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Poesias, Citações, Reflexões, etc...

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Canção das mulheres

Mensagem  sueli em Qua Out 06, 2010 1:01 pm

Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Lya Luft

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CANÇÃO DE OUTONO

Mensagem  sueli em Qua Out 06, 2010 1:03 pm

CANÇÃO DE OUTONO

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Cecília Meireles
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CANÇÃO DOS HOMENS

Mensagem  sueli em Qua Out 06, 2010 1:04 pm

CANÇÃO DOS HOMENS

Que quando chego do trabalho ela largue por um instante o que estiver fazendo
- filho, panela ou computador - e venha me dar um beijo como os de antigamente.

Que quando nos sentarmos à mesa para jantar
ela não desfie a ladainha dos seus dissabores domésticos.

E se for uma profissional, que divida comigo o tempo de comentarmos nosso dia.

Que se estou cansado demais para fazer amor,
ela não ironize nem diga que "até que durou muito" o meu desejo ou potência.

Que quando quero fazer amor ela não se recuse demasiadas vezes, nem fique impaciente ou rígida, mas cálida como foi anos atrás.

Que não tire nosso bebê dos meus braços dizendo que homem não tem jeito pra isso, ou que não sei segurar a cabecinha dele, mas me ensine docemente se eu não souber.

Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças, mas sirva de ponte entre nós quando me distancio ou me distraio demais.

Que ela não me humilhe porque estou ficando calvo ou barrigudo, nem comente nossas intimidades com as amigas, como tantas mulheres fazem.

Que quando conto uma piada para ela ou na frente de outros, ela não faça um gesto de enfado dizendo "Essa você já me contou umas mil vezes".

Que ela consiga perceber quando estou preocupado com trabalho, e seja calmamente carinhosa, sem me pressionar para relatar tudo, nem suspeitar de que já não gosto dela.

Que quando preciso ficar um pouco quieto ela não insista o tempo todo para que eu fale ou a escute, como se silêncio fosse falta de amor.

Que quando estou com pouco dinheiro ela não me acuse de ter desperdiçado com bobagens em lugar de prover minha família.

Que quando eu saio para o trabalho de manhã ela se despeça com alegria, sabendo que mesmo de longe eu continuo pensando nela.

Que quando estou trabalhando ela não telefone a toda hora para cobrar alguma coisa que esqueci de fazer ou não tive tempo.

Que não se insinue com minha secretária ou colega para descobrir se tenho amante.

Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza e de ternura, me desarmar, me desnudar de alma, sem medo de ser criticado ou censurado: que ela seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz.

Que cuide um pouco de mim como minha mulher, mas não como se eu fosse uma criança tola e ela a mãe, a mãe onipotente, que não me transforme em filho.

Que mesmo com o tempo, os trabalhos, os sofrimentos e o peso do cotidiano, ela não perca o jeito terno e divertido que tanto me encantou quando a vi pela primeira vez.

Que eu não sinta que me tornei desinteressante ou banal para ela, como se só os filhos e as vizinhas merecessem sua atenção e alegria.

E que se erro, falho, esqueço, me distancio, me fecho demais, ou a machuco consciente ou inconscientemente,

Ela saiba me chamar de volta com aquela ternura que só nela eu descobri, e desejei que não se perdesse nunca, mas me contagiasse e me tornasse mais feliz, menos solitário, e muito mais humano.

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Eduardo Marinho - Observar e Absorver

Mensagem  Martelo em Qui Out 07, 2010 1:13 am

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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  dodge em Qui Out 07, 2010 4:12 am

Ah que saudade
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão

Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão
Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão

A gente fria
Desta terra sem poesia
Não se importa com esta lua
Nem faz caso do luar

Enquanto a onça
Lá na verde da capoeira
Leva uma hora inteira
Vendo a lua derivar
Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão

Ai quem me dera
Que eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra
E dormindo de uma vez

Ser enterrado numa grota pequenina
Onde à tarde a surubina
Chora a sua viuvez

Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão
Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão


