos perderam valor.

Eu nunca tive medo de mudar caso estivesse errado na minha procura espiritual.

Os gnósticos também não acreditam que os seres que se comunicam com os mortais no centros espíritas sejam espíritos, eles chamam de personalidades que perambularm por ai, cópias dos seres que morreram fisicamente e que são tão mortais quanto os seres humanos.

A Seicho-No-Ie já acredita que tudo isto é ilusão da mente, isto que se refere aos espiritos sofredores que baixam aos milhões nas mesas espíritas.

Veja o Livro, a vida de Jesus, seus ensinamentos, os ensinamentos de Melquisedeque e outros.

Enfim daria muito o que falar, veja também a evolução da vida no Livro.

Sou estudante há muito tempo e dificilmente tem um assunto que não tenha ouvido falar, mas sinceramente até o momento não tem palavras que puderam me convencer que o Livro não é autêntico e o único ponto ainda que não consegui conciliar ainda foi a reencarnação.

Assim como eu li todos os livros de kardec e outros até o fim, sugiro que tu também leia todo o livro antes de qualquer julgamento, simplesmente por ele ir contra certas crenças nas quais tu acreditas.

Para esclarecimentos sei muita coisa sobre o espiritismo, pois comecei minha busca espiritual por ai, e como citou os mórmons, também fui mormon e conheço a Bíblia deles.

Uma ótima semana a todos!





Última edição por Pedro Paulo em Qua Out 06, 2010 9:52 pm, editado 8 vez(es)

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 12:44 am

Documento 107 - 6. Os Ajustadores Enquanto Espíritos Puros

(1182.3) 107:6.1 Os Ajustadores do Pensamento encontram-se na experiência da criatura revelando a presença e o comando de uma influência espiritual.

O Ajustador de fato é um espírito, um espírito puro, mas também é mais do que espírito.

Nunca fomos capazes de classificar satisfatoriamente os Monitores Misteriosos; tudo o que pode ser dito com segurança sobre eles é que eles são verdadeiramente como Deus.

(1182.4) 107:6.2 O Ajustador é a possibilidade que o homem tem de eternidade; e o homem é a possibilidade que o Ajustador tem de ser uma personalidade.

Os vossos Ajustadores individuais, na esperança de eternizar a vossa identidade temporal, trabalham para espiritualizar-vos.

Os Ajustadores estão repletos do mesmo amor magnífico e auto-outorgante do Pai dos espíritos.

Eles amam-vos verdadeira e divinamente; eles são como prisioneiros a manter a esperança espiritual, confinados nas mentes dos homens.

Eles anseiam pela realização da divindade das vossas mentes mortais, para que a solidão deles possa ter fim, para que possam ser liberados, convosco, das limitações da investidura material e das indumentárias do tempo.

(1182.5) 107:6.3 A vossa trajetória até o Paraíso é o caminho da realização do espírito, e a natureza do Ajustador irá fielmente desenvolver a revelação da natureza espiritual do Pai Universal.

Depois da ascensão ao Paraíso, e nos estágios pós-finalitores da carreira eterna, provavelmente o Ajustador possa estabelecer contato com aquele que uma vez foi o seu parceiro humano, para prover-lhe um outro ministério que não o do espírito; no entanto, a ascensão ao Paraíso e a carreira de finalitor, basicamente, são o vínculo principal entre o mortal, sabedor de Deus, a se espiritualizar, e o ministério do revelador de Deus, o Ajustador.

(1182.6) 107:6.4 Sabemos que os Ajustadores do Pensamento são espíritos, espíritos puros, presumivelmente espíritos absolutos.

Todavia, o Ajustador deve também ser algo mais do que a realidade exclusivamente espiritual.

Além dessa mentalidade conjecturada, fatores de pura energia estão presentes também.

Se vós vos lembrardes de que Deus é a fonte da energia pura e do puro espírito, não será tão difícil perceber que os Seus fragmentos também sejam essas duas coisas.

É um fato que os Ajustadores atravessam o espaço indo por sobre os circuitos instantâneos e universais da gravidade da Ilha do Paraíso.

(1182.7) 107:6.5 Que os Monitores Misteriosos sejam assim associados aos circuitos materiais do universo dos universos é de fato intrigante.

Entretanto, permanece verdadeiro que eles passam de um extremo a outro de todo o grande universo, por sobre os circuitos da gravidade material.

(1183.1) 107:6.6 E ainda que utilizem os circuitos da gravidade material, os Ajustadores não ficam sujeitos a eles como está a criação material.

Os Ajustadores são fragmentos do ancestral da gravidade, não são uma conseqüência da gravidade; eles foram segmentados em um nível de existência no universo que, hipoteticamente, é anterior ao surgimento da gravidade.

(1183.2) 107:6.7 Os Ajustadores do Pensamento não descansam durante todo o tempo da sua outorga, até o dia da sua liberação para irem a Divínington, quando da morte natural dos seus sujeitos mortais.

E aqueles, cujos sujeitos não passam pelos portais da morte natural, nem mesmo experienciam esse repouso temporário.

Os Ajustadores do Pensamento não precisam absorver energia; eles são energia, energia da ordem mais elevada e mais divina.

(1184.3) 107:7.8 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 12:52 am

Documento 107 - 7. Os Ajustadores e a Personalidade

(1183.3) 107:7.1 Os Ajustadores do Pensamento não são personalidades; eles são entidades reais; são individualizados verdadeira e perfeitamente, se bem que, enquanto residindo nos mortais, não estejam ainda nunca personalizados de fato.

Os Ajustadores do Pensamento não são personalidades verdadeiras; eles são realidades verdadeiras, realidades da ordem mais pura conhecida no universo dos universos — eles são a presença divina.

Ainda que não sejam pessoais, esses maravilhosos fragmentos do Pai são comumente chamados de seres e, algumas vezes, de entidades do espírito, em vista das fases espirituais da sua presente ministração aos mortais.

(1183.4) 107:7.2 Se os Ajustadores do Pensamento não são personalidades com prerrogativas de vontade e poderes de escolha, como então podem escolher o sujeito mortal e voluntariar-se para residir em tais criaturas dos mundos evolucionários?

Essa é uma pergunta fácil de fazer, mas provavelmente nenhum ser, no universo dos universos, tenha jamais encontrado a resposta exata.

Mesmo a minha ordem de personalidades, a dos Mensageiros Solitários, não entende plenamente o dom da vontade, da escolha e do amor em entidades que não sejam pessoais.

(1183.5) 107:7.3 Muitas vezes, temos conjecturado que os Ajustadores devem ter volição em todos os níveis pré-pessoais de escolha.

Eles fazem-se voluntários para residir nos seres humanos; fazem planos para a carreira eterna do homem; eles adaptam, modificam e substituem, de acordo com as circunstâncias, e essas atividades conotam uma volição genuína.

Eles têm afeição pelos mortais, funcionam nas crises do universo e estão sempre à espera para atuar decisivamente de acordo com a escolha humana, e todas essas reações são altamente volicionais.

Em todas as situações que não concernam ao domínio da vontade humana, inquestionavelmente, eles exibem uma conduta que denota o exercício de poderes, em todos os sentidos, equivalentes à vontade, ao máximo da decisão.

(1183.6) 107:7.4 Por que então, posto que os Ajustadores do Pensamento possuem volição, seriam eles subservientes à vontade dos mortais?

Acreditamos que seja porque a volição do Ajustador, embora absoluta, por natureza, seja pré-pessoal na sua manifestação.

A vontade humana funciona, dentro da realidade do universo no nível da personalidade, e, em todo o cosmo, o impessoal — o não pessoal, o subpessoal e o pré-pessoal — sempre responde à vontade e aos atos da personalidade existente.

(1183.7) 107:7.5 Em todo um universo de seres criados e de energias não-pessoais, nós não observamos a vontade, a volição, a escolha e o amor manifestando-se separadamente da personalidade.

Excetuando-se nos Ajustadores e em outras entidades similares, nós não testemunhamos esses atributos da personalidade atuando junto com as realidades impessoais. Não seria correto designar um Ajustador como subpessoal, nem seria próprio aludir a essas entidades como suprapessoais, mas seria inteiramente permissível aplicar o termo pré-pessoal a esses seres.

(1184.1) 107:7.6 Para as nossas ordens de seres, esses fragmentos da Deidade são conhecidos como dádivas divinas.

Reconhecemos que os Ajustadores são divinos na sua origem; e que constituem a provável evidência e a demonstração de uma reserva que o Pai Universal tenha da possibilidade de comunicação, direta e ilimitada, com toda e qualquer criatura material, em todos os Seus reinos virtualmente infinitos; e tudo isso acontecendo independentemente da Sua presença, nas personalidades dos seus Filhos do Paraíso ou nas Suas ministrações indiretas, por meio das personalidades do Espírito Infinito.

(1184.2) 107:7.7 Não há seres criados que não se deliciariam em hospedar os Monitores Misteriosos; mas nenhuma das ordens de seres é assim residida, a não ser as criaturas evolucionárias de vontade e com destino de finalitores.

(1184.3) 107:7.8 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 2:25 am



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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 2:43 am



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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 3:18 am

Documento 21 - Os Filhos Criadores do Paraíso

http://encyclopediaurantia.org/images/michael01.jpg

(234.1) 21:0.1 OS FILHOS Criadores são aqueles que geram os universos locais do tempo e do espaço; e que os governam.

Esses criadores e soberanos do universo são de origem dual, incorporando as características de Deus, o Pai, e de Deus, o Filho.

Cada Filho Criador, todavia, é diferente de todos os outros; cada um deles é único em natureza, bem como em personalidade; cada um é o “Filho unigênito” do ideal perfeito da deidade de sua origem...

(242.4) 21:6.5 [Apresentado por um Perfeccionador da Sabedoria de Uversa.]

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Documento 119 - As Auto-outorgas de Cristo Michael

(1308.2) 119:0.2 O atributo da auto-outorga é inerente aos Filhos do Paraíso do Pai Universal.

No seu anseio de aproximar-se das experiências das suas criaturas subordinadas viventes, as várias ordens de Filhos do Paraíso refletem a natureza divina dos seus Pais no Paraíso.

O Filho Eterno da Trindade do Paraíso liderou o caminho dessa prática, havendo, por sete vezes, outorgado a si próprio nos sete circuitos de Havona, durante os tempos da ascensão de Grandfanda e dos primeiros peregrinos do tempo e do espaço.

E o Filho Eterno continua a outorgar-se aos universos locais do espaço, nas pessoas dos seus representantes, os Filhos Michaéis e Avonais.

(1308.3) 119:0.3 Quando o Filho Eterno outorga um Filho Criador a um universo local projetado, esse Filho Criador assume a inteira responsabilidade de completar, controlar e compor esse novo universo; e isso inclui uma promessa, à Trindade eterna, de não assumir a plena soberania da nova criação antes de completar com êxito, como criatura, as suas sete auto-outorgas, e até que estas estejam certificadas pelos Anciães dos Dias do superuniverso da sua jurisdição.

Essa obrigação é assumida por todos os Filhos Michaéis, que se fazem voluntários para sair do Paraíso e engajar-se na organização e na criação de um universo.

(1308.4) 119:0.4 O propósito dessas encarnações, como criatura, é capacitar esses Criadores a tornarem-se soberanos sábios, compassivos, justos e compreensivos.

Esses Filhos divinos são inatamente justos, entretanto, em conseqüência das sucessivas experiências de auto-outorga, eles tornam-se mais compreensivos na misericórdia; eles são naturalmente misericordiosos, mas essas experiências os fazem misericordiosos de um modo adicionalmente novo.

Tais auto-outorgas são os últimos passos, na sua educação e aprendizado, para a sublime tarefa de governar o universo local com a retidão divina e o julgamento justo.

(1319.2) 119:8.9 [Este documento, que descreve as sete outorgas de Cristo Michael, é o sexagésimo terceiro de uma série de apresentações, promovidas por inúmeras personalidades, narrando a história de Urântia, até o tempo do aparecimento de Michael na Terra, à semelhança da carne mortal. A existência destes documentos foi autorizada por uma comissão de Nébadon, de doze membros ativos, sob a direção de Mantútia Melquisedeque. Nós ditamos estas narrativas e as colocamos na língua inglesa, por uma técnica autorizada pelos nossos superiores, no ano 1935 d.C. do tempo de Urântia.]

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Documento 35 - Os Filhos de Deus do Universo Local

http://encyclopediaurantia.org/images/lson.jpg

(384.2) 35:0.2 Os tipos de Filhos a serem considerados neste documento têm a sua origem no universo local; são uma progênie do Filho Criador do Paraíso, em enlaces variados com o seu complemento, a Ministra Divina, ou Espírito Materno do Universo.

As ordens de filiação do universo local que encontram menção nestas narrativas são:

(384.3) 35:0.3 1. Os Filhos Melquisedeques.
(384.4) 35:0.4 2. Os Filhos Vorondadeques.
(384.5) 35:0.5 3. Os Filhos Lanonandeques.
(384.6) 35:0.6 4. Os Filhos Portadores da Vida.

(384.7) 35:0.7 A Deidade Trina do Paraíso funciona para a criação de três ordens de filiação: os Michaéis, os Avonais e os Dainais.

No universo local, a Deidade dual, de Filho e Espírito, funciona do mesmo modo, na criação de três ordens elevadas de Filhos: os Melquisedeques, os Vorondadeques e os Lanonandeques; e, havendo realizado essa expressão tripla, ela colabora com o próximo nível de Deus, o Sétuplo, na produção da ordem versátil dos Portadores da Vida.

1. O Pai Melquisedeque

http://encyclopediaurantia.org/images/melchi1.jpg

(384.Cool 35:1.1 Após trazer à existência os seres de ajuda pessoal, tais como o Brilhante Estrela Matutino e as outras personalidades administrativas, de acordo com o propósito divino e os planos criativos para um universo, ocorre uma nova forma de união criativa entre o Filho Criador e o Espírito Criativo, a Filha do Espírito Infinito no universo local.

A progênie a surgir, como resultado dessa associação criadora, é a personalidade do Melquisedeque original — o Pai Melquisedeque — , aquele ser único que posteriormente colabora com o Filho Criador e o Espírito Criativo, para trazer à existência todo o grupo com esse nome.

http://encyclopediaurantia.org/images/melchi2.jpg

2. Os Filhos Melquisedeques

(385.4) 35:2.1 Os Melquisedeques são a primeira ordem de Filhos divinos a aproximar-se perto o bastante da vida da criatura inferior, a ponto de serem capazes de funcionar diretamente no ministério da elevação dos mortais e servir às raças evolucionárias sem a necessidade de encarnar-se.

Esses Filhos, naturalmente, colocam-se no ponto médio da grande escala descendente das personalidades, encontrando-se, por origem, a meio caminho entre a mais alta Divindade e a mais baixa criatura viva, dotada de vontade.

Assim, tornam-se os intermediários naturais entre os níveis divinos mais elevados de existência vivente e as mais baixas formas de vida, materiais mesmo, nos mundos evolucionários.

As ordens seráficas, os anjos, deliciam-se em trabalhar com os Melquisedeques; de fato, todas as formas de vida inteligente têm, nesses Filhos, amigos compreensivos, mestres compassivos e conselheiros sábios.

(394.Cool 35:10.6 [Auspiciado por um Comandante de Arcanjos, atuando por autoridade de Gabriel de Sálvington.]

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Documento 93 - Maquiventa Melquisedeque - 2. O Sábio de Salém

(1015.1) 93:2.1 Maquiventa outorgou-se às raças humanas de Urântia 1.973 anos antes do nascimento de Jesus.

A sua vinda não foi espetacular; a sua materialização não foi testemunhada por olhos humanos.

Ele foi visto pelo homem mortal pela primeira vez naquele dia memorável em que entrou na tenda de Andon, um pastor caldeu de origem suméria.

