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SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

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Re: SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

Mensagem  Buscador em Sex Set 17, 2010 5:47 am

Crise de 2008 ainda ronda a economia mundial, diz Miriam Leitão

No dia que marca o aniversário de dois anos do início da crise econômica de dois anos podemos dizer que o mundo aprendeu muito. Era uma segunda-feira e acordamos com o Lehman Brothers quebrado. E aí começou a se espalhar o pânico com o medo de que outros bancos quebrassem. Uma grande seguradora americana, a AIG, entrou em crise também, ameaçou quebrar.

O Brasil foi atingido. Estava crescendo a 6% e despencou, passou dois trimestres negativos. Teve, por tanto, no ano de 2009 um ano de recessão.

Hoje, a economia americana, que estava começando a se recuperar, está desacelerando, a europeia também, a japonesa também. Mas não se prevê uma crise daquele tamanho. Por que aquilo foi uma crise bancária, de crédito. Os governos gastaram demais e se endividaram. Este ano a gente teve o rebote da crise na Europa. Quase que o euro se foi. Ou seja, a crise está se desdobrando em novas etapas.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/09/crise-de-2008-ainda-ronda-economia-mundial-diz-miriam-leitao.html
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Re: SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

Mensagem  Buscador em Sex Set 17, 2010 5:52 am

Crise do trigo chega ao DF e deixa o pãozinho mais caro

A maioria das padarias reajusta o preço do produto em até 13%, o dobro do que foi previsto. Hoje, o quilo varia de R$ 4,90 a R$ 9


Diego Amorim

Publicação: 14/09/2010 07:59

As padarias do Distrito Federal começaram a reajustar o preço do pão francês, como reflexo da escassez de trigo no mercado mundial. O Sindicato das Indústrias de Alimentação de Brasília (Siab) estima que, nas últimas duas semanas, o produto tenha ficado mais caro em mais da metade das 1,1 mil panificadoras. Em algumas, a alta chega a quase 13%, o dobro dos 6,5% previstos pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip). Muitos empresários do setor, no entanto, têm evitado ao máximo mexer na tabela, com medo de perder clientes. No DF, o quilo (1)do pãozinho varia entre R$ 4,9 e R$ 9 — diferença de 83% —, a depender da localidade.

A farinha de trigo representa, em média, 40% do custo do pão. Desde junho, o preço do cereal não para de subir. Em grande parte, por conta da seca e da forte onda de calor que quebraram 25% da safra na Rússia, um dos principais países produtores. “O mercado dá sinais de estabilidade, mas o valor subiu muito”, diz o presidente do Siab, José Joffre Nascimento. “A gente vinha segurando há um tempo. Chegou uma hora em que não teve mais jeito”, completa José Bonifácio da Silva, gerente de uma padaria na 111 Sul, onde o quilo do pão saltou, ontem, de R$ 7 para R$ 7,8. “Um saco de 50kg de farinha pulou de R$ 40 para R$ 65”, justifica Silva, que vende cerca de 2,8 mil pães por dia.

A crise do trigo é considerada por representantes do setor de panificação a mais grave dos últimos 20 anos. Para piorar, o abastecimento do mercado brasileiro está comprometido desde o ano passado, quando a Argentina, de onde o Brasil importa 95% do cereal que consome, restringiu a exportação do produto para segurar a inflação. Há uma semana, João Pedro Bordalo, proprietário de uma panificadora na 108 Sul, aumentou o preço do quilo do pãozinho em 12,8% — de R$ 7,50 para R$ 8,30. “Ninguém gosta de aumento. Para mim, também não é interessante. Eu quero vender. Mas fico nas mãos dos atacadistas”, comenta ele, sem destacar a possibilidade de novo reajuste nas próximas semanas.

Repasse
As empresas de panificação do DF movimentam R$ 1,2 bilhão por ano. Cerca de três milhões de pães são comercializados diariamente. Por ser um item quase obrigatório na mesa do brasileiro, qualquer oscilação positiva, por menor que seja, costuma ser sentida pelo consumidor. O empresário João Felipe Medeiros, 45 anos, compra pelo menos quatro pães todos os dias. “Essa história de escassez é conversa pra boi dormir. Eles aumentam é pelo lucro mesmo. São centavos, mas fazem a diferença no fim do mês. Imagina quem ganha um salário mínimo”, comenta Medeiros. Os donos de padaria garantem que, quando o preço do cereal cair, o repasse da queda aos clientes será imediato.