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Um Minuto Para o Fim do Mundo

Mensagem  Martelo em Qui Out 07, 2010 5:19 am

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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  ALGOL em Sex Out 08, 2010 4:40 am

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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  ALGOL em Sex Out 08, 2010 4:41 pm





Última edição por ALGOL em Seg Out 11, 2010 6:37 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  Nominato em Sex Out 08, 2010 6:29 pm

Estaremos, informando a todos que nas Regras do nosso Fórum de nossa familia Ascensão, que
fica incluido nos temas não autorizados aqui, a questão de propaganda politica ou a disseminação de informações sobre quaisquer canditados ou de projetos que possam influenciar na proxima votação.


Olá ALGOL .
Hoje já é a terceiro video politico contra uma canditada que apago.
Por favor, respeite as regras do Fórum.


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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  ALGOL em Sex Out 08, 2010 8:25 pm

Engraçado, Nominato. A Lilimi postou até um tópico referente a DILMA por causa da questão do ABORTO e VC AUTORIZOU e agora está dizendo que não pode mais postar nada referente "a disseminação de informações sobre quaisquer candidatos" ? Que dois pesos e duas medidas são essas? Muito estranho...
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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  Nominato em Sex Out 08, 2010 8:38 pm

ALGOL escreveu:Engraçado, Nominato. A Lilimi postou até um tópico referente a DILMA por causa da questão do ABORTO e VC AUTORIZOU e agora está dizendo que não pode mais postar nada referente "a disseminação de informações sobre quaisquer candidatos" ? Que dois pesos e duas medidas são essas? Muito estranho...

Olá ALGOL .

Como vc pode ver, este tema causou bastante transtorno em alguns membros e como isto foi até onde poderia
chegar, entendemos que já serviu a todos como lição e experiência que assuntos como politica, futebol , entre tantos
outros não servem aos propositos de nossa humilde comunidade .
Tenho certeza que vc compreende isto, na mesma forma que compreendemos que sua presença aqui não visa apenas a politica, já que existem milhares de outros fóruns apropriados para esta discussão .

Quando a Lilimi abriu o tópico sobre "Falar de Politica", não havia ainda a restrição atual no Fórum .
Agora que esta restrição existe, e o tópico dela foi deletado , fica valendo esta restrição apartir da sua divulgação
aqui na comunidade.

Contamos com sua compreensão, como foi compreendido pela Lilimi e demais membros.

grato


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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  ALGOL em Sex Out 08, 2010 9:22 pm

Desculpe, Nominato, mas fui ofendido pela LILIMI quando ela postou que quem vota no TIRIRICA tem o mesmo valor de quem vota no SERRA. Até a GOTA DE LUZ respondeu a ela. Basta resgatar as postagens anteriores que vc perceberá. Tudo começou aí. Por isso não acredito na compreensão dela porque ela não se desculpou diretamente a mim. Quem usou esse fórum para fins eleitoreiros foi ela e com sua autorização. Lamentável.
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ALGOL

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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  Nominato em Sex Out 08, 2010 9:38 pm

ALGOL escreveu:Desculpe, Nominato, mas fui ofendido pela LILIMI quando ela postou que quem vota no TIRIRICA tem o mesmo valor de quem vota no SERRA. Até a GOTA DE LUZ respondeu a ela. Basta resgatar as postagens anteriores que vc perceberá. Tudo começou aí. Por isso não acredito na compreensão dela porque ela não se desculpou diretamente a mim. Quem usou esse fórum para fins eleitoreiros foi ela e com sua autorização. Lamentável.

Importante , meu amigo, é seguirmos em frente .
Tenho certeza que voce não precisa que ninguem lhe peça desculpas, já que tenho acompanhado suas postagens e sinto
que voce já superou toda estas necessidades do ego e do orgulho.

Não olhemos para o passado, meu amigo, nem o nosso, muito menos dos outros, pois só o Pai
sabe o papel que nos caberá, e aos outros, nos dias futuros que de todos exigirá muita firmeza e decisões dificeis.