E a proclamação da sua missão ficou corporificada em uma simples afirmação que ele fez a esse pastor: “Eu sou Melquisedeque, sacerdote de El Elyon, o Altíssimo, o único Deus”.

(1026.1) 93:10.12 [Apresentado por um Melquisedeque de Nébadon.]


Última edição por Pedro Paulo em Seg Out 11, 2010 2:40 am, editado 1 vez(es)

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 4:15 am

Documento 94 - Os Ensinamentos de Melquisedeque no Oriente.

2. O Bramanismo

(1028.4) 94:2.1 À medida que os missionários de Salém penetraram na direção sul, rumo ao Decã dravidiano, eles encontraram um sistema mais intenso de castas, o esquema ariano de impedir a perda de identidade racial em face da maré crescente de povos sangiques secundários.

Desde que a casta dos sacerdotes brâmanes era a essência mesma desse sistema, essa ordem social retardou, em muito, o progresso dos educadores de Salém.

Esse sistema de castas não teve êxito em salvar a raça ariana, mas teve sucesso na perpetuação dos brâmanes, que, por sua vez, têm mantido a sua hegemonia religiosa na Índia até os dias atuais.

(1028.5) 94:2.2 E agora, com o enfraquecimento do vedismo pela sua rejeição da verdade mais elevada, o culto dos arianos tornou-se sujeito a intromissões cada vez maiores do Decã.

Num esforço desesperado para estancar o fluxo da extinção racial e da obliteração religiosa, a casta brâmane buscou exaltar a si própria acima de tudo o mais.

E proclamaram que, dos dois princípios divinos essenciais do universo, um era Braman, a deidade, e o outro era o sacerdócio brâmane.

Em meio a nenhum outro povo de Urântia, os sacerdotes presumiram exaltar assim a si próprios acima mesmo dos seus deuses, a atribuir a si próprios as honras devidas aos seus deuses.

Eles, porém, foram tão absurdamente longe, nessas presunçosas reivindicações, que todo o precário sistema entrou em colapso diante dos cultos aviltantes que afluíram das civilizações circundantes, menos avançadas.

O vasto sacerdócio védico, ele próprio, atrapalhou-se e afundou sob a maré negra da inércia e do pessimismo que a sua própria presunção egoísta e pouco sábia havia trazido a toda a Índia.

(1029.1) 94:2.3 A concentração indevida no ego conduziu certamente a um temor da perpetuação não evolucionária do ego, em um círculo sem fim de sucessivas encarnações como homem, besta, ou ervas daninhas.

E de todas as crenças contaminadoras que poderiam ter aderido àquilo que possa ter sido um monoteísmo emergente, nenhuma foi mais estupidificante do que a crença na transmigração — a doutrina da reencarnação das almas — , que veio do Decã dravidiano.

Essa crença, em um círculo fastidioso e monótono de repetidas transmigrações, roubou dos mortais em luta a sua esperança há muito acalentada de encontrar a libertação e o avanço espiritual na morte, que havia sido uma parte da fé anterior védica.

(1029.2) 94:2.4 Esse ensinamento filosoficamente debilitador foi logo seguido da invenção da doutrina segundo a qual se escapa eternamente do eu pela submersão no repouso e na paz universal da união absoluta com Braman, a superalma de toda a criação.

O desejo mortal e a ambição humana foram efetivamente arrebatados e virtualmente destruídos.

Por mais de dois mil anos, as melhores mentes da Índia procuraram escapar de todo desejo e, assim, a porta ficou toda aberta para a entrada daqueles cultos e ensinamentos posteriores que agrilhoaram virtualmente as almas de muitos do povo indiano nas correntes da desesperança espiritual.

De todas as civilizações, a vedico-ariana foi a que pagou o preço mais terrível pela sua rejeição ao evangelho de Salém.

(1029.3) 94:2.5 Apenas a organização em castas não poderia perpetuar o sistema religioso-cultural ariano e, à medida que as religiões inferiores do Decã infiltravam-se ao norte, desenvolveu-se uma idade de desespero e falta de esperança.

Foi durante esses dias escuros que surgiu o culto de não se tirar a vida de nenhuma criatura, o qual tem perdurado desde então.

Muitos dos novos cultos eram francamente ateístas, argumentando que a salvação que fosse acessível poderia vir apenas pelos esforços humanos, sem ajuda externa.

Contudo, por meio de boa parte dessa filosofia infeliz podem ser percebidos alguns remanescentes distorcidos dos ensinamentos de Melquisedeque, e mesmo dos de Adão.

(1029.4) 94:2.6 Esses foram os tempos de compilação das últimas escrituras da fé hindu, as Brâmanas e os Upanishades.

Havendo rejeitado os ensinamentos da religião pessoal pela experiência da fé pessoal com o único Deus, e tendo-se contaminado na inundação dos cultos e crendices aviltantes e debilitadores provenientes do Decã, com os seus antropomorfismos e reencarnações, o sacerdócio brâmane experimentou uma reação violenta contra essas crenças viciosas; houve um esforço claro de buscar e de encontrar a verdadeira realidade.

Os brâmanes puseram-se a desantropomorfizar o conceito hindu da deidade, mas, ao fazer isso, eles tropeçaram no grave erro de despersonalizar o conceito de Deus, e emergiram, não com o ideal sublime e espiritual do Pai do Paraíso, mas com uma idéia distante e metafísica de um Absoluto que a tudo engloba.

(1029.5) 94:2.7 Nos seus esforços de autopreservação, os brâmanes haviam rejeitado o Deus único de Melquisedeque, e agora se viam diante da hipótese de Braman, aquele eu filosófico indefinido e ilusório, aquele isso impessoal e impotente que deixou a vida espiritual da Índia desamparada e prostrada desde aqueles dias infelizes até o século vinte.

(1041.6) 94:12.8 [Apresentado por um Melquisedeque de Nébadon.]


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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 4:29 am

Documento 94 - 3. A Filosofia Brâmane

(1030.1) 94:3.1 Conquanto a fase superior do bramanismo dificilmente haja sido uma religião, foi, na verdade, um dos esforços mais nobres da mente mortal de penetrar nos domínios da filosofia e da metafísica.

Tendo partido para a descoberta da realidade final, a mente indiana não parou até que houvesse especulado sobre quase todos os aspectos da teologia, excetuando-se o conceito dual essencial da religião: a existência do Pai Universal de todas as criaturas do universo e o fato da experiência ascendente, no universo, dessas mesmas criaturas que buscam alcançar o Pai eterno, o qual comandou-lhes que fossem perfeitas, como Ele próprio é perfeito.

(1030.2) 94:3.2 No conceito de Braman, as mentes daqueles dias captaram verdadeiramente a idéia de algum Absoluto impregnando a tudo, pois elas identificavam esse postulado, simultaneamente, com a energia criativa e a reação cósmica.

Braman era concebido como estando além de qualquer definição, capaz de ser compreendido apenas pela negação sucessiva de todas as qualidades finitas.

Era claramente a crença em um ser absoluto e infinito mesmo; mas, em grande parte, esse conceito era desprovido dos atributos de personalidade e, portanto, não era experienciável pelo indivíduo religioso.

(1030.3) 94:3.3 Braman-Narayana foi concebido como o Absoluto, O QUE É infinito, a potência primordial criativa do cosmo potencial, o Eu Universal existindo estática e potencialmente durante toda a eternidade.

Tivessem os filósofos daqueles dias sido capazes de dar o próximo passo na concepção da deidade, tivessem eles sido capazes de conceber o Braman como associativo e criativo, como uma personalidade acessível pelos seres criados e em evolução, então, talvez, esse ensinamento pudesse haver-se transformado na mais avançada apresentação da Deidade em Urântia, posto que teria abrangido os cinco primeiros níveis da função total da deidade e, possivelmente, poderia haver antevisto os dois restantes.

(1030.4) 94:3.4 Em certas fases, o conceito da Superalma Universal Única, como totalidade e soma das existências de todas as criaturas, conduziu os filósofos indianos até muito perto da verdade do Ser Supremo, mas essa verdade não lhes valeu de nada, porque eles fracassaram ao desenvolver qualquer abordagem ou método de aproximação pessoal razoável ou racional para alcançar a sua meta teórica monoteísta de Braman-Narayana.

(1030.5) 94:3.5 O princípio cármico da continuidade causal chega, novamente, até bem próximo da verdade de que todas as ações no espaço-tempo repercutem em uma síntese na presença da Deidade do Supremo; mas esse postulado jamais deu elementos para que o indivíduo religioso chegasse a um alcance pessoal coordenado da Deidade.

Apenas forneceu elementos para que se pensasse que toda a personalidade entrará em um engolfamento último dentro da Supra-alma Universal.

(1030.6) 94:3.6 A filosofia do bramanismo também chegou muito perto da compreensão da presença residente dos Ajustadores do Pensamento, mas deixou-se perverter por causa de um conceito falso da verdade.

O ensinamento de que a alma é a presença residente de Braman teria preparado o caminho para uma religião avançada, caso esse conceito não houvesse sido completamente viciado pela crença de que não há nenhuma individualidade humana, à parte essa presença do Um universal.

(1030.7) 94:3.7 Na doutrina pela qual a alma individual se funde na Superalma, os teólogos da Índia deixaram de prover elementos para a sobrevivência das coisas humanas, de algo novo e único, algo nascido da união da vontade do homem com a vontade de Deus.

O ensinamento do retorno da alma para Braman é, muito de perto, paralelo à verdade do retorno do Ajustador para o seio do Pai Universal, mas alguma coisa além do Ajustador há que sobrevive, também, e esta é a contraparte moroncial da personalidade mortal.

E esse conceito vital esteve ausente de modo fatal na filosofia brâmane.

(1031.1) 94:3.8 A filosofia brâmane conseguiu uma boa aproximação de muitos dos fatos do universo e abordou bem inúmeras verdades cósmicas, mas também por muitas vezes foi vítima do erro de deixar de diferenciar entre os vários níveis da realidade, tais como o absoluto, o transcendental e o finito.

Deixou de levar em conta que aquilo que pode ser um finito-ilusório, no nível absoluto, pode ser absolutamente real, no nível finito.

E também não tomou conhecimento da personalidade essencial do Pai Universal, a quem se pode contatar pessoalmente em todos os níveis, desde o da experiência limitada da criatura evolucionária com Deus, até a experiência ilimitada do Filho Eterno com o Pai do Paraíso.

(1041.6) 94:12.8 [Apresentado por um Melquisedeque de Nébadon.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 5:12 am

(1041.5) 94:12.7 Toda a Urântia aguarda a proclamação da mensagem enobrecedora de Michael, livre das doutrinas e dos dogmas acumulados por dezenove séculos de contato com as religiões de origem evolucionária.

Documento 94 - 7. Gautama Sidarta

...(1036.1) 94:7.7 O evangelho de Gautama, para a salvação universal, quando proclamado pelo que tem de melhor, livre de sacrifícios, de tortura, de rituais e de sacerdotes, foi uma doutrina revolucionária e surpreendente para o seu tempo.

E chegou incrivelmente próximo de representar um renascimento do evangelho de Salém.

Socorreu a milhões de almas em desespero e, apesar das alterações grotescas que sofreu nos últimos séculos, ainda persiste como a esperança de milhões de seres humanos.

(1036.2) 94:7.8 Sidarta ensinou muito mais sobre a verdade do que aquilo que sobreviveu nos cultos modernos que levam o seu nome.

O budismo moderno não representa os ensinamentos de Gautama Sidarta, mais do que o cristianismo representa os ensinamentos de Jesus de Nazaré...

8. A Fé Budista...

9. A Difusão do Budismo...

10. A Religião no Tibete...

11. A Filosofia Budista...

12. O Conceito de Deus no Budismo...

(1041.5) 94:12.7 É chegada a hora de apresentar ao budismo, ao cristianismo, ao hinduísmo, e a todos os povos de todas as fés, não mais um evangelho sobre Jesus, mas a realidade viva e espiritual do evangelho de Jesus.

(1041.6) 94:12.8 [Apresentado por um Melquisedeque de Nébadon.]


Última edição por Pedro Paulo em Qua Out 06, 2010 9:46 pm, editado 1 vez(es)

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 04, 2010 7:09 pm


(1185.2) 108:0.2 Deus não pode experiencialmente conhecer aquilo que ele jamais experienciou pessoalmente; o pré-conhecimento de Deus é existencial.

Documento 108 - A Missão e o Ministério dos Ajustadores do Pensamento

(1185.1) 108:0.1 A missão dos Ajustadores do Pensamento junto às raças humanas é a de representar, de ser o Pai Universal, para as criaturas mortais do tempo e do espaço; é esse o trabalho fundamental das dádivas divinas.

A sua missão também é a de elevar as mentes mortais e transladar as almas imortais dos homens às alturas divinas e até os níveis espirituais da perfeição do Paraíso.

E, na experiência de transformar, assim, a natureza humana da criatura temporal na natureza divina do finalitor eterno, os Ajustadores trazem à existência um tipo único de ser; um ser que, constando da união eterna do Ajustador perfeito e da criatura perfeccionada, seria impossível duplicar por qualquer outra técnica no universo.

(1185.2) 108:0.2 Nada, em níveis não existenciais no universo inteiro, pode substituir o fato da experiência.

O Deus infinito é, como sempre, repleto e completo, infinitamente inclusivo de todas as coisas, exceto do mal e da experiência da criatura.

Deus não pode fazer errado; Ele é infalível.

E é por isso que o espírito do Pai desce do Paraíso, para participar de toda a experiência de plena boa-fé, junto com os mortais finitos, na carreira ascendente; apenas por esse método o Deus existencial poderia tornar-se, na verdade e de fato, o Pai experiencial do homem.

A infinitude do Deus eterno engloba o potencial para a experiência finita, a qual torna-se um fato, na ministração dos fragmentos Ajustadores, pois eles efetivamente compartilham das vicissitudes da experiência da vida dos seres humanos.

1. A Seleção e o Compromisso

(1185.3) 108:1.1 Quando os Ajustadores são despachados de Divínington para o serviço mortal, todos eles são idênticos, em dotação de divindade existencial; mas diferenciam-se pelas qualidades experienciais, na proporção do seu contato prévio com as criaturas evolucionárias, e nelas.

Nós não podemos explicar a base do compromisso dos Ajustadores, mas conjecturamos que tais dons divinos sejam outorgados de acordo com alguma política sábia e eficiente; segundo a aptidão eterna para a adaptação à personalidade residida.

Observamos que o Ajustador mais experiente é, freqüentemente, o residente do tipo mais elevado de mente humana; a herança humana deve, portanto, ser um fator considerável na escolha, durante a seleção e o comprometimento.

(1185.4) 108:1.2 Ainda que não saibamos em definitivo, acreditamos firmemente que todos os Ajustadores do Pensamento sejam voluntários.

Antes, todavia, mesmo de se fazerem voluntários, eles estão de posse de todos os dados a respeito do candidato a ser residido.

(1186.1) 108:1.3 O Ajustador que se faz voluntário está particularmente interessado em três qualificações do candidato humano:

1. A capacidade intelectual.

2. A percepção espiritual.

3. Os potenciais intelectuais e espirituais combinados.

(1186.5) 108:1.7 De posse desses dados, acreditamos que os Monitores se voluntariem livremente para a sua missão.

Provavelmente mais de um Ajustador voluntarie-se; talvez as ordens personalizadas supervisoras selecionem, desse grupo de Ajustadores voluntários, o mais adequado à tarefa de espiritualizar e de eternizar a personalidade do candidato mortal. (No comprometimento e no serviço dos Ajustadores, o sexo da criatura não entra em consideração.)

(1186.6) 108:1.8 O curto espaço de tempo, entre o ato de se fazer voluntário e o momento em que o Ajustador é factualmente despachado, é passado, presumivelmente, nas escolas dos Monitores Personalizados, em Divínington, onde um modelo da mente mortal em expectativa é utilizado na instrução do Ajustador designado, quanto aos planos mais eficazes para aproximar-se da personalidade e para a espiritualização da mente.