Em julho, após uma negociação que se arrastou por oito meses, o governo do DF acatou um pedido do setor de panificação e reduziu de 12% para 7% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do pão francês. Não houve alteração, porém, no preço final do produto. “Não dá para entender. Vou ficar de olho para ver se eles vão baixar mesmo quando o trigo voltar ao normal”, alerta a administradora Rênia Lima, 47 anos. “A gente pode até não sentir tanto na hora de pagar. Mas se colocar no papel, um aumento desses pesa e muito no bolso”, acrescenta a aposentada Maria Verônica Ribeiro, 54 anos, que compra seis pães por dia.


1 - Mudança
Desde 2006, o pãozinho é vendido no Brasil a quilo, e não pelo preço unitário. A Portaria nº 146, do Instituto Nacional de Metrologia Legal, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), entrou em vigor em outubro daquele ano. A venda dessa maneira impede que pães de tamanhos diferentes sejam vendidos pelo mesmo preço. A regra tem abrangência nacional e nenhuma legislação estadual, municipal ou distrital pode contrariá-la. Quem desobedece a norma está sujeito a multa de R$ 100 a R$ 50 mil.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/14/cidades,i=212827/CRISE+DO+TRIGO+CHEGA+AO+DF+E+DEIXA+O+PAOZINHO+MAIS+CARO.shtml
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Re: SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

Mensagem  Buscador em Ter Set 21, 2010 6:07 am

Relatório de setembro 2010 do GEAP: Crise Econômica

Tagged with: Crise Econômica Mundial



Resumo:

Como antecipado pelo LEAP/E2020 em Fevereiro passado no GEAB n º 42, o segundo semestre de 2010 é caracterizado por uma acentuada deterioração da crise marcada pelo o fim da ilusão da recuperação mantida pelos líderes ocidentais (1) e os triliões de milhares engolidos pelos bancos e planos de “simulação” económicos sem eficácia duradoura.

Os próximos meses revelarão uma simples, mas dolorosa realidade: a economia ocidental, particularmente a dos Estados Unidos (2), nunca esteve realmente fora da recessão (3). Os altos e baixos das estatísticas registadas desde o Verão de 2009 foram as consequências passageiras de uma injecção maciça de liquidez num sistema que se tornou essencialmente insolvente à imagem do consumidor americano (4).

No cerne da crise sistémica global desde sua criação, os Estados Unidos, portanto, mostrar-nos-ão nos próximos meses, que eles estão novamente impulsionando a economia e finanças globais para o “centro das trevas” (5), pois eles não conseguem sair desta “Muito Grande Depressão americana” (6). Assim, com as turbulências políticas das eleições americanas do próximo mês de Novembro, com uma taxa de crescimento novamente negativa, o mundo terá de enfrentar a ” Grande avaria” do sistema financeiro e económico mundial fundado há mais de 60 anos sobre a absoluta necessidade para a economia americana de nunca se encontrar em situação de recessão duradoura.

Ora, o primeiro semestre de 2011 vai exigir à economia americana uma dose de austeridade sem precedentes mergulhando o planeta num novo caos financeiro, monetário, económico e social (7).



Comunicado público GEAB nº47 (15 de Setembro de 2010)

Fonte: LEAP2020

http://fimdostempos.net/relatorio-setembro-geap.html
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Recessão Acabou

Mensagem  Luiz em Ter Set 21, 2010 6:14 am

É BUSCADOR, CADA UM DIZENDO UMA COISA, CADA UM VENDENDO SEU PEIXE. ( quem estará com a verdade? Ser ou não ser, não subestimem o capital é tudo que posso dizer)