Nos cabe apenas a cada um, no momento, um passo diante, para que o futuro em que acreditamos,
se aproxime mais de nós.
Para os que se ocupam com passado, acredito, maior é a chance de se envolver na Matriz que a todos confude e engana.

Convido voce e a todos a irmos em frente !

Ou construímos um Novo Mundo ou o Mundo antigo nos envolverá a cada dia mais, tentando sobreviver em
nossas energias , nas consciência dos incautos, como implantes vivos tal qual já é a realidade em muitos planos inferiores.

Sempre Alerta, rumo ao futuro.

Contamos com sua ajuda, como de todos aqui para segurarmos juntos a tocha da Ascensão , nossa e Planetária.

grato


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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  Hasaya em Sex Out 08, 2010 9:54 pm

Boa tarde.

Compartilho mensagem que recebi, por e-mail, e que vem ao encontro do que acredito, como também, de muitos que aqui frequentam, ou melhor, de todos que aqui frequentam.

Grato pela oportunidade.

Hasaya.

- Paz, Luz e Compaixão.

Um descuido, uma negligência vossa, qualquer circunstância inadvertida abre uma brecha nessa muralha de proteção, as más correntes se infiltram e, seguradamente, tereis uma enfermidade ou grandes tristezas e abatimentos, ou circunstâncias contrárias e dolorosas de qualquer espécie que seja.
Por isso, vos aconselhamos que estejais sempre alertas, que eviteis qualquer coisa que posssa causar a menor separação entre vós, que formais a aura conjunta na Escola do Divino Mestre, que é a Fraternidade Cristã Universal.
É una e fortíssima essa depois que se destruiu todo egoísmo e separatividade de raças, de credos políticos e religiosos, de interesses.
É una e fortissíma quando sois tolerantes e benévolos em vossos pensamentos, em vossos juízos e em todos vossos atos na vida de relação com vossos irmãos de comunidade.
Faltas e imperfeições todos temos, mas o egoísmo, que ainda está demasiado vivo, nos faz ver muito pálidas essas imperfeições em nós mesmos e naqueles que nos são queridos. E achamos sobremaneira graves essas mesmas faltas nos outros.
Esta falta de lógica e de justiça em nós constitui uma muralha fluídica que dificulta nossa entrada no Reino de Deus, que é a lógica perfeita, a justiça perfeita, o amor perfeito.
Um verdadeiro discípulo de Cristo não deve fazer comparações entre o que fazem os outros e suas próprias obras; porque o que tem mais aptidões, mais compeensão, mais capacidade física e moral, é o que está obrigado a maior perfeição em todos os seus atos.
Ele deve ser muito cauteloso e prudente em fazer juízos aos demais, sem deixar-se levar jamais pelas aparências externas nem pela opinião dos outros, que aliás não tem nenhuma luz superior para discernir entre o bem e o mal que pode haver no íntimo dos seres e das coisas.
Se fazeis por merecer a Luz Divina para dar a todas as coisas seu justo valor, a tereis em muita abundância e a este objetivo vos devem servir as concentrações.
É impossível a aproximação de um ser em espírito ou em estado de desdobramento num círculo de sensitivos, onde todos lhe são contrários, sem causar um grave desequilíbrio na mente e no cérebro do médium.
Vós vos deixais levar com demasiada facilidade por aparências equivocadas e infundadas para formar vossos juízos e conceitos sobre todas as coisas.
Como integrantes da Fraternidade Cristã, deveis aprender a ouvir, ver e calar aos primeiros impulsos, para que vosso Eu íntimo estude as coisas com calma e sossego.
É por isso que nós não podemos ter a liberdade de vos falar na forma que seria conveniente para vosso desenvolvimento espiritual.
Quantas vezes haveis promovido tormentas fluídicas e espirituais pelas comunicações referentes a países que contam com vossa simpatia!
Acaso vós sabeis por quais meios as Inteligências Superiores pensam conseguir a eliminação do egoísmo e o triunfo da Fraternidade?
Nem nós, vossos Guias, conhecemos em detalhe todo Plano Divino para a evolução e transformação desta humanidade.
Nós nos limitamos a manter-nos no lugar que nos foi designado, obedecendo às ordens que as Grandes Inteligências nos transmitem.
O fato de subir ou descer um governante ou uma dinastia, de um tirano permanecer alguns meses mais em sua triste aparente grandeza, são circunstâncias pequenas demais para dar-lhes essa decisiva importância, como se o universo fora controlado por bonecos de papel, joguetes de forças que eles próprios ignoram.
Sede mais serenos, para dar a cada coisa seu justo valor e para fazer dos avisos espirituais que vos são dados a justa análise e para interpretá-los em ser verdadeiro sentido.
E se, se é verdade que mais da metade da humanidade atual deve deixar em massa a matéria física, por que vos parece estranho esta rajada de destruição e morte que está passando a Terra?
Pensai bem em vossas pequenas questões particulares: " A LEI SALVA AO QUE QUER SER SALVO."Porém, neste querer ser salvo há muitas coisinhas íntimas que cada qual deve ver no fundo de sua consciência, pois para dizer com verdade absoluta: " QUERO SER SALVO", é preciso estar por completo dentro desta lei: "SÊR PARA O TEU PRÓXIMO COMO QUERES QUE ELE SEJA CONTIGO."
Àquele que pagais, pagai o justo, ; àquele que cobrais, cobrai o justo, porque ante a Eterna Lei não valem as simulações nem existe ocultação possível; pois diante d'Ela não bastam as aparências de justiça, de honradez e de bondade; tudo isso terá de existir verdadeiramente.
Tudo isto entra nessa vontade de ser salvo.
Meditai e analisai vosso interior todos os dias.
Se vossos atos e vossos pensamentos estão de acordo com a vossa Lei, não temais nada, absolutamente nada, pois é então que podereis dizer de boca cheia: "DEUS SERÁ O MEU SALVADOR EM TODAS AS COISAS QUE SIGNIFIQUEM UMA NECESSIDADE PARA MIM."
E o será, não duvideis.
É a modesta oferenda de vosso irmão Tubal, que vos ama.
Até sempre.