(1186.7) 108:1.9 Uma vez que os Ajustadores sejam despachados, de fato, de Divínington, nenhum tempo, praticamente, decorre entre esse momento e a hora do seu surgimento, na mente do sujeito da sua escolha.

(1194.2) 108:6.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]


Última edição por Pedro Paulo em Qua Out 06, 2010 9:44 pm, editado 1 vez(es)

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Ter Out 05, 2010 5:29 pm

(1187.3) 108:2.4 Não há intermediários ou outras autoridades interferindo, nem poderes funcionando entre os Ajustadores divinos e os seus sujeitos humanos; Deus e o homem estão diretamente relacionados.

Documento 108 - 2. Os Pré-requisitos para o Ajustador Residir

(1186.Cool 108:2.1 Embora se voluntariem para o serviço tão logo as previsões da personalidade sejam transmitidas a Divínington, os Ajustadores não se comprometem, de fato, antes que o sujeito humano tome a sua primeira decisão moral, de personalidade.

A primeira escolha moral do filho humano fica automaticamente indicada, no sétimo ajudante da mente, que a registra, instantaneamente, por meio do Espírito Criativo Materno do universo local, no circuito da gravidade da mente universal do Agente Conjunto, na presença do Espírito Mestre da jurisdição do superuniverso; e, a partir daí, este despacha a informação para Divínington.

Os Ajustadores chegam aos seus sujeitos humanos em Urântia, comumente, um pouco antes do sexto aniversário deles.

(1187.1) 108:2.2 Os Ajustadores não podem invadir a mente mortal, antes que ela haja sido devidamente preparada, pela ministração interior dos espíritos ajudantes da mente; e antes que seja conectada ao circuito do Espírito Santo.

A mente da criatura deve demonstrar um certo alcance de adoração e indicar a função da sabedoria, demonstrando capacidade de escolher entre os valores emergentes do bem e do mal — a escolha moral.

(1187.2) 108:2.3 Assim, fica estabelecido qual é o estágio da mente humana para a recepção do Ajustador; mas, regra geral, ele não aparece, imediatamente, para residir nessas mentes, exceto naqueles mundos nos quais o Espírito da Verdade está atuando como um coordenador espiritual dessas diferentes ministrações espirituais.

Se esse espírito dos Filhos auto-outorgados estiver presente, os Ajustadores infalivelmente chegam no instante em que o sétimo espírito ajudante da mente começa a funcionar e sinaliza ao Espírito Materno do Universo que já realizou, em potencial, a coordenação dos seis ajudantes interligados, que eram uma ministração prévia dada a esse intelecto mortal.

E assim, pois, em Urântia, desde o Dia de Pentecostes, os Ajustadores divinos têm sido universalmente outorgados a todas as mentes mortais normais, de status moral.

(1187.3) 108:2.4 Mesmo tratando-se de mentes dotadas com o Espírito da Verdade, os Ajustadores não podem, arbitrariamente, invadir um intelecto mortal antes do surgimento da decisão moral.

Todavia, uma vez que essa decisão moral haja sido tomada, esse auxiliar espiritual assume a jurisdição diretamente de Divínington.

(1187.4) 108:2.5 Antes da época da efusão do Espírito da Verdade sobre os habitantes de um mundo evolucionário, o outorgamento dos Ajustadores parece ser determinado por muitas influências espirituais e por atitudes da personalidade.

Contudo, observamos numerosas influências e condições que parecem estar associadas à chegada dos Ajustadores nessas mentes, antes do outorgamento e da efusão do Espírito da Verdade e, pois, são elas:

1. A designação de guardiães seráficos pessoais...

2. O alcançar do terceiro círculo da realização intelectual e da realização espiritual...

3. Quando da tomada de uma suprema decisão de importância espiritual inusitada...

4. O espírito da fraternidade...

5. A declaração da intenção de fazer a vontade de Deus...

6. A influência do Ser Supremo...

(1194.2) 108:6.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Qua Out 06, 2010 4:58 pm

(1189.5) 108:3.9 Podemos dar ciência da presença dos Ajustadores, que são fragmentos da Deidade pré-pessoal da Primeira Fonte e Centro.

Documento 108 - 3. A Organização e a Administração

(1188.3) 108:3.1 Até onde sabemos, os Ajustadores estão organizados como uma unidade independente de trabalho no universo dos universos e, aparentemente, são administrados diretamente a partir de Divínington.

Eles são uniformes em todos sete superuniversos; todos os universos locais sendo servidos por tipos idênticos de Monitores Misteriosos.

Sabemos, por observação, que há inúmeras séries de Ajustadores envolvendo uma organização em série, que se estende às raças, às dispensações e aos mundos, sistemas e universos.

(1188.4) 108:3.2 O registro dos Ajustadores é feito e conhecido (fora de Divínington) apenas nas sedes-centrais dos sete superuniversos.

(1188.5) 108:3.3 Os sujeitos humanos são, muitas vezes, conhecidos pelos números dos seus Ajustadores; os seres mortais não recebem nomes reais, no universo, até que se fusionem com os seus Ajustadores, união esta que é assinalada pelo guardião do destino o qual faz a outorga de um novo nome à nova criatura.

(1188.6) 108:3.4 Sabemos que, em seguida ao aparecimento de um Filho do Paraíso auto-outorgado, um mundo evolucionário passa a ter um Ajustador Personalizado, designado para ele, como supervisor planetário dos Ajustadores.

(1189.1) 108:3.5 É interessante notar que os inspetores do universo local, quando estão efetuando um exame planetário, sempre se referem ao dirigente planetário dos Ajustadores do Pensamento; e fazem do mesmo modo quando enviam as suas acusações aos dirigentes dos serafins e aos líderes de outras ordens de seres ligados à administração de um mundo em evolução.

Recentemente, Urântia foi submetida a uma dessas inspeções periódicas de Tabamântia, supervisor soberano de todos os planetas de vida-experimental no universo de Nébadon.

E os registros revelam que, além das suas admoestações e acusações dirigidas aos vários dirigentes das personalidades supra-humanas, ele também deu o testemunho seguinte aos comandantes dos Ajustadores, estivessem eles localizados no planeta, em Sálvington, em Uversa, ou Divínington, não sabemos ao certo, mas ele disse:

(1189.2) 108:3.6 “Agora a vós, superiores, bem acima de mim, venho como um que tem a autoridade, temporariamente, sobre a série dos planetas experimentais; e venho expressar minha admiração e um profundo respeito por esse magnífico grupo de ministros celestes, os Monitores Misteriosos, o qual se tem voluntariado para servir nessa esfera irregular.

Não importa quão sofridas tenham sido as crises, eles jamais falharam.

Seja nos registros de Nébadon, seja perante as comissões de Orvônton, jamais foi feita uma acusação a um Ajustador divino.

Eles têm sido leais à confiança depositada neles; e divinamente fiéis.

Têm ajudado a ajustar os erros e a compensar as falhas de todos os que trabalham nesse planeta confuso.

São seres maravilhosos, guardiães do bem nas almas deste reino retrógrado.

A eles dedico o meu respeito, ainda que estejam aparentemente sob a minha jurisdição, como ministros voluntários.

Eu me inclino perante eles, em humilde reconhecimento, pela delicada falta de egoísmo de todos eles, pela sua ministração compreensiva e devoção imparcial.

Merecem o nome de servidores, semelhantes a Deus, dos habitantes mortais deste mundo dilacerado por conflitos, alquebrado por lamentos e afligido por doenças.

Eu honro a todos eles!

Chego mesmo a cultuá-los!”

(1194.2) 108:6.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Qui Out 07, 2010 3:51 pm

(1190.5) 108:4.4 Não importa o que possa acontecer em um mundo ou universo, os Ajustadores nunca se envolvem diretamente.

Documento 108 - 4. A Relação com Outras Influências Espirituais

(1190.2) 108:4.1 À parte uma possível coordenação com outros fragmentos da Deidade, os Ajustadores estão inteiramente a sós na sua esfera de atividade, na mente mortal.

Os Monitores Misteriosos demonstram, eloqüentemente, o fato de que, embora o Pai possa haver, aparentemente, renunciado ao exercício de todo poder e de toda autoridade pessoal direta, em todo o grande universo, e, não obstante esse ato de abnegação em favor dos filhos do Supremo Criador, das Deidades do Paraíso, o Pai certamente reservou a Si o direito intransferível de estar presente nas mentes e nas almas das suas criaturas evolucionárias, com o fito de poder atuar, desse modo, no sentido de atrair todas as criaturas da criação para Si Próprio, coordenadamente com a gravidade espiritual dos Filhos do Paraíso.

O vosso Filho do Paraíso auto-outorgado, quando ainda em Urântia, disse: “Se me elevar, eu atrairei todos os homens”.

(1190.3) 108:4.2 Ainda que não subordinados, coordenados, ou aparentemente relacionados com o trabalho no universo dos universos, embora atuando independentemente nas mentes dos filhos dos homens, essas presenças misteriosas impulsionam incessantemente as criaturas nas quais residem na direção dos ideais divinos, sempre os atraindo para cima no sentido dos propósitos e das metas de uma vida futura melhor.

Esses Monitores Misteriosos estão atuando continuamente para o estabelecimento do domínio espiritual de Michael em todo o universo de Nébadon; e, ao mesmo tempo, contribuindo, misteriosamente, para a estabilização da soberania dos Anciães dos Dias em Orvônton.

Os Ajustadores são a vontade de Deus; e, já que os Filhos do Deus Criador Supremo também incorporam, pessoalmente, essa mesma vontade, torna-se inevitável que as ações dos Ajustadores e a soberania dos governantes do universo devam ser mutuamente interdependentes.

Ainda que aparentemente desconectadas, a presença do Pai, nos Ajustadores e a soberania do Pai, em Michael de Nébadon, devem ser manifestações diversas da mesma divindade.

(1190.4) 108:4.3 Os Ajustadores do Pensamento parecem ir e vir de um modo totalmente independente de todas e quaisquer presenças espirituais; eles parecem funcionar de acordo com leis do universo, que são totalmente diferentes daquelas que governam e controlam as atuações de todas as outras influências espirituais.

Contudo, apesar de tal independência aparente, a observação por um prazo mais longo revela, inquestionavelmente, que eles funcionam na mente humana em sincronia e coordenação perfeitas com todas as outras ministrações espirituais, incluindo a dos espíritos ajudantes da mente, do Espírito Santo, do Espírito da Verdade e de outras influências.

(1190.5) 108:4.4 O isolamento de um planeta, de nenhum modo, afeta os Ajustadores, nem a sua capacidade de se comunicar com qualquer parte do universo local, do superuniverso ou do universo central.

E essa é a razão pela qual os contatos com os Ajustadores supremos e os Ajustadores auto-atuantes do corpo de reserva do destino são feitos, tão freqüentemente, nos mundos em quarentena.

Os recursos para essa técnica, são providos como um meio de contornar as limitações do isolamento planetário.

Em anos recentes, os circuitos dos arcanjos têm funcionado em Urântia; mas esse meio de comunicação é grandemente limitado às transações feitas pelo próprio corpo de arcanjos.

(1191.1) 108:4.5 Não temos, ainda, a mestria do conhecimento de tudo o que ocorre à nossa volta; e acredito que muito desse trabalho inescrutável seja efetuado pelos Mensageiros da Gravidade e por alguns tipos de Monitores Misteriosos.

Não creio que os Ajustadores estejam devotados apenas a recompor as mentes mortais.

Estou persuadido de que os Monitores Personalizados e outras ordens de espíritos pré-pessoais ainda não reveladas sejam representativos do contato direto e inexplicável do Pai Universal com as criaturas dos reinos.

(1194.2) 108:6.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Sex Out 08, 2010 4:16 pm


(1191.4) 108:5.3 Uma coisa na qual vós podeis confiar: os Ajustadores jamais deixarão que se perca qualquer coisa entregue aos seus cuidados; nunca soubemos que esses ajudantes espirituais houvessem falhado.

Documento 108 - 5. A Missão do Ajustador

(1191.2) 108:5.1 Os Ajustadores aceitam um compromisso difícil quando se fazem voluntários para residir em seres compostos, como esses que vivem em Urântia.

No entanto, eles assumiram a tarefa de coexistir nas vossas mentes, para nelas receber as recomendações das inteligências espirituais dos reinos e assumir a tarefa de re-ditar ou de traduzir essas mensagens espirituais para a mente material; eles são indispensáveis à ascensão ao Paraíso.

(1191.3) 108:5.2 Tudo que o Ajustador não pode aplicar à vossa vida atual, aquelas verdades que ele não pode transmitir com êxito ao homem ao qual se afiança, ele irá guardar fielmente para usar no próximo estágio de existência, do mesmo modo que ele agora transporta, de círculo para círculo, todos aqueles itens que ele não consegue registrar na experiência do seu sujeito humano, devido à incapacidade da criatura, ou ao fracasso dela em participar com um grau suficiente de cooperação.

(1191.5) 108:5.4 O vosso Ajustador é o potencial da vossa nova e próxima ordem de existência, ele é uma dádiva em adiantamento da vossa filiação eterna a Deus.

Por meio do consentimento da vossa vontade, e com esse consentimento, o Ajustador tem o poder de sujeitar as tendências da mente material às ações transformadoras das motivações e propósitos da alma moroncial que emerge.

(1191.6) 108:5.5 Os Monitores Misteriosos não são meros assistentes do pensamento; eles são os ajustadores do vosso pensamento.

Eles trabalham com a mente material no propósito de construir, por meio do ajustamento e da espiritualização, uma nova mente, para os novos mundos e para o novo nome da vossa carreira futura.

A missão deles concerne, principalmente, à vida futura, não a esta vida.

A presença de um Ajustador do Pensamento especial não confere facilidade de vida, nem vos livra do raciocinar árduo; mas esse dom divino acaba por conferir uma paz sublime de mente e uma tranqüilidade magnífica de espírito.

(1192.1) 108:5.6 As vossas emoções passageiras, e sempre em mutação, entre alegria e tristeza, são reações puramente humanas e materiais do vosso clima psíquico interior ao vosso meio ambiente externo.

E, portanto, não encarai o Ajustador como um consolador egoístico, nem conteis com ele para o vosso conforto enquanto mortais.

(1192.3) 108:5.8 Os Ajustadores do Pensamento gostariam de transformar os vossos sentimentos de medo em convicções de amor e de confiança; mas eles não podem, mecânica e arbitrariamente, fazer tais coisas; isso é tarefa vossa.

Ao assumir essas decisões, que vos livram das correntes do medo, estareis literalmente criando o ponto de apoio psíquico para que o Ajustador possa subseqüentemente entrar com a sua iluminação espiritual equilibradora e elevadora, necessária ao vosso progresso.

(1192.4) 108:5.9 Quando se trata dos conflitos agudos e bem definidos entre as tendências mais elevadas e as mais baixas das raças, entre o que realmente é certo ou errado (não aquilo que vós meramente chamais de certo e de errado), vós podeis confiar que o Ajustador sempre participará de alguma maneira definida e ativa em tais experiências.

O fato de que essa atividade do Ajustador possa ser inconsciente, para o parceiro humano, não cria demérito de nenhum modo para essa realidade e o seu valor.

(1192.5) 108:5.10 Se vós tiverdes um guardião pessoal do destino e falhardes na sobrevivência, esse anjo guardião deve ser julgado com o fito de receber o indulto devido à execução, fiel ou não, da missão a ele confiada.

Todavia, os Ajustadores do Pensamento não são submetidos assim a nenhum exame quando os seus sujeitos falham, quanto à sobrevivência.

Vós tendes guias perfeitos; e, por isso, a meta da perfeição é atingível, com toda a certeza.

(1194.2) 108:6.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]


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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 11, 2010 12:01 am

(1193.2) 108:6.3 Os Monitores Misteriosos são, sem dúvida, a dádiva do Pai Universal, o reflexo da imagem de Deus projetado no universo.