Recessão nos EUA chegou ao fim em junho de 2009

France Presse

WASHINGTON, 20 Set 2010 (AFP) -A recessão mais longa registrada nos Estados Unidos desde a década de 1930 durou 18 meses e acabou em junho de 2009, deixando 8 milhões de empregos perdidos, anunciou nesta segunda-feira a Comissão Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, da sigla em inglês).
Em uma reunião realizada por teleconferência no domingo, "o comitê determinou que foi registrado o menor nível na atividade econômica nos Estados Unidos em junho de 2009", anunciou a NBER em um comunicado.
"O menor ponto marca o fim da recessão que começou em dezembro de 2007 e o início da expansão. A recessão durou 18 meses, o que faz desta a mais longa desde a Segunda Guerra Mundial", completa o documento.
O comitê que registra os ciclos de atividade da NBER, um organismo privado que reúne grandes economistas do país, determina esta data em meses, levando em consideração não apenas o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), mas também da renda, emprego, produção e vendas no varejo e no atacado.
A data serve geralmente de referência ao conjunto dos economistas e aos organismos públicos.
O PIB dos Estados Unidos voltou a crescer no terceiro trimestre de 2009, depois de quatro trimestres consecutivos de baixa.
A crise começou em dezembro de 2007 devido a arriscados investimentos imobiliários de Wall Street.
O anúncio é um consolo para aqueles que hoje pretendem arranjar um emprego. Segundo cifras oficiais, um americano em cada seis em idade produtiva está nessa situação.
"Mesmo que os economistas digam que a recessão acabou oficialmente no ano passado, ainda é muito real para milhões de pessoas que ainda não têm trabalho, gente que viu o valor de suas casas cair, gente que luta a cada dia para pagar as contas", disse o presidente americano, Barack Obama.
O NBER tem consciência disso: "o comitê não chegou à conclusão de que a conjuntura econômica" depois de junho de 2009 "foi favorável ou que a economia funciona novamente segundo sua capacidade normal". O emprego atingiu seu piso em dezembro de 2009.
Os dados do PIB mostram que a primeira economia mundial caiu ao menos em uma fase de crescimento muito lento, ou inclusive de estancamento.
O crescimento foi retomado no terceiro trimestre de 2009 (+1,6% interanual), depois tomou impulso no fim de 2009 ao início de 2010 (+5% e +3,7%), antes de se desacelerar no segundo trimestre (+1,6%). Para a imensa maioria dos economistas, o terceiro trimestre deverá ser pior que o segundo.
Segundo vários deles, não se deve descartar a possibilidade de uma nova recessão. Nouriel Roubini, da consultoria Roubini Global Economics, conhecido por seus prognósticos sombrios, apontava essa possibilidade em "cerca de 40%" no início de setembro. Segundo economistas da agência de classificação de risco Moody's, que calculam mensalmente diversos indicadores econômicos, em agosto era de 33%.
arb/ag/lb
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/09/recessao-nos-eua-chegou-ao-fim-em-junho-de-2009-1.html

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Re: SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

Mensagem  Donator em Ter Set 21, 2010 6:34 pm

Luiz

Devemos lembrar ainda o seguinte: quem enxugou os títulos podres ainda o possuem - os governos / bancos centrais - fragilizando o poder de reação destes. Podemos somar a isso as alterações climáticas - que são fatores da matemática do caos, mais não sei se entra na estimativa dos economistas - que estão provocando seca, queimadas, alterando o ciclo de plantio, quando não, acabando com a lavoura/pasto. Então, HOJE, estamos mais vulneráveis.

Olhe o sistema bancário brasileiro. Temos quantos bancos grandes hoje em dia: Santander (comprou o real), Itaú (comprou o Unibanco) e o Bradesco, da parte privada; e Banco do Brasil e CEF, o primeiro, de capital misto e o segundo, uma empresa pública. Então, quando a concentração bancária, um caindo, leva várias pessoas físicas consigo....uma temeridade essa concentração. Somado ao fato de que o governo possui uma vasta quantia em dolares, que podem virar pó a qualquer momento - um mico preto - se a economia frágil dos EUA cair, não iria poder ajudar muito. Tudo bem que lutaria com todas as armas pelo BB e a CEF, que seria os consumidores mais protegidos no final das contas.....mais até onde não sei.....

Vamos esperar......
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Re: SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

Mensagem  Luiz em Qua Set 22, 2010 1:44 am

Vamos esperar.....

DE ACORDO.
FORTE ABRAÇO.
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Re: SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

Mensagem  Buscador em Qua Set 22, 2010 7:19 pm

Plano econômico de Obama não cria empregos; EUA vivem declínio

Nicolas Baverez
http://wap.noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2010/09/21/plano-economico-de\
-obama-nao-cria-empregos-eua-vivem-declinio.htm

Em 2008, Barack Obama foi eleito em meio a euforia para tirar os Estados Unidos
de uma grande recessão e do atolamento no Iraque e no Afeganistão. Em 2010, às
vésperas das eleições dadas como perdidas aos democratas, ele deve anunciar um
novo plano de estímulo de US$ 150 bilhões em razão de uma retomada que derrapa e
não está criando empregos.

Após sete anos de conflitos, 4.400 mortos entre os soldados americanos e cerca
de 100 mil vítimas civis iraquianas, as tropas de combate deixam um Iraque em
plena guerra civil. A mesma questão se esboça no Afeganistão, com a crônica
anunciada de uma retirada tendo confrontos tribais como pano de fundo.