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Flowers 2 - Dom Quixote de La Mancha

Mensagem  Martelo em Sab Out 09, 2010 6:57 am

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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  fadinha em Seg Out 11, 2010 4:15 pm

Para refletir:

Quando a alma junta-se ao corpo? será que nesses casos a alma do bebê ficou paralizada dentro do corpo, ao lado do corpo. ou ainda não havia se manifestado no corpo? O que pode explicar o fato: um carma do próprio bebê de milhares de anos atrás? porque obviamente só em outras civilizações desenvolvidas tais experiências puderam ser feitas.
Eu acredito - certeza, quem tem? - que a alma se junta ao corpo apenas na hora do nascimento e depois por alguns anos na primeira infância fica entrando e saindo do corpo para se acostumar a ele.
É ético descartar esses embriões congelados? ou são apenas uma promessa de vida?
Quando fiquei grávida tive um problema no início da gravidez e quase perdi o bebê e o médico (experiente) me disse que há um número incontavel de casos assim, de perda sem a mulher nem tomar conhecimento que estava grávida. Ele comentou que normalmente seriam fetos com problemas sérios e que a natureza se encarrega de descartar.


fadinha

Notícia no Uol de hoje:


11/10/2010 - 09h34 Bebê nasce de embrião congelado há quase 20 anos

Para cientistas, embriões podem permanecer congelados por décadas
Cientistas americanos conseguiram que uma mulher de 42 anos tivesse um filho saudável a partir de um embrião que permaneceu congelado por quase 20 anos.

A técnica foi aplicada no Instituto Jones de Medicina Reprodutiva, da Escola de Medicina de Eastern Virginia, em Norfolk, na Virgínia.