Documento 108 - 6. Deus no Homem

(1192.6) 108:6.1 De fato, é uma maravilha da condescendência divina que os elevados e perfeitos Ajustadores ofereçam-se a si próprios para uma existência factual, nas mentes das criaturas materiais, tais como os mortais de Urântia; para consumar realmente uma união probacionária com os seres de origem animal da Terra.

(1193.1) 108:6.2 Não importa qual seja o status prévio dos habitantes de um mundo, após a auto-outorga de um Filho divino e após a efusão do Espírito da Verdade sobre todos os humanos, os Ajustadores acorrem até esse mundo para residir nas mentes de todas as criaturas normais de vontade.

Em seguida ao cumprimento da missão de um Filho do Paraíso auto-outorgante, esses Monitores verdadeiramente se tornam o “Reino do céu, dentro de vós”.

Por intermédio do outorgamento dos dons divinos, o Pai aproxima-Se, o mais que pode, do pecado e do mal; pois é literalmente verdadeiro que o Ajustador deva coexistir na mente mortal, mesmo em meio à falta de retidão humana.

Os Ajustadores residentes ficam particularmente atormentados pelos pensamentos que são puramente sórdidos e egoístas; ficam afligidos com a irreverência para com aquilo que é belo e divino; e muitos dos medos animais tolos e ansiedades infantis são obstáculos virtuais ao seu trabalho.

(1193.2) 108:6.3 O Ajustador é a marca da divindade, a presença de Deus.

A “imagem de Deus” não se refere à semelhança física, nem à limitação circunscrita do dom da criatura material, mas, antes, à dádiva da presença do espírito do Pai Universal, no outorgamento superno dos Ajustadores do Pensamento às humildes criaturas dos universos.

(1193.3) 108:6.4 Um grande educador, certa vez, notificou aos homens de que eles deveriam renovar-se no espírito existente nas suas mentes; que eles tornar-se-iam homens novos que, como Deus, são criados na retidão e no cumprimento da verdade

O Ajustador é a fonte da realização espiritual e a esperança de um caráter divino dentro de vós.

Ele é o poder, o privilégio e a possibilidade de sobrevivência, que, tão plena e definitivamente, vos distingue das criaturas meramente animais.

Ele é o estímulo espiritual mais alto e verdadeiramente interno do pensamento, em contraste com o estímulo externo e físico, que alcança a mente pelo mecanismo energético nervoso do corpo material.

(1193.4) 108:6.5 Esses fiéis custódios da carreira futura, infalivelmente, duplicam toda a criação mental, em uma contraparte espiritual; eles estão assim, vagarosa e seguramente, recriando-vos como vós realmente sois (apenas espiritualmente) para a ressurreição, nos mundos de sobrevivência.

E todas essas delicadas recriações espirituais estão sendo preservadas, na realidade, que vai surgindo, da vossa alma imortal em evolução: o vosso eu moroncial.

Essas realidades estão factualmente aí, não obstante o Ajustador raramente ser capaz de exaltar essas criações duplicadas, suficientemente, a ponto de exibi-las à luz da consciência.

(1193.5) 108:6.6 E, do mesmo modo que sois o parentesco humano, o Ajustador é o parente divino do vosso eu real, o vosso eu mais elevado e avançado, o vosso eu moroncial melhor, o vosso eu espiritual futuro.

E é essa alma moroncial, em evolução, que os juízes e censores discernem, quando vão decretar a vossa sobrevivência e a vossa passagem para cima, para os novos mundos e para uma existência infindável, em ligação eterna com o vosso parceiro fiel — Deus, o Ajustador.

(1193.6) 108:6.7 Os Ajustadores são os ancestrais eternos, os originais divinos das vossas almas imortais evolucionárias; eles são o impulso incessante, que conduz o homem a conquistar a mestria material e presente da existência, à luz da carreira espiritual e futura.

Esses Monitores são os reféns da esperança que não morre, são as fontes da progressão infindável.

E como ficam felizes ao comunicarem-se com os seus sujeitos, por canais mais ou menos diretos!

Como eles se regozijam, quando podem descartar os símbolos e outros métodos indiretos, e passam a poder comunicar as suas mensagens diretamente aos intelectos dos seus parceiros humanos!

(1194.1) 108:6.8 Vós, humanos, iniciastes um desdobrar quase que sem fim de um panorama infinito, uma expansão sem limite de esferas de oportunidades, sempre mais amplas, de serviço jubiloso, de aventura sem par, de incerteza sublime e de alcances sem fronteiras.

Quando nuvens se acumularem sobre as vossas cabeças, a vossa fé deveria aceitar o fato da presença do Ajustador residente e, assim, deveríeis ser capazes de olhar através das névoas da incerteza mortal, para o brilho claro do sol da retidão eterna, que clareia as alturas acolhedoras dos mundos das mansões de Satânia.

(1194.2) 108:6.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 11, 2010 6:09 am

(1197.1) 109:2.10 Os Ajustadores supremos e auto-atuantes podem deixar o corpo humano segundo a sua vontade.

Documento 109 - A Relação dos Ajustadores com as Criaturas do Universo

(1195.1) 109:0.1 OS Ajustadores do Pensamento são as crianças da carreira do universo e, de fato, os Ajustadores virgens devem ganhar experiência, enquanto as criaturas mortais crescem e desenvolvem-se.

Do mesmo modo que a personalidade da criança humana se expande, para as lutas da existência evolucionária, o Ajustador cresce muito com os exercícios preparatórios para o próximo estágio na vida ascendente.

A existência humana constitui um período de prática, que é efetivamente utilizado pelo Ajustador, no preparo das responsabilidades crescentes e das oportunidades maiores de uma vida futura.

Os esforços do Ajustador, enquanto vivem dentro de vós, contudo, não são muito ligados aos assuntos da vida temporal e da existência planetária.

Nos momentos atuais, os Ajustadores do Pensamento estão preparando, por assim dizer, a introdução às realidades da carreira do universo, nas mentes em evolução dos seres humanos.

1. O Desenvolvimento dos Ajustadores

(1195.4) 109:1.3 A experiência é inseparável de uma existência viva; é algo que nem o dom divino, em nenhuma magnitude, pode eximir-vos da necessidade de ser obtida por meio de uma vivência real.

Portanto, da mesma forma que todos os seres que vivem e funcionam dentro da esfera presente do Supremo, devem os Ajustadores do Pensamento adquirir experiência; devem evoluir de grupos mais baixos e inexperientes, até os mais elevados e experientes.

(1196.1) 109:1.4 Os Ajustadores passam por uma carreira clara de desenvolvimento na mente mortal; adquirem uma realidade de êxito, a qual é eternamente deles.

Eles adquirem, progressivamente, a perícia e a habilidade de Ajustador, em conseqüência dos contatos de residência nas raças materiais, a despeito da sobrevivência ou não dos seus sujeitos mortais.

Eles têm, também, uma parceria igual à da mente humana, no fomento da evolução da alma imortal, com capacidade de sobrevivência.

(1196.2) 109:1.5 O primeiro estágio da evolução do Ajustador é alcançado na fusão com a alma sobrevivente de um ser mortal.

Assim, enquanto estais, por natureza, evoluindo para dentro e para cima, do homem até Deus, os Ajustadores estarão, por natureza, evoluindo para fora e para baixo, de Deus para o homem; e, assim, o produto final dessa união entre a divindade e a humanidade será eternamente um filho do homem e um filho de Deus.

2. Os Ajustadores Auto-atuantes

(1196.3) 109:2.1 Um Ajustador que é capaz de atuar por si próprio, ou seja, auto-atuante, é aquele que:

(1196.4) 109:2.2 1. Teve uma certa experiência, de pré-requisito, na evolução da vida de uma criatura dotada de vontade, seja como um residente temporário, em um tipo de mundo em que os Ajustadores são apenas emprestados aos sujeitos mortais; seja num planeta de fusão real, em que o humano falhou na sua sobrevivência.

(1196.5) 109:2.3 2. Adquiriu o equilíbrio, do poder espiritual, em um humano que atingiu o terceiro círculo psíquico e que teve designado para ele um guardião seráfico pessoal.

(1196.6) 109:2.4 3. Tem um sujeito que tomou a decisão suprema, que assumiu um compromisso solene e sincero com o Ajustador.

(1196.7) 109:2.5 4. Tem um sujeito que pertence a um dos corpos de reserva do destino, em um mundo evolucionário de ascensão mortal.

(1196.Cool 109:2.6 5. Em algum momento, durante o sono humano, foi temporariamente separado da mente do seu confinamento mortal, para realizar alguma missão de ligação, contato, reinscrição ou outro serviço extra-humano, associado à administração espiritual do mundo para o qual foi designado.

(1196.9) 109:2.7 6. Serviu, em tempo de crise, na experiência de algum ser humano que foi o complemento material de uma personalidade espiritual encarregada de alguma realização cósmica essencial à economia espiritual do planeta.

(1196.10) 109:2.8 Esses Ajustadores, que atuam por si próprios, parecem possuir um grau considerável de vontade, em todas as questões que não envolvam as personalidades humanas nas quais residem diretamente, como está indicado pelas suas inúmeras obras, tanto dentro, quanto fora dos sujeitos mortais da sua vinculação.

(1197.2) 109:2.11 Os Ajustadores superatuantes são aqueles que realizaram a conquista das tarefas de que foram incumbidos e apenas aguardam a dissolução do veículo de vida material ou o translado da alma imortal.

(1202.2) 109:7.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]


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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Seg Out 11, 2010 4:34 pm

(1198.5) 109:4.2 Os Ajustadores não são personalidades, eles são seres pré-pessoais.

Documento 109 - 3. A Relação dos Ajustadores com os Tipos Mortais

(1197.3) 109:3.1 O caráter do trabalho detalhado dos Monitores Misteriosos varia, de acordo com a natureza do seu compromisso e designação, conforme sejam, ou não, Ajustadores de ligação ou de fusão.

Alguns Ajustadores são meramente emprestados, para os períodos de vida temporal dos seus sujeitos; outros são outorgados, como candidatos à personalidade, com permissão para a fusão permanente, se os seus sujeitos sobreviverem.

(1197.4) 109:3.2 Em certos mundos primitivos (do grupo t da série um), o Ajustador reside na mente da criatura como um aperfeiçoamento experiencial, principalmente para o autocultivo e para um desenvolvimento progressivo.

Os Ajustadores virgens são comumente enviados a tais mundos durante os primeiros tempos, quando, então, os homens primitivos estão chegando ao vale da decisão, mas quando poucos, relativamente, elegerão ascender até grandes alturas morais, para além das colinas do autodomínio e da aquisição de caráter, para alcançar os níveis mais altos da espiritualidade emergente.

(Contudo, muitos dos que não conseguem a fusão com o Ajustador sobrevivem como ascendentes de fusão com o Espírito.)

Os Ajustadores recebem um aperfeiçoamento valioso e adquirem uma experiência maravilhosa, na associação transitória com mentes primitivas, e tornam-se capazes de utilizar, subseqüentemente, essa experiência, para benefício de seres superiores, em outros mundos.

Nada de valor para a sobrevivência é perdido, nunca, em todo o amplo universo.

(1197.5) 109:3.3 Em outro tipo de mundo (do grupo da série dois), os Ajustadores são meramente emprestados aos seres mortais.

Os Ajustadores, nesses mundos, são emprestados às criaturas mortais, pelo período de uma única vida, como modelos para as suas metas espirituais mais elevadas, como ajudantes temporários, na intrigante tarefa de perfeccionamento do caráter que sobreviverá.

Os Ajustadores não retornam para tais sobreviventes após a morte natural; estes atingem a vida eterna mediante a fusão com o Espírito.

(1197.6) 109:3.4 Em mundos tais como Urântia (do grupo da série três) há um verdadeiro compromisso dos dons divinos, um engajamento de vida e morte.

Se vós sobreviverdes, haverá uma união eterna, uma fusão perpétua, que unificará homem e Ajustador num único ser.

(1197.7) 109:3.5 Nos mortais de três cérebros, dessa série de mundos, os Ajustadores são capazes de alcançar um contato mais real com os seus sujeitos, durante a vida temporal, do que com os tipos de um e de dois cérebros. Contudo, na sua carreira após a morte, o tipo de três cérebros procede exatamente como o povo de um cérebro e de dois cérebros — as raças de Urântia.

(1198.1) 109:3.6 Nos mundos de humanos de dois cérebros, subseqüentemente à estada de um Filho auto-outorgado do Paraíso, os Ajustadores virgens raramente são designados para pessoas que têm capacidade inquestionável de sobrevivência.

É da nossa crença que, em tais mundos, praticamente todos os Ajustadores que residem em homens e mulheres inteligentes, com capacidade de sobrevivência, são do tipo avançado ou do tipo supremo.

(1198.2) 109:3.7 Em muitas das raças evolucionárias primevas de Urântia, três grupos de seres existiram.

Havia aqueles que eram tão animalescos que lhes faltava quase inteiramente a capacidade para receber o Ajustador.

Havia aqueles que demonstravam capacidade indubitável para receber o Ajustador, e prontamente os recebiam, quando a idade da responsabilidade moral era atingida.

Havia, ainda, uma terceira classe, que ocupava uma posição limítrofe; eles tinham capacidade para receber os Ajustadores, mas os Monitores só podiam residir nas suas mentes por um pedido pessoal do indivíduo.

(1198.3) 109:3.8 Entretanto, com aqueles seres que são virtualmente desqualificados para a sobrevivência, por causa de uma herança nefasta de antepassados inferiores e ineptos, muitos Ajustadores virgens serviram, adquirindo uma experiência preliminar valiosa de contato com a mente evolucionária, e assim tornaram-se mais bem qualificados, para compromissos subseqüentes, com um tipo mais elevado de mente em algum outro mundo.

4. Os Ajustadores e a Personalidade Humana

(1198.4) 109:4.1 As formas mais elevadas de comunicação inteligente entre os seres humanos são grandemente ajudadas pelos Ajustadores residentes.

Todavia, provêm da fonte da personalidade e a sua presença amplia as manifestações qualitativas da personalidade humana; e isso é especialmente verdadeiro se o Ajustador tiver passado por uma experiência prévia.

(1198.6) 109:4.3 Ao longo dos tempos, muitos dos grandes líderes intelectuais e espirituais de Urântia têm exercido a sua influência, principalmente por causa da superioridade e da experiência prévia dos seus Ajustadores residentes.

(1198.7) 109:4.4 Os Ajustadores residentes têm cooperado, em uma medida considerável, com outras influências espirituais, na transformação e humanização dos descendentes de homens primitivos de idades antigas.

Se os Ajustadores que residem na mente humana dos habitantes de Urântia fossem retirados, aos poucos o mundo retornaria a muitas cenas e práticas dos homens de tempos primitivos; os Monitores divinos são um dos potenciais reais de avanço da civilização.

(1198.Cool 109:4.5 Eu observei o residente em uma mente de Urântia, um Ajustador do Pensamento que, de acordo com os registros de Uversa, residiu previamente em quinze mentes em Orvônton.

Esse é um Ajustador maravilhoso e uma das mais úteis e potentes forças em Urântia durante a era presente.

O que outros perderam, porque se recusaram a sobreviver, esse ser humano (e todo o vosso mundo) ganha agora.

Daquele que não tem qualidades de sobrevivência, será tirado até mesmo o Ajustador experiente que ele tem agora, enquanto àquele que tem projetos de sobrevivência, será dado mesmo um Ajustador pré-experimentado de um desertor folgazão.

(1199.1) 109:4.6 Em determinado sentido, os Ajustadores podem estar fomentando um certo grau de intercâmbio planetário fertilizador nos domínios da verdade, da beleza e da bondade.

Contudo, raramente são eles dados a experiências de residência no mesmo planeta; não há nenhum Ajustador agora servindo em Urântia que tenha estado anteriormente neste mundo.