Sob a impopularidade do primeiro presidente negro dos Estados Unidos despontam o
declínio do país e a missão impossível que lhe foi incumbida: garantir a
transição sem conflitos de uma hiperpotência ilusória para uma nação de primeira
linha, mas de direito consuetudinário, limitada por dentro pelas dificuldades
associadas ao superendividamento, e por fora pela concorrência dos gigantes
emergentes.

Assim como a França e o Reino Unido após a humilhação de Suez em 1956, Obama
deve colocar as ambições em coerência com meios restritos: algo inédito na
História da nação americana.

Os pilares da supremacia dos Estados Unidos no século 20 estão todos minados.
Não somente a retomada vem fracassando, com um crescimento voltando a 1%, o
naufrágio do setor imobiliário e um desemprego em massa que atinge 17% da
população ativa, como a perspectiva de ver a China se tornar a primeira economia
do mundo no decorrer da década de 2030 vem se reforçando.

Marginalizados no plano industrial, os Estados Unidos estão vendo Xangai
rivalizar com Wall Street e as empresas chinesas se tornarem líderes em setores
do futuro como o das energias renováveis. Pela primeira vez, nenhuma empresa
americana figura entre os dez primeiros grupos mundiais para a criação de valor.
A concorrência dos emergentes não se limitou à indústria, mas se estende à
agricultura com o Brasil e aos serviços com a Índia. Ela não recai somente sobre
o custo da mão de obra, mas também sobre a eficácia do capital e da pesquisa. A
classe média, base do consumo e da estabilidade democrática, está se
desintegrando.

Os próprios princípios e instrumentos da liderança americana estão sendo
reavaliados. A gestão do capitalismo foi deslegitimada pela crise. A política
econômica se tornou impotente.

O acúmulo de déficits não consegue mais reavivar o crescimento em razão do peso
das dívidas e do desemprego que paralisam os cidadãos. A manutenção contínua das
taxas zero de juros e das compras de dívidas pelo Federal Reserve de até 10% do
PIB reforçam a desconfiança em vez de criar confiança. O monopólio do dólar é
contestado pela vontade dos países da Ásia de se dotarem de uma zona comercial e
monetária autônoma. Por toda parte, a influência política e intelectual dos
Estados Unidos está em retração.

Entretanto, o declínio dos Estados Unidos, ao contrário da Europa e do Japão,
continua sendo relativo e resistível. Os Estados Unidos são o único grande país
desenvolvido a possuir um crescimento populacional dinâmico, e deverá ganhar
mais 100 milhões de habitantes até 2050. Os investimentos, a jornada de trabalho
e a poupança estão se recuperando. Margens de manobra financeiras consideráveis
subsistem com a possibilidade de aumentar os impostos (31% do PIB) e de
interromper os dois conflitos que custaram mais de US$ 1 trilhão. A atratividade
continua elevada para as empresas e sobretudo os cérebros.

Os Estados Unidos continuam a estruturar, se não a dominar, as redes que
organizam a globalização. A flexibilidade da sociedade e o sentido de inovação
constituem trunfos para a conversão do modelo econômico. E por fim, os Estados
Unidos iniciaram um grande debate nacional sobre seu declínio, o que demonstra
sua capacidade de se questionar e de se renovar.

Com a ascensão das potências do Sul, o recuo americano é inevitável. Mas eles
poderão se beneficiar com a diminuição do fardo imperial. O fim de sua liderança
global, contudo, tornará o mundo mais perigoso. As democracias devem se preparar
para viver sem o resseguro definitivo do capitalismo, e sem o escudo estratégico
americano.
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Re: SISTEMA FINANCEIRO DESMORONA?

Mensagem  Buscador em Qui Out 14, 2010 4:10 am

Expulsos da França, ciganos búlgaros são rejeitados ''em casa''

---
Comunidade deportada por Sarkozy é recebida com protesto e ameaça na Bulgária
---


Jamil Chade / ENVIADO ESPECIAL A SÓFIA - O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101010/not_imp623083,0.php


Na periferia de Sófia, um cortiço vem sendo alvo de uma preocupação especial por
parte dos moradores do bairro. É o edifício para onde foi levada parte dos
ciganos expulsos da França nos últimos meses. De volta a seu país de origem,
eles seguem discriminados e marginalizados. Seus novos vizinhos chegaram a fazer
um protesto, alertando que não queriam se transformar em um gueto de ciganos.