A mulher que recebeu os embriões havia registrado uma baixa reserva ovariana, ou seja, baixo estoque de óvulos disponíveis, e fazia tratamento de fertilização havia dez anos.

Os médicos descongelaram cinco embriões que haviam sido doados anonimamente por um casal que realizara o tratamento de fertilização na clínica 20 anos antes.

Dos embriões descongelados, dois sobreviveram e foram transferidos para o útero da paciente. Ao fim de uma única gravidez, a mulher deu à luz um garoto que nasceu saudável.

O caso foi relatado em um artigo científico na publicação especializada "Fertility and Sterility", da Sociedade Americana para a Medicina Reprodutiva.

A equipe, liderada pelo pesquisador Sergio Oehninger, disse que não conhece nenhum caso de gravidez em que um embrião humano tenha permanecido tanto tempo congelado - 19 anos e sete meses.

"Congelar embriões é uma prática que só começou a ficar frequente nos anos 1990, então este certamente estava entre os que foram congelados logo no início deste processo", explicou à BBC Brasil o diretor científico e professor honorário do Centro de Medicina Reprodutiva da Universidade de Glasgow, Richard Fleming.

"Este é sem sombra de dúvida o caso mais antigo de que já ouvi falar, e mostra como um embrião de boa qualidade pode perfeitamente se desenvolver independentemente de ter sido gerado em 1990 ou 2010."
Tempo em suspenso
O congelamento suspende biologicamente o envelhecimento das células, e os cientistas defendem que um embrião pode permanecer neste estado por décadas.

Ate agora, o maior tempo que um embrião permaneceu congelado antes de ser transferido para o útero e gerado um bebê foi 13 anos, em um caso na Espanha.

No Brasil, o recorde é de uma mulher do interior de São Paulo que deu à luz um bebê nascido de um embrião que ficara congelado por oito anos.

Há ainda casos de pacientes que congelam suas células reprodutivas com fins terapêuticos, antes de tratamentos que podem deixá-los estéreis.

Em 2004, um casal teve um filho a partir de esperma que havia permanecido congelado por 21 anos.

Nesse caso, o pai tinha congelado espermatozoides aos 17 anos de idade, antes de começar a tratar um câncer de testículo com radioterapia e quimioterapia, que o deixaram sem capacidade reprodutiva.


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Flowers 3 - A Tempestade

Mensagem  Martelo em Ter Out 12, 2010 7:27 pm

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Autopsicografia

Mensagem  sueli em Dom Out 17, 2010 1:45 pm

Fernando Pessoa
Cancioneiro

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.




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Navegar é Preciso

Mensagem  sueli em Dom Out 17, 2010 1:47 pm

Fernando Pessoa

Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça

http://www.revista.agulha.nom.br/fpesso05.html
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Re: Poesias, Citações, Reflexões, etc...

Mensagem  sueli em Dom Out 17, 2010 1:48 pm

Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…

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Empurre Sua Vaquinha

Mensagem  sueli em Seg Out 18, 2010 9:18 pm

Empurre Sua Vaquinha




Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeiras, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas...

Então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou: Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, então como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?

E o senhor calmamente respondeu:
"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc .... para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo".

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo".



O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.

Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim.

Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:

Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou correndo na casa, e viu que era mesmo a família que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da a vaquinha):

Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida ???

E o senhor entusiasmado, respondeu:

Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora...



Ponto de reflexão:
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma conveniência com a rotina.

Descubra qual, a sua ... e empurre a sua "vaquinha" morro abaixo.



http://poemasdeamorepoesias.blogspot.com/2010/07/empurre-sua-vaquinha.html
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As virtudes humanas

Mensagem  sueli em Seg Out 18, 2010 10:35 pm

As virtudes humanas

A estrutura da personalidade compreende, entre outros elementos psicológicos, um conjunto de virtudes que tornam o indivíduo mais elevado, íntegro, humanitário. Uma virtude representa retidão moral, probidade, excelência moral. As pessoas podem ser avaliadas pela riqueza de suas virtudes.