(1202.2) 109:7.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]


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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Ter Out 12, 2010 6:29 am

1199.6) 109:5.5 Se cooperardes com o vosso Ajustador, esse dom divino irá, mais cedo ou mais tarde, fazer evoluir a alma moroncial imortal e, subseqüentemente à fusão com esta, irá apresentar a nova criatura ao soberano Filho Mestre do universo local e, finalmente, ao Pai dos Ajustadores do Paraíso.

Documento 109 - 5. As Oposições Materiais que os Ajustadores Têm ao Residir nos Mortais

(1199.2) 109:5.1 Os Ajustadores supremos e auto-atuantes freqüentemente são capazes de dar contribuições de importância espiritual para a mente humana, quando a imaginação criadora flui livremente, nos canais liberados, mas sob controle.

Em tais momentos, e algumas vezes durante o sono, o Ajustador é capaz de conter as correntes mentais, de suster o seu fluxo, e então desviar a procissão de idéias; e tudo isso é feito com o fito de efetuar transformações espirituais profundas nos recessos mais elevados da supraconsciência.

Assim, as energias e as forças da mente são mais plenamente ajustadas à clave dos tons próprios ao contato de nível espiritual do presente e do futuro.

(1199.3) 109:5.2 Algumas vezes, é possível ter a mente iluminada, escutar a voz divina que continuamente fala dentro de vós, de forma tal que podeis tornar-vos parcialmente conscientes da sabedoria, da verdade, da bondade e da beleza da personalidade potencial constantemente residente em vós.

(1199.4) 109:5.3 Atitudes mentais infirmes e irrequietas, como as vossas, contudo, sempre frustram os planos e interrompem o trabalho dos Ajustadores.

O trabalho deles não apenas sofre a interferência das naturezas inatas das raças mortais, mas tal ministração é também grandemente retardada pelas vossas próprias opiniões preconcebidas, por idéias estratificadas e preconceitos antigos.

Por causa desses obstáculos, muitas vezes apenas incompletas as criações deles emergem à consciência; e a confusão de conceitos torna-se inevitável.

Portanto, ao escrutinar as situações mentais, a segurança repousa apenas no reconhecimento pronto de cada pensamento e de todas as experiências, pelo que real e fundamentalmente são, desconsiderando inteiramente o que poderiam ter sido.

(1199.5) 109:5.4 O grande problema nesta existência é o ajustamento das tendências ancestrais de vida às demandas dos impulsos espirituais iniciados pela divina presença do Monitor Misterioso.

Se bem que, nas suas carreiras no universo e no superuniverso, nenhum homem possa servir a dois senhores, todavia, na vida que levais agora, em Urântia, cada homem tem, forçosamente, de servir a dois senhores.

Ele deve tornar-se apto na arte do compromisso temporal contínuo e, ao mesmo tempo, ser leal espiritualmente a apenas um senhor; e é por isso que tantos tropeçam e falham, tornam-se exauridos e sucumbem na estressante luta evolucionária.

(1199.6) 109:5.5 Embora tanto o legado hereditário do dom cerebral quanto o do supercontrole eletroquímico operem para delimitar a esfera da atividade eficiente do Ajustador, nenhum obstáculo hereditário (nas mentes normais) jamais impede a realização espiritual final.

(1202.2) 109:7.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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A união trinitária da Deidade

Mensagem  Antonio(Mago) em Ter Out 12, 2010 3:40 pm

Livro de Urântia, doc. 10, pag. 112/113.


Entre todas as coligações absolutas, a Trindade do Paraíso(a primeira triunidade) é única enquanto associação exclusiva das Deidades pessoais. Deus funciona como Deus apenas em relação a Deus e àqueles que podem conhecer Deus, mas como Deidade absoluta apenas atua por intermédio de a na Trindade do Paraíso, e em relação à totalidade do universo.
A Deidade eterna é perfeitamente unificada; ha, contudo, três pessoas perfeitamente individualizadas na Deidade. A Trindade do Paraíso torna possível a expressão simultânea de toda a diversidade de traços de caráter e poderes infinito na Primeira Fonte e Centro e das Suas coordenadas eternas e de toda a unidade divina das funções no universo da Deidade indivisa.
A Trindade é uma associação de pessoas infinitas funcionando impessoalmente, mas sem contradizer a personalidade. A ilustração é tosca, mas um pai, um filho e um neto poderiam formar uma entidade corporativa, que seria não pessoal, estando, contudo, sujeitas às suas vontades pessoais.
A trindade do paraíso é real. Ela existe como união, na Deidade do Pai do Filho e do Espírito; e do mesmo modo, ainda, o Pai, o Filho ou o Espírito, ou quaisquer dois Deles podem funcionar em relação a essa mesma Trindade do Paraíso. Pai, Filho e Espírito podem colaborar de um modo não trinitário, mas não como três Deidades. Enquanto pessoas, Eles podem colaborar conforme escolherem, mas então não etariam atuando como Trindade.
Lembrai-vos sempre de que o Espírito Infinito realiza a funçaõ de um Agente Conjunto. Amos o Pai e o Filho funcionam Nele, por intermédio Dele e como Eele. Mas seria fútil tentar elucidar o mistério da Trindade: Três como Um e em Um e Um como Dois e atuando por Dois.
A trindade está tão relacionada aos assuntos do universo total, que isso deve ser sempre levado em conta nas nossas tentativas de explicar a totalidade de qualquer evento cósmico isoladamente ou nas relações de personalidade. A Trindade funciona em todos os níveis do cosmo; e o homem mortal está limitado ao nível finito; por isso o homem deve contentar-se com um conceito finito da Trindade, como Trindade.
Enquanto mortais na carne, vós deveríeis ver a Trindade de acordo com o vosso esclarescimento individual e em harmonia com a reações da vossa mente e da vossa alma. Pouquíssimo podeis saber da absolutez da Trindade; mas, a medida em que vós acenderdes na direção do Paraíso, ireis experimentar espanto, muitas vezes, com as revelações sucessivas e descobertas inesperadas sobre a supremacia da Trindade e sobre a ultimidade, senão sobre a Sua asolutez.

(Documento Auspicidado por um Censor Universal, atuando com a autoridade dos Anciães dos Dias, residentes em Uversa).

Agraciado sou, este que repasso estas informações,
por assim entender e levar elas ao público não leitor
do Livro de Urântia.

Que a paz, a luz e a vida estejam em nossos corações e Ser.


Agradeço às pessoas que me informáram por refletividade sobre a crase no local na qual não cabia, ok tudo ja resolvido.


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As funções da Trindade.

Mensagem  Antonio(Mago) em Ter Out 12, 2010 3:53 pm

O livro de Urântia, doc.10, fls. 113/114.


5. As Funções da Trindade

(113.2) 10:5.1 As Deidades pessoais têm atributos, mas é difícil haver coerência em falar da Trindade como tendo atributos. Essa coligação de seres divinos deve, mais apropriadamente, ser encarada como tendo funções, tais como a administração da justiça, as atitudes da totalidade, a ação coordenada e o supercontrole cósmico. Essas funções são ativamente supremas, últimas e (dentro dos limites da Deidade) absolutas, no que concerne a todas as realidades vivas de valores da personalidade.
(113.3) 10:5.2 As funções da Trindade do Paraíso não são simplesmente uma soma dos dons aparentes da divindade do Pai, mais aqueles atributos especializados, que são únicos na existência pessoal do Filho e do Espírito. A conjunção das três Deidades do Paraíso na Trindade resulta na evolução, exteriorização, geração e deificação de novos significados, valores, poderes e capacidades para a revelação, ação e administração universais. As coligações vivas, as famílias humanas, os grupos sociais ou a Trindade do Paraíso não se conjugam crescendo segundo adições meramente aritméticas. O potencial de um grupo excede sempre, e amplamente, a simples soma dos atributos dos indivíduos componentes.
(113.4) 10:5.3 A Trindade mantém uma atitude única, enquanto Trindade, para com todo o universo passado, presente e futuro. E as funções da Trindade podem ser mais bem consideradas por meio das atitudes da Trindade para com o universo. Tais atitudes são simultâneas e podem ser múltiplas quando ligadas a qualquer situação ou evento isolado:

(113.5) 10:5.4 1. A Atitude para com o Finito. O máximo de autolimitação da Trindade é a Sua atitude para com o finito. A Trindade não é uma pessoa, nem o Ser Supremo é uma personalização exclusiva da Trindade; o Supremo, entretanto, é o que mais se aproxima de uma focalização do poder de personalidade, da Trindade e, de um modo tal, que Ela seja compreendida pelas criaturas finitas. Daí o fato de a relação da Trindade com o finito ser chamada, algumas vezes, de Trindade da Supremacia.
(113.6) 10:5.5 2. A Atitude para com o Absonito. A Trindade do Paraíso tem uma relação com aqueles níveis de existência que são mais do que finitos, mas menos do que absolutos; e essa relação algumas vezes é denominada Trindade da Ultimidade. Nem o Último, nem o Supremo são inteiramente representativos da Trindade do Paraíso, mas, em um sentido determinado e para os seus respectivos níveis, cada um parece representar a Trindade durante as eras pré-pessoais do desenvolvimento do poder experiencial.
(113.7) 10:5.6 3. A Atitude Absoluta da Trindade do Paraíso tem relação com as existências absolutas e culmina com a ação da Deidade total.

(113.Cool 10:5.7 A Trindade Infinita envolve a ação coordenada de todas as relações de triunidade da Primeira Fonte e Centro — tanto as não-deificadas, quanto as deificadas — e, conseqüentemente, torna-se bastante difícil para as personalidades captá-las. Na contemplação da Trindade, enquanto infinita, não ignoreis as sete triunidades; assim, pois, certas dificuldades de entendimento poderão ser evitadas e, alguns paradoxos, parcialmente resolvidos.
(114.1) 10:5.8 Todavia, eu não domino a linguagem que me capacitaria a transmitir, à limitada mente humana, a verdade plena e o significado eterno da Trindade do Paraíso, bem como a natureza da interassociação interminável dos três Seres de perfeição infinita.

(Documento Auspicidado por um Censor Universal, atuando com a autoridade dos Anciães dos Dias, residentes em Uversa).

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O Supercontrole da Supremacia

Mensagem  Antonio(Mago) em Ter Out 12, 2010 4:09 pm

O Livro de Urantia doc. 10, pag. 115/116.
7. O Supercontrole da Supremacia


(115.3) 10:7.1 A Primeira, a Segunda e a Terceira Pessoas da Deidade são iguais entre Si, e Elas são Uma. “O Senhor nosso Deus é um Deus”. Existe perfeição de propósito e unidade de execução na Trindade divina das Deidades eternas. O Pai, o Filho e o Agente Conjunto são, verdadeira e divinamente, Um. Em verdade está escrito: “Eu sou o primeiro, e sou o último, e fora de Mim não há Deus”.
(115.4) 10:7.2 Do modo como as coisas se mostram ao mortal no nível finito, tanto a Trindade do Paraíso quanto o Ser Supremo parecem ocupar-Se apenas do total — o planeta total, o universo total, o superuniverso total, o grande universo total. Essa atitude de totalidade existe porque a Trindade é o total da Deidade, e por muitas outras razões.
(115.5) 10:7.3 O Ser Supremo é algo diferente da Trindade, e algo a menos, atuando nos universos finitos; mas, dentro de certos limites e durante a era presente, de personalização incompleta do poder, essa Deidade evolucionária efetivamente parece refletir a atitude da Trindade da Supremacia. O Pai, o Filho e o Espírito não atuam pessoalmente no Ser Supremo; contudo, durante a idade presente do universo, Eles colaboram com ele, enquanto Trindade. Nós entendemos que Eles sustentam uma relação semelhante com o Último. E nós conjecturamos, muitas vezes, sobre qual poderá ser a relação pessoal entre as Deidades do Paraíso e Deus, o Supremo, quando ele houver evoluído finalmente; mas de fato não sabemos.
(115.6) 10:7.4 Não achamos que o supercontrole da Supremacia seja totalmente previsível. Além disso, essa imprevisibilidade parece ser caracterizada por uma certa incompletude de desenvolvimento, sem dúvida um sinal da incompletude do Supremo e da incompletude de uma reação finita à Trindade do Paraíso.
(115.7) 10:7.5 A mente mortal pode, por isso, pensar logo em mil e uma coisas — eventos físicos catastróficos, acidentes espantosos, desastres horríveis, doenças dolorosas e calamidades mundiais — e perguntar se tais visitações estão correlacionadas a manobras desconhecidas desse funcionamento provável do Ser Supremo. Francamente, não sabemos; não estamos realmente certos. Todavia, observamos que, à medida que o tempo passa, todas essas situações difíceis, e mais ou menos misteriosas, trabalham sempre para o bem-estar e o progresso dos universos. Pode acontecer que as circunstâncias da existência e as inexplicáveis vicissitudes da vida estejam todas entrelaçadas em um significativo modelo de alto valor, por causa da função do Supremo e do supercontrole da Trindade.
(116.1) 10:7.6 Enquanto filhos de Deus vós podereis discernir, em todos os atos de Deus, o Pai, a Sua atitude pessoal de amor. Mas não sereis sempre capazes de entender, quantos, entre os atos universais da Trindade do Paraíso, resultam no bem do indivíduo mortal nos mundos evolucionários do espaço. No progresso da eternidade, os atos da Trindade revelar-se-ão como significativos e plenos de consideração pelo todo, mas nem sempre aparentarão ser assim para a criatura do tempo.

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A Rbelião de Lúcifer

Mensagem  Antonio(Mago) em Ter Out 12, 2010 4:30 pm

O Livro de Urântia
Documento 53
A Rebelião de Lúcifer
(601.1) 53:0.1 LÚCIFER era um brilhante Filho Lanonandeque primário de Nébadon. Possuía experiência de serviço em muitos sistemas, havia sido um alto conselheiro do seu grupo e distinguira-se pela sabedoria, sagacidade e eficiência. Era o número 37 da sua ordem e, quando indicado pelos Melquisedeques, fora distinguido como uma das cem personalidades mais capazes e brilhantes entre mais de setecentos mil da sua espécie. Vindo de um começo tão magnífico, por meio do mal e do erro, abraçou o pecado, e agora está numerado como um dos três Soberanos de Sistemas em Nébadon que sucumbiram ao impulso do ego e renderam-se aos sofismas de uma liberdade pessoal espúria — a rejeição da lealdade universal, a desconsideração pelas obrigações fraternais e a cegueira para as relações cósmicas.

(601.2) 53:0.2 No universo de Nébadon, domínio de Cristo Michael, há dez mil sistemas de mundos habitados. Em toda a história dos Filhos Lanonandeques, durante o seu trabalho em todos esses milhares de sistemas e na sede-central do universo, apenas três Soberanos de Sistemas desrespeitaram o governo do Filho Criador.

1. Os Líderes da Rebelião

(601.3) 53:1.1 Lúcifer não era um ser ascendente; sendo um Filho criado no universo local, dele foi dito: “Eras perfeito em todos os teus caminhos, desde o dia em que foste criado; até que a falta de retidão fosse encontrada em ti”. Muitas vezes, esteve em conselho com os Altíssimos de Edêntia. E Lúcifer reinou “sobre a montanha sagrada de Deus”, a montanha administrativa de Jerusém, pois era o dirigente executivo de um grande sistema de 607 mundos habitados.

(601.4) 53:1.2 Havendo sido um ser magnífico, uma personalidade brilhante, Lúcifer estava ao lado dos Pais Altíssimos das constelações, na linha direta da autoridade no universo. Não obstante a sua transgressão, as inteligências subordinadas abstiveram-se de demonstrar-lhe desrespeito e desdém, antes da auto-outorga de Michael em Urântia. Mesmo o arcanjo de Michael, na época da ressurreição de Moisés, “não fez contra ele um juízo de acusação, mas simplesmente disse: ‘que o Juiz te repreenda’”. O julgamento dessas questões pertence aos Anciães dos Dias, governantes deste superuniverso.