Muitos dos que foram deportados - para Bulgária e Romênia - pelo presidente
francês, Nicolas Sarkozy, dizem que só esperam alguns meses antes de voltar a
tomar a estrada na direção da Europa Ocidental, em busca de melhores serviços
públicos e empregos mais rentáveis.

Entre 10 milhões e 12 milhões de ciganos vivem pela Europa, a grande maioria na
Romênia e Bulgária. Uma pesquisa de opinião feita na capital búlgara, Sófia,
mostrou que 45% dos entrevistados apoiaram a decisão de Sarkozy de expulsar os
ciganos. Só não querem que a expulsão signifique que essa população acabe em seu
quintal.

"Ninguém quer ter ciganos em sua rua. Isso desvaloriza o preço de um apartamento
e aumenta o risco de roubos", disse Momchil, um morador de Sófia. "Eles
(ciganos) têm se reproduzido de uma forma impressionante", disse.

Segundo Bogomil Grozev, jornalista da rede BTV especializado no tema, o número
de ciganos na Bulgária era de 300 mil. Hoje, já se fala em 1 milhão.

Nesta semana, a prefeitura da cidade de Haskovo, no sul da Bulgária, começou a
desalojar dezenas de famílias de ciganos seus apartamentos. O argumento era de
que não pagavam aluguéis havia anos. Uma das famílias estava com dívidas desde
1993.

Entre os ciganos, o sentimento é de que a rejeição não terá fim enquanto não
houver uma política regional para lidar com seus interesses. Enquanto isso,
continuarão jogando com as regras, barreiras e obstáculos criados pelos
governos.

Stefan Angelov, que viveu em Lyon por dois anos e trabalhava no setor de
construção, admite que recebeu cerca de 300 euros para deixar a França com sua
família. Mas diz que apenas está esperando "baixar a poeira" para voltar para o
país. "Lá, a saúde é melhor do que aqui e com o que ganhava podia até guardar um
pouco de dinheiro. Na Bulgária não há trabalho, nem escola, nem saúde", disse.

Viagem marcada. Nas últimas semanas, o governo francês estipulou que cada
família que recebesse o benefício para sair do país seria registrada e teria as
impressões digitais coletadas. Mas Angelov chega a rir da medida. "Há centenas
de formas de entrar na Europa Ocidental. Dificilmente vão nos pegar", disse.
Segundo ele, a nova viagem já está planejada para o Natal.

Questionado sobre o que fez com os 300 euros que recebeu do governo francês,
Angelov disse que usará para comprar comida para seus quatro filhos até que
volte a trabalhar na Europa Ocidental. Hoje, mora em um apartamento na periferia
de Sófia que estava abandonado. "Os serviços públicos interditaram o local,
dizendo que era perigoso morar aqui. Mas quando fomos expulsos da França, foi o
que nos deram para viver", disse. No apartamento não há água, luz e muito menos
elevador.

Krassimir Pavlov, que morou em Bordeaux, diz que sua família estava agora no
norte da Bulgária. "Lá, 90% da população não tem trabalho", contou. Ele
permaneceu em Sófia em busca de emprego. Mas já começa a pensar em voltar a
tentar a sorte em algum país da Europa Ocidental. "Talvez eu vá para a Espanha
desta vez. Mas dizem que também não há emprego lá", disse.

Já as entidades que representam os ciganos não escondem a preocupação com a
situação. Em uma carta enviada a Sarkozy há uma semana, a Associação de Ciganos
Romas da Bulgária e outras 12 entidades imploraram para que não sejam
humilhados. "Não nos corrompam com 300 euros", disse a carta. "As pessoas que
vão para a França estão viajando para fugir da pobreza, na esperança de uma vida
melhor." Para as entidades, ser pobre não pode ser um crime.

Para o escritor e ex-parlamentar europeu, Els de Groen, os ciganos são a
população mais frágil da Europa. "Os ciganos não têm representantes na Comissão
Europeia nem na elaboração de políticas que os afetam", disse.

O Partido Nacionalista Búlgaro, de extrema direita, é contra o envio dos ciganos
para o país, mesmo que tenham passaportes búlgaros.

"A solução precisa ser regional", afirmou Anita Kristi, uma das principais
cantoras ciganas da Bulgária. "A expulsão dos ciganos de um país europeu para
outro país europeu é o primeiro sinal real de um colapso da União Europeia",
concluiu.
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