De forma sucinta, vamos apreciar algumas dessas virtudes. No decorrer da empreitada, poderemos observar que elas quase sempre caminham juntas, raramente apresentam-se isoladas.

Autoconfiança. Esta virtude pode ser conquistada mediante o desenvolvimento de recursos e habilidades que proporcionam competência, segurança e tranqüilidade no decurso da vida. A pessoa autoconfiante é prudente e equilibrada, de tal sorte que procura agir sempre com cautela. Pelo fato de possuir imensa fé em si, ela sabe que pode contar consigo mesma, em situações as mais adversas.

Benevolência. É uma qualidade que dispõe o indivíduo a praticar o bem, podendo acrescentar generosidade, gentileza e simpatia. Para tanto, é preciso renunciar a sentimentos de hostilidade e egoísmo.

Contentamento. É uma virtude que promove alegria e bem-estar. Proporciona o poder de enfrentar adversidades, sem aflição, com serenidade e jovialidade, porque capacita o ser humano a adaptar-se a tais situações, e a mudar suas atitudes diante delas.

Coragem. Trata-se de uma habilidade ímpar para enfrentar, com serenidade e domínio do medo, os perigos que se apresentam do decurso da vida. Ela proporciona ao indivíduo a aptidão de avaliar uma gama de possibilidades para vencer as adversidades. A coragem inspira o indivíduo a agir com perseverança e determinação em face de todas as si-tuações e circunstâncias.

Desapego. É uma virtude que capacita o indivíduo a ver os fatos e situações com imparcialidade, com isenção de ânimo. A pessoa que consegue desapegar-se de suas próprias idéias e opiniões, livre de preconceitos, é capaz de agir com justiça. O desapego em relação a pessoas, bens materiais e imateriais, é outra faceta desta valiosa virtude, que pos-sibilita uma vida mais rica e feliz.

Despreocupação. Ser despreocupado denota serenidade, confiança, paz. Significa viver a cada momento, com intensidade e prazer, permitindo ao amanhã cuidar de seus próprios interesses. No entanto, despreocupação não quer dizer descuido, imprudência, imprevidência. Muito pelo contrário, pois esta virtude inspira o indivíduo a tornar-se responsável e cuidadoso com a administração de tudo que lhe compete.

Determinação. Firmeza e perseverança são duas aliadas desta virtude. Ela permite ao indivíduo progredir, a ter sucesso em todos os seus empreendimentos, pois não tolera preguiça, desalento, falta de ânimo. Não importam as circunstâncias ou obstáculos, a presença desta virtude capacita o ser humano a concluir sempre todas as tarefas a que se programou. Determinação é uma virtude necessária para assimilar as demais virtudes e para livrar-se de todas as negatividades.

Disciplina. É ordem, organização, aceitação de preceitos e normas. O próprio Universo é obediente a uma ordem implacável, caso contrário não poderia existir. Para assimilar e manter esta virtude, o indivíduo precisa corrigir, moldar e aperfeiçoar seu caráter. Para tanto, não poderá prescindir do concurso de outras virtudes, como paciência, tolerância e perseverança. Terá também que abominar hábitos nocivos, como rebeldia e inconformidade. Na ausência da disciplina, a vida torna-se impossível.

Docilidade. Consiste em uma força magnética que atrai a todos. A vida torna-se mais encantadora quando as pessoas agem com docilidade, bom humor e gentileza.

Empatia. Significa colocar-se no lugar do outro, em sua própria pele. Ver as coisas sob sua perspectiva. Compreender seus motivos. E, então, poder aconselhar com acerto e coerência.

Entusiasmo. É a chama que provoca ação. É vida em movimento. É motivação. É o fogo interior que proporciona prazer e vitalidade para executar até o fim os planos traçados. Graças ao entusiasmo, o mundo inteiro está em constante progresso.

Estabilidade. Significa coerência, responsabilidade, constância. Esta virtude não admite rigidez, mas requer flexibilidade e adaptabilidade. Assim, a confiança é desenvolvida e a convivência humana torna-se harmônica e duradoura.