(601.5) 53:1.3 Lúcifer atualmente é um Soberano caído e deposto de Satânia. A auto-admiração é sumamente desastrosa, até mesmo para as elevadas personalidades do mundo celeste. De Lúcifer foi dito: “O teu coração enalteceu-se por causa da tua beleza; tu corrompeste a tua sabedoria em vista do teu esplendor”. O vosso profeta de outrora percebeu esse triste estado, quando escreveu: “De que modo tu caíste dos céus, ó Lúcifer, filho da manhã! Tu que ousaste confundir os mundos, como foste abatido!”

(602.1) 53:1.4 Quase nada foi ouvido sobre Lúcifer em Urântia, devido ao fato de haver designado o seu primeiro assistente, Satã, para advogar a sua causa no vosso planeta. Satã, um membro do mesmo grupo de Lanonandeques primários, jamais funcionou como um Soberano de Sistema; mas participou totalmente da insurreição de Lúcifer. E o “diabo” não é nenhum outro senão Caligástia, o Príncipe Planetário deposto de Urântia, um Filho Lanonandeque da ordem secundária. Na época em que Michael esteve na carne em Urântia, Lúcifer, Satã e Caligástia aliaram-se para, juntos, tentar causar o insucesso da sua missão de auto-outorga. Todavia, tiveram um fracasso notável.
(602.2) 53:1.5 Abaddon era o dirigente do corpo de assistentes de Caligástia. Ele seguiu o seu chefe na rebelião e, desde então, atuou como dirigente executivo dos rebeldes de Urântia. Belzebu foi o líder das criaturas intermediárias desleais que se aliaram às forças do traidor Caligástia.
(602.3) 53:1.6 O dragão afinal tornou-se uma representação simbólica de tais personagens do mal. Com o triunfo de Michael, “Gabriel veio de Sálvington e acorrentou o dragão (todos os líderes rebeldes) por uma idade”. Dos rebeldes seráficos de Jerusém, está escrito: “E aos anjos que não mantiveram o seu estado original e que deixaram a sua própria morada, ele os prendeu nas correntes seguras da obscuridade para o grande dia do julgamento”.

2. As Causas da Rebelião
(602.4) 53:2.1 Lúcifer e o seu primeiro assistente, Satã, haviam reinado já em Jerusém por mais de quinhentos mil anos, quando, nos seus corações, começaram a alinhar-se contra o Pai Universal e o Seu Filho, o então vice-regente Michael.
(602.5) 53:2.2 Não houve qualquer condição peculiar ou especial, no sistema de Satânia, que sugerisse ou favorecesse a rebelião. Acreditamos que a idéia tomou origem e forma na mente de Lúcifer; e ele haveria de instigar tal rebelião, não importando onde estivesse servindo. Inicialmente Lúcifer anunciou os seus planos a Satã, todavia foram necessários vários meses para que a mente deste parceiro capaz e brilhante fosse corrompida. Contudo, uma vez convertido às teorias rebeldes, Satã tornou-se um defensor ousado e sincero da “afirmação de si e da liberdade”.
(602.6) 53:2.3 Ninguém jamais sugeriu a Lúcifer uma rebelião. A idéia da auto-afirmação, em oposição à vontade de Michael e aos planos do Pai Universal, tais como representados por Michael, teve a sua origem na própria mente de Lúcifer. As relações dele com o Filho Criador haviam sido sempre estreitas e cordiais. Em nenhum momento, antes da exaltação da sua própria mente, Lúcifer chegara a exprimir abertamente qualquer insatisfação com a administração do universo. Não obstante o seu silêncio, por mais de cem anos do tempo-padrão, os Uniões dos Dias em Sálvington haviam informado, por refletividade, para Uversa, que nem tudo estava em paz na mente de Lúcifer. Essa informação foi também encaminhada ao Filho Criador e aos Pais da Constelação de Norlatiadeque.
(602.7) 53:2.4 Ao longo desse período, Lúcifer tornou-se cada vez mais crítico de todo o plano de administração do universo; sempre, no entanto, professando lealdade sincera aos Governantes Supremos. A sua primeira deslealdade, manifestada abertamente, aconteceu por ocasião de uma visita de Gabriel a Jerusém, poucos dias antes da proclamação aberta da Declaração de Lúcifer pela Liberdade. Gabriel ficou tão profundamente impressionado que teve a certeza da iminência de uma ruptura; e foi a Edêntia, diretamente, para conferenciar com os Pais da Constelação sobre as medidas a serem tomadas no caso de uma rebelião declarada.
(603.1) 53:2.5 Muito difícil torna-se apontar uma causa, ou causas exatas que finalmente culminaram na rebelião de Lúcifer. Estamos certos quanto a uma única coisa, e esta é: quaisquer que tenham sido as causas iniciais, elas tiveram a sua origem inteiramente na mente de Lúcifer. Deve ter havido um orgulho do ego, nutrido por ele próprio, a ponto de levar Lúcifer a iludir a si mesmo de um modo tal que, durante um certo tempo, realmente se haja persuadido de que a idéia rebelde, de fato, era para o bem do sistema, se não do universo. Quando os seus planos haviam já sido desenvolvidos, a ponto de levá-lo à desilusão, sem dúvida ele havia ido longe demais e o seu orgulho original, gerador da desordem, não lhe permitiria parar. Em algum ponto nessa experiência, ele tornou-se insincero; e o mal evoluiu em pecado deliberado e voluntário. A prova de que isso aconteceu está na conduta subseqüente desse brilhante executivo. A ele foi oferecida, desde longa data, a oportunidade clara de arrependimento; no entanto, apenas alguns dos seus subordinados aceitaram a misericórdia oferecida. Os Fiéis dos Dias de Edêntia, a pedido dos Pais da Constelação, apresentaram pessoalmente o plano de Michael para a salvação desses rebeldes flagrantes; no entanto, a misericórdia do Filho Criador foi sempre rejeitada, e rejeitada com um desprezo e desdém sempre maiores.

3. O Manifesto de Lúcifer
(603.2) 53:3.1 Quaisquer hajam sido as origens primeiras do desacerto nos corações de Lúcifer e de Satã, a explosão final tomou forma na Declaração de Liberdade de Lúcifer. A causa dos rebeldes foi declarada sob três pontos principais:
(603.3) 53:3.2 1. A realidade do Pai Universal. Lúcifer alegou que o Pai Universal não existe realmente, que a gravidade física e a energia do espaço são inerentes ao universo e que o Pai seria um mito, inventado pelos Filhos do Paraíso, no fito de capacitá-los a manter o governo dos universos em nome Dele. Negou que a personalidade fosse uma dádiva do Pai Universal. E chegou a sugerir, até mesmo, que os finalitores estivessem juntos, em conspiração, com os Filhos do Paraíso, para impor tal fraude a toda a criação, posto que nunca chegavam trazendo uma idéia suficientemente clara da personalidade autêntica do Pai, tal como se pode discerni-la no Paraíso. Lúcifer lidava com a reverência como se esta fora uma ignorância. A acusação foi radical, terrível e blasfema. E esse ataque velado contra os finalitores, sem dúvida, foi o que influenciou os cidadãos ascendentes, então em Jerusém, levando-os a permanecerem firmes e manterem-se constantes, resistindo a todas as propostas rebeldes.
(603.4) 53:3.3 2. O governo universal do Filho Criador — Michael. Lúcifer sustentava que os sistemas locais deveriam ser autônomos. Protestava contra o direito do Filho Criador, Michael, de assumir a soberania de Nébadon, em nome de um Pai do Paraíso hipotético, bem como de exigir de todas as personalidades que reconhecessem lealdade a esse Pai nunca visível. Afirmava que todo o plano de adoração seria um esquema sagaz para o engrandecimento dos Filhos do Paraíso. Estava disposto a reconhecer Michael como o seu Pai-Criador, mas não como o seu Deus, nem como o seu governante de direito.
(603.5) 53:3.4 Lúcifer atacou, com profunda amargura, o direito dos Anciães dos Dias — “potentados estrangeiros” — de interferir nos assuntos dos sistemas e universos locais. A esses governantes, ele os denunciou como tiranos e usurpadores. E exortou seus seguidores a acreditarem que nenhum desses governantes poderia fazer algo que interferisse na operação de conquista de um governo autônomo, desde que homens e anjos tivessem tão só a coragem para afirmar-se a si próprios bem como, de modo ousado, reclamar os seus direitos.
(603.6) 53:3.5 Argumentou que os executores dos Anciães dos Dias poderiam ser impedidos de funcionar nos sistemas locais; para tanto bastava que os seres nativos afirmassem a sua independência. Sustentava que a imortalidade era inerente às personalidades do sistema, que sendo natural e automática, a ressurreição, todos os seres viveriam eternamente, não fossem os atos arbitrários e injustos dos executores a mando dos Anciães dos Dias.
(604.1) 53:3.6 3. O ataque ao plano universal de aperfeiçoamento dos ascendentes mortais. Lúcifer sustentava que um tempo longo demais e uma energia excessiva estavam sendo despendidos no esquema de instruir e preparar tão cuidadosamente os mortais ascendentes, nos princípios da administração do universo, princípios estes que, ele alegava, seriam sem ética e malsãos. Protestava contra o programa, com a duração de idades, de preparo dos mortais do espaço para um destino desconhecido; e apontou a presença do corpo de finalitores em Jerusém como prova de que tais mortais haviam despendido tempo excessivo na preparação para algum destino que era pura ficção. Indicava, ridicularizando, que os finalitores haviam encontrado um destino não mais glorioso do que o de serem reenviados a esferas humildes, semelhantes às da sua origem. Sugeria que os finalitores haviam sido corrompidos por excesso de disciplina e aperfeiçoamentos prolongados e que, na realidade, eram uns traidores dos seus companheiros mortais, pois que estavam agora cooperando com o esquema de escravização de toda a criação às ficções de um destino eterno mítico para os mortais ascendentes. Advogava que os seres ascendentes deveriam desfrutar da liberdade da autodeterminação individual. E, condenando-o, desafiava todo o plano de ascensão mortal, tal como estava sendo fomentado pelos Filhos de Deus do Paraíso e mantido pelo Espírito Infinito.(604.2) 53:3.7 E foi com uma Declaração de Liberdade como essa que Lúcifer desencadeou a sua orgia de trevas e de morte.

4. A Eclosão da Rebelião
(604.3) 53:4.1 O manifesto de Lúcifer foi emitido no conclave anual de Satânia, realizado no mar de cristal, em presença das hostes reunidas de Jerusém, no último dia do ano, cerca de duzentos mil anos atrás, no tempo de Urântia. Satã proclamou que a adoração podia ser dedicada às forças universais — físicas, intelectuais e espirituais — mas que a lealdade poderia apenas ser dedicada ao governante atual e de fato, Lúcifer, o “amigo de homens e anjos” e o “Deus da liberdade”.
(604.4) 53:4.2 A auto-afirmação foi o grito de batalha da rebelião de Lúcifer. Um dos seus argumentos principais foi o de que, se o autogoverno era bom e justo para os Melquisedeques e outros grupos, seria igualmente bom para todas as ordens de inteligência. Atrevido e persistente, advogava a “igualdade da mente” e “a irmandade da inteligência”. Sustentava que todo governo deveria ser limitado aos planetas locais e que a confederação desses sistemas locais deveria ser voluntária. Rejeitava qualquer outra supervisão. E prometeu aos Príncipes Planetários governarem os mundos como executivos supremos. Condenava a concentração das atividades legislativas na sede-central da constelação e a condução dos assuntos judiciais na capital do universo. Argumentando que todas essas funções do governo deveriam ser centradas nas capitais dos sistemas, começou a estabelecer a sua própria assembléia legislativa e organizou seus próprios tribunais, sob a jurisdição de Satã. Depois mandou que os príncipes apóstatas dos mundos fizessem o mesmo.
(604.5) 53:4.3 Todo o gabinete administrativo de Lúcifer seguiu-o em um só bloco e prestou um juramento público na qualidade de oficiais da administração da nova direção dos “mundos e sistemas liberados”.
(605.1) 53:4.4 Ainda que tenha havido anteriormente duas rebeliões em Nébadon, elas aconteceram em constelações distantes. Lúcifer afirmava que essas insurreições não tiveram êxito porque a maioria das inteligências não seguiu os seus líderes. Argumentou que a “maioria governa”, que “a mente é infalível”. A liberdade, dada a ele pelos governantes do universo, sustentou aparentemente muitas das suas opiniões nefandas. Desafiou todos os seus superiores; e, ainda assim, aparentemente, eles não deram atenção ao que ele fazia; e, assim, ele continuou livre para prosseguir no seu plano sedutor, sem empecilhos ou entraves.
(605.2) 53:4.5 Lúcifer apontou todos os atrasos misericordiosos da justiça como evidência de incapacidade, da parte do governo dos Filhos do Paraíso, para conter a rebelião. Desafiava abertamente e, com arrogância, provocava Michael, Emanuel e os Anciães dos Dias; e então assinalava o fato de nenhuma medida estar sendo tomada como uma evidência verdadeira da impotência dos governos do universo e do superuniverso.
(605.3) 53:4.6 Gabriel esteve pessoalmente presente durante o suceder de todos esses procedimentos desleais e apenas anunciou que iria, no devido tempo, falar por Michael; e que todos os seres seriam deixados livres e não seriam forçados nas suas decisões; que o “governo dos Filhos, em nome do Pai, desejava apenas a lealdade e a devoção voluntárias, de coração e à prova de sofismas”.
(605.4) 53:4.7 A Lúcifer foi permitido estabelecer totalmente e organizar cuidadosamente o seu governo rebelde, antes que Gabriel fizesse qualquer esforço para contestar o direito de secessão ou de contradizer a propaganda rebelde. Mas os Pais da Constelação, imediatamente, confinaram a ação dessas personalidades desleais ao sistema de Satânia. Esse período de demora, contudo, foi uma época de grande provação e testes para os seres leais de todo o Satânia. Durante alguns anos, tudo ficou caótico e houve uma grande confusão nos mundos das mansões.

5. A Natureza do Conflito
(605.5) 53:5.1 Quando a rebelião de Satânia estourou, Michael aconselhou-se com Emanuel, o seu irmão do Paraíso. Em seguida a essa significativa conferência, Michael anunciou que seguiria a mesma política que havia caracterizado o tratamento dado a levantes semelhantes no passado: uma atitude de não-interferência.
(605.6) 53:5.2 Na época dessa rebelião e das duas que a precederam, não havia nenhuma autoridade soberana absoluta e pessoal no universo de Nébadon. Michael governava por direito divino, como vice-regente do Pai Universal, mas não ainda pelo seu próprio direito pessoal. Não havendo completado a sua carreira de auto-outorgas, Michael ainda não havia sido investido com “todo o poder nos céus e na Terra”.
(605.7) 53:5.3 Desde o momento da eclosão da rebelião até o dia da sua entronização como governante soberano de Nébadon, Michael nunca interferiu nas forças rebeldes de Lúcifer; a elas foi permitido que agissem livremente por quase duzentos mil anos do tempo de Urântia. Cristo Michael agora tem amplo poder e autoridade para lidar prontamente, e até mesmo sumariamente, com esses rompantes de deslealdade; mas duvidamos que a autoridade soberana o levasse a agir diferentemente se outro desses levantes ocorresse.
(605.Cool 53:5.4 Posto que Michael escolheu permanecer à margem da atividade da guerra, na rebelião de Lúcifer, Gabriel reuniu o seu corpo pessoal de assistentes em Edêntia e, em conselho com os Altíssimos, optou por assumir o comando das hostes leais de Satânia. Michael permaneceu em Sálvington, enquanto Gabriel rumou para Jerusém e, estabelecendo-se na esfera dedicada ao Pai — o mesmo Pai Universal cuja personalidade Lúcifer e Satã punham em dúvida — , na presença das hostes reunidas das personalidades leais, Gabriel içou a bandeira de Michael, o emblema material do governo da Trindade para toda a criação: três círculos concêntricos na cor azul-celeste sobre um fundo branco.
(606.1) 53:5.5 O emblema de Lúcifer era uma bandeira branca com um círculo vermelho ao centro, e dentro do qual se inseria um círculo todo em negro.
(606.2) 53:5.6 “Houve guerra nos céus; o comandante de Michael e os seus anjos lutaram contra o dragão (Lúcifer, Satã e os príncipes apóstatas); e o dragão e os seus anjos rebeldes lutaram, mas não prevaleceram.” Essa ‘guerra nos céus” não foi uma batalha física, como um conflito dessa ordem poderia ser concebido em Urântia. Nos primeiros dias da luta, Lúcifer permaneceu continuamente no anfiteatro planetário. Gabriel conduziu uma interminável exposição dos sofismas rebeldes, da sua sede-central estabelecida nas cercanias. As várias personalidades presentes à esfera, e que estavam em dúvida quanto à própria atitude, iam e voltavam em meio a essas discussões, até que chegaram a uma decisão final.
(606.3) 53:5.7 Mas essa guerra nos céus foi muito terrível e muito real. Ainda que não haja havido uma demonstração das barbáries tão características da guerra física dos mundos imaturos, esse conflito foi ainda mais mortal; a vida material fica em perigo no combate material, mas a guerra nos céus foi travada pondo em risco a vida eterna.

6. Um Comandante Seráfico Leal
(606.4) 53:6.1 Muitos atos nobres e inspiradores de devoção e lealdade, realizados por inúmeras personalidades, aconteceram no período entre a explosão das hostilidades e a chegada do novo governante do sistema e seu corpo de assistentes; mas o mais emocionante de todos os feitos audaciosos de devoção foi a conduta corajosa de Manótia, o segundo no comando da sede-central dos serafins de Satânia.
(606.5) 53:6.2 No eclodir da rebelião em Jerusém, o chefe das hostes seráficas uniu-se à causa de Lúcifer. Isso, sem dúvida, explica por que se transviou um número tão grande da quarta ordem, a dos serafins administradores do sistema. Este líder seráfico ficou espiritualmente cego pela personalidade brilhante de Lúcifer e seus modos encantadores fascinaram as ordens inferiores de seres celestes. Simplesmente não podiam compreender como era possível que uma personalidade tão deslumbrante pudesse errar.
(606.6) 53:6.3 Manótia disse, não há muito tempo, ao descrever as experiências ligadas ao começo da rebelião de Lúcifer,: “Mas o meu momento mais embriagante foi a aventura emocionante ligada à rebelião de Lúcifer, quando, como segundo comandante seráfico, me recusei a participar do projeto de insultar Michael; e os poderosos rebeldes procuraram destruir-me por intermédio das forças de ligação que se haviam formado. Houve um tremendo levante em Jerusém, mas nenhum serafim leal sofreu danos.
(606.7) 53:6.4 “Quando aconteceu que o meu superior imediato entrou em falta, a responsabilidade de assumir o comando das hostes angélicas de Jerusém recaiu sobre mim, na qualidade de diretor titular dos confusos assuntos seráficos do sistema. Apoiado moralmente pelos Melquisedeques, assistido habilmente por uma maioria de Filhos Materiais, fui desertado por um enorme grupo da minha própria ordem; no entanto, estive sendo magnificamente apoiado pelos mortais ascendentes em Jerusém.
(606.Cool 53:6.5 “Tendo sido automaticamente excluídos dos circuitos da constelação, por causa da secessão de Lúcifer, ficamos dependentes da lealdade do nosso corpo de informação, o qual, a partir do sistema vizinho de Rantúlia, transmitia os chamados de ajuda para Edêntia; e verificamos que o reino da ordem, o intelecto da lealdade e o espírito da verdade foram inerentemente triunfantes sobre a rebelião, a afirmação do ego e a assim chamada liberdade pessoal; pudemos então prosseguir até a chegada do novo Soberano do Sistema, o digno sucessor de Lúcifer. Imediatamente depois, fui designado para o corpo de administradores provisórios Melquisedeques de Urântia. E assumi a jurisdição sobre as ordens seráficas leais, no mundo do traidor Caligástia, o qual havia proclamado a sua esfera como um membro do recém-projetado sistema de ‘mundos liberados e personalidades emancipadas’, proposto na infame Declaração de Liberdade, emitida por Lúcifer no seu apelo às ‘inteligências amantes da liberdade, do livre-pensamento e orientadas para o porvir dos mal administrados e governados mundos de Satânia’”.
(607.1) 53:6.6 Esse anjo, Manótia, está ainda a serviço em Urântia, na função de comandante associado dos serafins.

7. A História da Rebelião
(607.2) 53:7.1 A rebelião de Lúcifer teve o âmbito de todo o sistema. Trinta e sete Príncipes Planetários em secessão conduziram as administrações dos seus mundos para o lado dos líderes rebeldes. Apenas em Panóptia, o Príncipe Planetário fracassou ao tentar levar o seu povo consigo. Nesse mundo, sob a liderança dos Melquisedeques, o povo congregou-se em apoio a Michael. Elanora, uma jovem mulher daquele reino mortal, tomou a liderança das raças humanas nas próprias mãos e sequer uma única alma daquele mundo transtornado alistou-se sob a bandeira de Lúcifer. E, desde então, os Panoptianos leais têm servido no sétimo mundo de transição de Jerusém, como construtores e cuidadores da esfera do Pai e os sete mundos de detenção que o circundam. Os Panoptianos além de atuar como custódios literais desses mundos, também executam as ordens pessoais de Michael ligadas à ornamentação dessas esferas para algum uso futuro desconhecido. Fazem esse trabalho enquanto permanecem ali, a caminho de Edêntia.
(607.3) 53:7.2 Ao longo desse período, Caligástia advogou a causa de Lúcifer, em Urântia. Os Melquisedeques opuseram-se habilmente ao Príncipe Planetário apóstata, todavia os sofismas de uma liberdade sem limites e as ilusões de auto-afirmação tiveram todas as oportunidades para enganar os povos primitivos de um mundo jovem e sem desenvolvimento.
(607.4) 53:7.3 Toda a propaganda da secessão teve de ser feita por meio do esforço pessoal, porque o serviço de transmissão e todas as outras vias de comunicação interplanetária haviam sido suspensas pela ação dos supervisores dos circuitos do sistema. No momento da eclosão da insurreição, todo o sistema de Satânia foi isolado, tanto dos circuitos da constelação, quanto dos circuitos do universo. Durante esse tempo, todas as mensagens que chegavam e saíam eram despachadas por agentes seráficos e Mensageiros Solitários. Os circuitos para os mundos caídos também foram cortados, de modo que Lúcifer não utilizasse tais meios para fomentar o seu esquema nefando. E tais circuitos não serão restaurados enquanto o rebelde supremo viver dentro dos confins de Satânia.
(607.5) 53:7.4 Essa foi uma rebelião Lanonandeque. As ordens mais elevadas de filiação do universo local não se ligaram à secessão de Lúcifer, embora uns poucos Portadores da Vida estacionados nos planetas rebeldes hajam sido um pouco influenciados pela rebelião dos príncipes desleais. Nenhum dos Filhos Trinitarizados transviou-se. Todos os Melquisedeques, os arcanjos e os Brilhantes Estrelas Vespertinas permaneceram leais a Michael e, ao lado de Gabriel, valentemente combateram pela vontade do Pai e o governo do Filho.
(608.1) 53:7.5 Nenhum ser originário do Paraíso esteve envolvido em deslealdades. Junto com os Mensageiros Solitários, eles tomaram as sedes-centrais do mundo do Espírito, as quais permaneceram sob a liderança dos Fiéis dos Dias de Edêntia. Nenhum dos conciliadores cometeu apostasia, nem se transviou sequer um dos Registradores Celestes. Contudo houve grandes perdas entre os Companheiros Moronciais e os Educadores dos Mundos das Mansões.
(608.2) 53:7.6 Da ordem suprema de serafins, nem um anjo foi perdido, mas um grupo considerável da ordem seguinte, a superior, deixou-se enganar e caiu na armadilha. Do mesmo modo, desviaram-se uns poucos da terceira ordem de anjos, a dos supervisores. O colapso mais terrível, contudo, produziu-se no quarto grupo, o dos anjos administradores, ou seja, os serafins que são designados normalmente para os deveres das capitais dos sistemas. Manótia salvou quase dois terços deles, mas um pouco mais que um terço seguiu os chefes, indo para as fileiras rebeldes. De todos os querubins de Jerusém, um terço, ligado aos anjos administradores, foi perdido junto com os seus serafins desleais.
(608.3) 53:7.7 Dos ajudantes planetários angélicos, designados para os Filhos Materiais, cerca de um terço foi iludido, e quase dez por cento dos ministros de transição caíram na armadilha. João viu isso simbolicamente quando escreveu sobre o grande dragão vermelho, dizendo: “E a sua cauda atraiu uma terça parte das estrelas do céu e jogou-as na obscuridade”.
(608.4) 53:7.8 A maior perda ocorreu nas fileiras angélicas, e a maior parte das ordens inferiores de inteligência envolveu-se na deslealdade. Dos 681 217 Filhos Materiais perdidos em Satânia, noventa e cinco por cento foram vítimas da rebelião de Lúcifer. Um grande número de criaturas intermediárias perdeu-se nos planetas cujos Príncipes Planetários uniram-se à causa de Lúcifer.
(608.5) 53:7.9 Sob muitos aspectos, essa rebelião foi a de maior magnitude e a mais desastrosa de todas as ocorrências semelhantes, em Nébadon. Mais personalidades estiveram envolvidas nessa insurreição do que em ambas as outras. E foi para a sua eterna desonra que os emissários de Lúcifer e Satã não pouparam as escolas de educação infantil no planeta cultural finalitor, procurando corromper logo essas mentes em evolução, até então misericordiosamente mantidas a salvo, vindas dos mundos evolucionários.
(608.6) 53:7.10 Os mortais ascendentes, mesmo sendo vulneráveis, resistiram aos sofismas da rebelião, com mais facilidade do que os seres espitiruais menos elevados. Conquanto hajam caído, nos mundos mais baixos das mansões, muitos dos mortais que ainda não haviam alcançado a fusão final com os seus Ajustadores, ficou registrado, para a glória da sabedoria do esquema de ascensão, que nem um membro sequer, com cidadania ascendente em Satânia e residente em Jerusém, participou da rebelião de Lúcifer.
(608.7) 53:7.11 Hora após hora e dia após dia, as estações de transmissão de todo o Nébadon mantinham-se repletas de observadores ansiosos, de todas as classes imagináveis de inteligências celestes, as quais examinavam avidamente os boletins da rebelião de Satânia e rejubilavam-se quando os relatos narravam continuamente sobre a lealdade inflexível dos mortais ascendentes, que, sob a liderança dos Melquisedeques, resistiram com êxito aos esforços combinados e prolongados de todas as forças sutis do mal, as quais tão rapidamente se haviam congregado em torno das bandeiras da secessão e do pecado.
(608.Cool 53:7.12 Decorreram mais de dois anos, do tempo do sistema, desde o começo da “guerra nos céus” até a instalação do sucessor de Lúcifer. E afinal chegou Lanaforge; este novo soberano aterrissou no mar de cristal com seus assistentes. Eu estava entre as reservas mobilizadas, em Edêntia, por Gabriel; e bem me lembro da primeira mensagem de Lanaforge ao Pai da Constelação de Norlatiadeque, dizendo: “Não se perdeu um único cidadão de Jerusém. Todos os mortais ascendentes sobreviveram à dura prova e emergiram triunfantes e vitoriosos do teste crucial”. E uma mensagem chegou em Sálvington, em Uversa e no Paraíso, transmitindo a certeza de que a experiência de sobreviver, na ascensão mortal, é a maior proteção contra a rebelião e a salvaguarda mais segura contra o pecado. Esse nobre grupo somava exatamente 187 432 811 mortais fiéis.
(609.1) 53:7.13 Com a chegada de Lanaforge, os líderes rebeldes foram destronados e afastados de todos os poderes governantes, embora se lhes haja sido permitido transitar livremente em Jerusém, nas esferas moronciais e mesmo nos mundos individuais habitados. Eles continuaram com os seus esforços sedutores e enganadores, confundindo e desorientando as mentes de homens e anjos. Mas, no que concerniu ao seu trabalho no monte administrativo de Jerusém, “não houve mais lugar para eles”.
(609.2) 53:7.14 Embora Lúcifer haja sido despojado de toda autoridade administrativa em Satânia, não existia então, no universo local, nenhum poder, nem tribunal que pudesse deter ou destruir esse rebelde perverso; naquela época, Michael não era ainda um governante soberano. Os Anciães dos Dias apoiaram os Pais da Constelação, na sua tomada do governo do sistema, mas nunca baixaram nenhuma medida subseqüente, nas muitas apelações, ainda pendentes, com respeito ao status atual e à sorte futura de Lúcifer, Satã e seus parceiros.
(609.3) 53:7.15 Assim, pois, foi permitido a esses rebeldes supremos perambular pelo sistema inteiro, a fim de buscar maior penetração para as suas doutrinas de descontentamento e auto-afirmação. Todavia, durante quase duzentos mil anos do tempo de Urântia, eles não foram capazes de enganar nenhum outro mundo mais. Nenhum outro dos mundos de Satânia foi perdido, desde a queda dos trinta e sete; sequer mesmo os mundos mais jovens povoados desde os dias da rebelião.

8. O Filho do Homem em Urântia
(609.4) 53:8.1 Lúcifer e Satã perambularam livremente pelo sistema de Satânia, até que se completou a missão de auto-outorga de Michael em Urântia. Estiveram no vosso mundo juntos e pela última vez durante a época da investida combinada que praticaram contra o Filho do Homem.
(609.5) 53:8.2 Antes, quando os Príncipes Planetários, os “Filhos de Deus”, reuniam-se periodicamente, “Satã também se juntava a eles”, reivindicando ser quem representava todos os mundos isolados dos Príncipes Planetários caídos. Contudo não lhe foi mais permitida essa liberdade em Jerusém, desde a auto-outorga terminal de Michael. Depois do esforço que fizeram para corromper Michael quando encarnado em auto-outorga, toda a compaixão por Lúcifer e Satã, fora dos mundos isolados em pecado, esvaiu-se em todo o Satânia.
(609.6) 53:8.3 A auto-outorga de Michael pôs fim à rebelião de Lúcifer, em todo o Satânia, com exceção dos planetas dos Príncipes Planetários apóstatas. E este foi o significado, na experiência pessoal de Jesus, pouco antes da sua morte na carne, quando um dia ele exclamou para os seus discípulos: “E eu contemplo Satã caindo do céu como um raio”. Ele havia vindo, com Lúcifer, a Urântia para a última luta crucial.
(609.7) 53:8.4 O Filho do Homem permaneceu confiante no êxito e sabedor de que o seu triunfo, no vosso mundo, estabeleceria para sempre o status desses inimigos de toda uma era, não apenas em Satânia, mas também nos outros dois sistemas, onde o pecado havia penetrado. A sobrevivência, para os mortais, e a segurança, para os anjos, foram afirmadas quando o vosso Mestre, em resposta às propostas de Lúcifer, calmamente e com certeza divina, respondeu: “Vai retro, Satã”. Esse foi, em princípio, o fim real da rebelião de Lúcifer. É bem verdade que os tribunais de Uversa ainda não emitiram a sentença executiva a respeito do apelo de Gabriel, rogando pela destruição dos rebeldes; contudo, tal decreto irá, sem dúvida, ser emitido no completar do tempo, pois o primeiro passo na audiência desse caso já foi dado.
(610.1) 53:8.5 Caligástia foi reconhecido, pelo Filho do Homem, como sendo tecnicamente o Príncipe de Urântia, até perto da época da morte de Jesus. Disse Jesus: “Agora é o juízo deste mundo; agora o príncipe deste mundo será deposto”. E então, ainda mais perto de completar o trabalho da sua vida, ele anunciou: “O Príncipe deste mundo está julgado”. E é este mesmo Príncipe destronado e desacreditado que certa vez foi chamado de “Deus de Urântia”.
(610.2) 53:8.6 O último ato de Michael antes de deixar Urântia foi o de oferecer misericórdia a Caligástia e Daligástia, mas estes desdenharam a afetuosa oferta. Caligástia, o vosso Príncipe Planetário apóstata, ainda está em Urântia, livre para continuar os seus desígnios nefandos, mas não tem absolutamente nenhum poder para entrar nas mentes dos homens, nem pode aproximar-se das suas almas para tentá-las ou corrompê-las, a menos que realmente desejem ser amaldiçoadas pela sua presença perversa.
(610.3) 53:8.7 Antes da auto-outorga de Michael, esses governantes das trevas procuraram manter a sua autoridade em Urântia e obstinadamente resistiram às personalidades celestes menores e subordinadas. Todavia, desde o dia de Pentecostes, esses traidores, Caligástia e o seu igualmente desprezível parceiro, Daligástia, passaram a ser servis perante a majestade divina dos Ajustadores do Pensamento do Paraíso e o Espírito da Verdade, o espírito de Michael que foi efusionado em toda a carne, como protetor.
(610.4) 53:8.8 Mesmo assim, porém, jamais nenhum espírito caído teve o poder de invadir as mentes ou acossar as almas dos filhos de Deus. Nem Satã, nem Caligástia não poderiam jamais tocar, nem sequer se aproximar dos filhos de Deus pela fé; a fé é uma armadura eficaz contra o pecado e a iniqüidade. É verdade que: “Aquele que nasceu de Deus, guarda-se, e o maligno não toca nele”.
(610.5) 53:8.9 Em geral, quando se supõe que mortais fracos e dissolutos estejam sob a influência de diabos e demônios, na verdade estão meramente sendo dominados pelas suas próprias tendências vis inerentes, sendo transviados pelas próprias propensões naturais. Ao diabo tem sido dada uma grande quantidade de crédito, por um mal que não advém dele. Caligástia tem sido relativamente impotente, desde a cruz de Cristo.

9. O Status Atual da Rebelião
(610.6) 53:9.1 Nos primeiros dias da rebelião de Lúcifer, a salvação foi oferecida a todos os rebeldes, por Michael. A todos aqueles que dessem prova de arrependimento sincero, ele ofereceu, quando chegasse a alcançar a sua soberania completa no universo, o perdão e o restabelecimento em alguma forma de serviço no universo. Nenhum dos líderes aceitou essa oferta misericordiosa. Mas milhares de anjos e ordens inferiores de seres celestes, incluindo centenas de Filhos e Filhas Materiais, aceitaram a misericórdia proclamada pelos Panoptianos e lhes foi dada a reabilitação na época da ressurreição de Jesus, há cerca de mil e novecentos anos. Esses seres, desde então, foram transferidos para o mundo do Pai, em Jerusém, onde devem ser mantidos, tecnicamente presos, até que as cortes de Uversa baixem alguma decisão sobre o caso de Gabriel versus Lúcifer. Contudo, ninguém duvida de que, quando o veredicto da aniquilação for emitido, essas personalidades arrependidas e salvas ficarão eximidas do decreto de extinção. Tais almas, em provação, trabalham agora com os Panoptianos na tarefa de cuidar do mundo do Pai.
(611.1) 53:9.2 O arquifarsante nunca mais esteve em Urântia, depois dos dias em que tentou desviar Michael do propósito de completar a auto-outorga e estabelecer a si próprio, final e seguramente, como o governante irrestrito de Nébadon. Quando Michael tornou-se o soberano estabelecido do universo de Nébadon, Lúcifer foi levado em custódia pelos agentes dos Anciães dos Dias de Uversa e, desde então, tem estado prisioneiro, no satélite de número um, do grupo do Pai, nas esferas de transição de Jerusém. E, ali, os governantes de outros mundos e sistemas podem contemplar o fim do infiel Soberano de Satânia. Paulo sabia do status desses líderes rebeldes, depois da auto-outorga de Michael, pois escreveu sobre os chefes de Caligástia como as “hostes espirituais da maldade, nas regiões celestes”.
(611.2) 53:9.3 Michael, ao assumir a soberania suprema de Nébadon, solicitou aos Anciães dos Dias a autorização para internar todas as personalidades que participaram da rebelião de Lúcifer, até serem emitidas as sentenças dos tribunais do superuniverso para o caso Gabriel versus Lúcifer, assinalado nos registros da suprema corte de Uversa há quase duzentos mil anos, na medida de tempo adotada por vós. A respeito do grupo da capital do sistema, os Anciães dos Dias concederam o pedido de Michael, mas com uma única exceção: a Satã foi permitido fazer visitas periódicas aos príncipes apóstatas nos mundos caídos, até um outro Filho de Deus ser aceito por esses mundos apóstatas, ou até o momento em que as cortes de Uversa comecem o julgamento do caso de Gabriel versus Lúcifer.
(611.3) 53:9.4 Satã podia vir a Urântia, porque vós não tínheis nenhum Filho de categoria com residência aqui — nem Príncipe Planetário, nem Filho Material. Machiventa Melquisedeque, desde então, foi proclamado Príncipe Planetário vice-regente de Urântia; e a abertura do caso Gabriel versus Lúcifer assinalou a inauguração de regimes planetários temporários, em todos os mundos isolados. É verdade que Satã visitou periodicamente Caligástia e outros príncipes caídos, exatamente até o momento da apresentação dessas revelações, quando aconteceu a primeira das audiências solicitadas por Gabriel para o aniquilamento dos líderes rebeldes. Satã, no entanto, está agora incondicionalmente detido nos mundos de prisão de Jerusém.
(611.4) 53:9.5 Desde a auto-outorga final de Michael, ninguém, em todo o Satânia, desejou ir aos mundos de prisão para ministrar aos rebeldes internados. E nenhum outro ser foi conquistado pela causa dos enganadores. Por mil e novecentos anos, tal status não sofreu alteração.
(611.5) 53:9.6 Nós não antecipamos uma eliminação das restrições atuais feitas a Satânia, antes que os Anciães dos Dias hajam tomado uma decisão final sobre os líderes rebeldes. Os circuitos do sistema não serão reinstalados enquanto Lúcifer estiver vivo. Nesse meio tempo, ele está totalmente inativo.
(611.6) 53:9.7 A rebelião terminou em Jerusém. Ela cessa, nos mundos caídos, tão logo os Filhos divinos cheguem até eles. Acreditamos que os rebeldes que algum dia iriam aceitar a misericórdia já o fizeram, todos. Aguardamos pela teletransmissão que, em um clarão de relâmpago, irá privar tais traidores da existência da sua personalidade. Antecipamos que o veredicto de Uversa, a ser anunciado nessa transmissão, indicará a ordem de execução que irá efetivar a aniquilação desses rebeldes aprisionados. E então vós ireis procurá-los nos lugares deles, mas eles não serão encontrados. “E aqueles que vos conhecem, entre os mundos, espantar-se-ão convosco; pois fostes um terror, mas nunca mais o sereis novamente”. E assim todos esses traidores indignos “serão como se nunca houvessem existido”. Todos aguardam o decreto de Uversa.
(611.7) 53:9.8 Contudo, durante idades, os sete mundos de prisão, de escuridão espiritual em Satânia, constituíram um solene aviso para todo o Nébadon, proclamando eloqüente e efetivamente a grande verdade “de que o caminho do transgressor é duro”; “pois dentro de cada pecado está oculta a semente da sua própria destruição”; e que “a recompensa do pecado é a morte”.

(612.1) 53:9.9 [Apresentado por Manovandet Melquisedeque, anteriormente vinculado à administração provisória de Urântia.]

Agraciado sou, este que repasso estas informações,
por assim entender e levar elas ao público não leitor
do Livro de Urântia e por assim entender, livremente, ser de extrema valia para os que restam em profunda confusão a esse respeito.

Que a paz, a luz e a vida estejam em nossos corações e Ser.


Última edição por Antonio(Mago) em Ter Out 12, 2010 11:15 pm, editado 2 vez(es)
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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Ter Out 12, 2010 9:36 pm

(1200.1) 109:6.1Nenhuma experiência que valha a pena acontece em vão; nenhum significado de real valor jamais perece.

Documento 109 - 6. A Persistência dos Verdadeiros Valores

(1200.1) 109:6.1 Os Ajustadores nunca falham; nada que é digno de sobreviver jamais se perde; todo valor de significação em cada criatura volitiva tem a sua sobrevivência certa, independentemente da sobrevivência ou da não-sobrevivência da personalidade que descobriu ou avaliou tais significados.

E assim é, uma criatura mortal pode rejeitar a sobrevivência; ainda assim, a experiência vivida não se desperdiça; o Ajustador eterno levando-a consigo, conserva as características de valor de uma tal vida de aparente fracasso até um outro mundo e até algum tipo de mente mais elevado e com capacidade de sobrevivência.

(1200.2) 109:6.2 Com relação aos candidatos à fusão, se um Monitor Misterioso é desertado pelo seu companheiro mortal, se o parceiro humano recusa-se a prosseguir na carreira ascendente, quando libertado pela morte natural (ou antes desta), o Ajustador leva tudo o que seja de valor de sobrevivência que haja evoluído na mente dessa criatura não-sobrevivente.

Se, repetidamente, um Ajustador deixar de conseguir a fusão de personalidade, por causa da não sobrevivência de sucessivos sujeitos humanos, e, se esse Monitor subseqüentemente for personalizado, toda a experiência adquirida, de já haver residido e haver tido a mestria em todas as mentes mortais, tornar-se-ia uma posse factual desse Ajustador Personalizado recentemente; e essa dádiva será usufruída e utilizada durante as futuras idades.

Um Ajustador Personalizado dessa ordem é um conjunto composto de todas características de sobrevivência, de todas as criaturas hospedeiras anteriores suas.

(1200.3) 109:6.3 Quando os Ajustadores de longa experiência no universo voluntariam-se para habitar os Filhos divinos nas suas missões de auto-outorga, eles sabem muito bem que uma realização de personalidade nunca pode ser atingida mediante esse serviço.

Muito freqüentemente, porém, o Pai dos espíritos concede personalidade a esses voluntários e estabelece-os como diretores da sua espécie.

Essas são personalidades honradas com a autoridade em Divínington.

E a sua natureza única incorpora o mosaico da humanidade das suas múltiplas experiências de residência mortal e também o da transcrição espiritual da divindade humana da auto-outorga do Filho do Paraíso, na sua experiência terminal como mortal.

(1200.4) 109:6.4 As atividades dos Ajustadores no vosso universo local são dirigidas pelo Ajustador Personalizado de Michael de Nébadon, aquele mesmo Monitor que o guiou passo a passo quando ele viveu a sua vida humana na carne como Joshua ben José.

Esse extraordinário Ajustador foi fiel ao seu encargo, e sabiamente esse valente Monitor dirigiu a natureza humana, sempre guiando a mente mortal do Filho do Paraíso na escolha do caminho da vontade perfeita do Pai.

Esse Ajustador havia servido anteriormente com Maquiventa Melquisedeque, nos dias de Abraão, e já se havia engajado em obras grandiosas tanto antes quanto entre essas duas experiências de auto-outorga.

(1200.5) 109:6.5 Tal Ajustador de fato triunfou na mente humana de Jesus — aquela mente que, em cada situação recorrente da vida, manteve uma dedicação consagrada à vontade do Pai, dizendo: “Não a minha vontade, mas a Tua, seja feita”.

Essa consagração, decisiva, constitui um verdadeiro passaporte para, de dentro das limitações da natureza humana, alcançar a finalidade da realização divina.

(1200.6) 109:6.6 Esse mesmo Ajustador agora reflete, na natureza inescrutável da sua poderosa personalidade, a humanidade pré-batismal de Joshua ben José, a transcrição eterna e viva dos valores eternos e viventes que o maior dos urantianos criou, a partir das circunstâncias humildes de uma vida comum, que foi a que viveu até a plena exaustão dos valores espirituais atingíveis em uma experiência mortal.

(1201.1) 109:6.7 Todas as coisas de valor permanente, que são confiadas a um Ajustador, têm assegurada a sua eterna sobrevivência.

Em certos casos, o Monitor mantém essas posses, para outorgá-las a uma mente mortal da sua futura residência; em outros, e em caso de personalização, essas realidades sobreviventes e conservadas são mantidas sob guarda, para utilização futura, a serviço dos Arquitetos do Universo-Mestre.

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

Mensagem  Convidad em Qua Out 13, 2010 1:25 am

(1201.5) 109:7.4 Eles são os seres exclusivos dos universos que abarcam, dentro dos seus seres, todas as relações conhecidas de personalidade; são onipessoais — eles existem antes da personalidade, eles são a personalidade, e existem após a personalidade.

Documento 109 - 7. O Destino dos Ajustadores Personalizados

(1201.2) 109:7.1 Não podemos afirmar que os fragmentos não-Ajustadores do Pai sejam personalizáveis, mas vós tendes sido informados de que a personalidade é um outorgamento soberano da livre vontade do Pai Universal.

Até onde sabemos, o tipo de fragmento Ajustador do Pai atinge a personalidade apenas pela aquisição de atributos pessoais, por meio do serviço-ministração a um ser pessoal.

Esses Ajustadores Personalizados têm o seu lar em Divínington, onde instruem e dirigem os seus semelhantes pré-pessoais.

(1201.3) 109:7.2 Os Ajustadores do Pensamento Personalizados são os estabilizadores e compensadores soberanos, livres de compromissos e de entraves, do vasto universo dos universos.

Eles combinam a experiência do Criador e da criatura — existencial e experiencial.

São seres conjuntamente do tempo e da eternidade.

Eles associam o pré-pessoal e o pessoal na administração do universo.

(1201.4) 109:7.3 Os Ajustadores Personalizados são os executivos oniscientes e poderosos dos Arquitetos do Universo-Mestre.

São os agentes personalizados do ministério pleno do Pai Universal — pessoais, pré-pessoais e suprapessoais.

Eles são os ministros pessoais do extraordinário, do inusitado e do inesperado em todos os reinos das esferas transcendentais absonitas do domínio de Deus, o Último, e mesmo nos níveis de Deus, o Absoluto.

(1201.5) 109:7.4 Eles ministram a personalidade do Pai Universal no eterno passado, no eterno presente e no eterno futuro.

(1201.6) 109:7.5 A personalidade existencial na ordem do infinito e do absoluto, o Pai a outorgou ao Filho Eterno, mas Ele escolheu reservar à Sua ministração própria a personalidade experiencial do tipo do Ajustador Personalizado, outorgada ao Ajustador existencial pré-pessoal; e ambos estão assim destinados à futura suprapersonalidade eterna de ministério transcendental dos reinos absonitos do Último, do Último-Supremo, até os níveis mesmo do Absoluto-Último.

(1201.7) 109:7.6 É raro os Ajustadores Personalizados serem vistos livremente nos universos.

Ocasionalmente, eles conferenciam com os Anciães dos Dias e, algumas vezes, os Ajustadores Personalizados dos Filhos Criadores sétuplos vêm aos mundos-sede das constelações, para conferenciar com os governantes Vorondadeques.

(1202.1) 109:7.8 Essas extraordinárias divindades-humanas estão entre as mais notáveis personalidades de todo o grande universo, e ninguém ousa predizer quais seriam as suas futuras missões.

(1202.2) 109:7.9 [Apresentado por um Mensageiro Solitário de Orvônton.]

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Re: LIVRO DE URÂNTIA

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