Flexibilidade. Esta virtude permite constante adaptação às pessoas e circunstâncias. Ela promove a harmonia nos relacionamentos e proporciona condições para a necessária moldagem às permanentes mutações da vida. Tal como o salgueiro, podemos nos curvar, pela força do vento, e, ao mesmo tempo, permanecer firmemente enraizados.

Generosidade. Significa desprendimento, liberalidade, altruísmo. A pessoa dotada desta virtude aprecia verdadeiramente os outros, e presta a ajuda necessária sem esperar nada em troca. Ela também promove o fortalecimento das relações, a paz no contexto social.

Honestidade. Este dom suscita a necessária confiança entre as pessoas. Em todos os atos da vida, a citada qualidade deve estar sempre presente. Por outro lado, sua carência provoca as mais nefastas conseqüências.

Humildade. Mesmo sendo possuidor de múltiplas virtudes, o indivíduo pode ainda abarcar mais uma, a humildade. Significa modéstia, compostura, ausência de vaidade. Simplicidade na maneira de se apresentar. Comedimento na forma de referir-se a si próprio. A pessoa pode conhecer sua força e poder, e apesar disso, não precisa jactar-se perante os outros.

Introspecção. É a pedra fundamental de todas as virtudes. Graças a ela, o ser humano torna-se capaz de avaliar e transformar sua personalidade. Mergulhar no interior de si mesmo é uma condição necessária para o auto-aperfeiçoamento. Esta virtude desperta os poderes pessoais e harmoniza todo o ser.

Jovialidade. O dom de ser alegre, bem-humorado, de rir e fazer rir, é uma qualidade indispensável para a existência da harmonia nos relacionamentos. Proporciona bem-estar e leveza de espírito. Irradia simpatia, conquista a amizade, desenvolve o ânimo.

Longanimidade. Significa complacência, indulgência, benignidade, tolerância. Proporciona o desenvolvimento de uma natural disposição de ânimo para suportar, com serenidade e resignação, insultos, vexames, ofensas e contrariedades.

Maturidade. Esta virtude confere a habilidade de agir com coerência e acerto em todas as circunstâncias. Ela proporciona o desenvolvimento de outra fenomenal virtude, a sabedoria.

Misericórdia. É uma qualidade ímpar nos relacionamentos humanos. Esta virtude confere às pessoas o dom de perdoar as faltas dos outros, de compreender suas fraquezas, pois carrega em si a tolerância e a compaixão.

Paciência. Ser paciente significa ser calmo, sereno e equilibrado. Denota controle sobre desejos e emoções. Afasta o desespero e a aflição. Possibilita pensamentos e julgamentos imparciais e objetivos.

Precisão. Esta qualidade proporciona clareza e perfeita definição. Na presença de exatidão, os pensamentos, palavras e ações serão apropriados a cada circunstância. A virtude em questão possibilita a habilidade de fazer as coisas de forma correta. Graças ao autocontrole, paciência, serenidade, conhecimento de causa, este dom pode prosperar, trazendo benefícios incalculáveis ao progresso e bem-estar.

Pureza. Significa ausência de vícios de toda ordem. Presença de uma mente sã, plena de amor e justiça, isenta de máculas, livre de preconceitos e superstições.

Sabedoria. A conquista da maturidade proporciona o surgimento da sabedoria. Esta virtude confere o poder de controlar impulsos e reações, ter uma visão de águia, reconhecer a verdadeira intuição, ser previdente. A pessoa que conquistou o poder da sabedoria é capaz de agir de forma correta, em todas as circunstâncias, com base em conheci-mentos vastos, em sua longa experiência, na própria realidade. Pode-se observar o perfeito equilíbrio de todos os poderes e talentos quando a sabedoria está presente.

Do livro do autor "A Arte de Viver
Ramiro Sápiras


http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/85744
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Revolução da Alma -

Mensagem  sueli em Ter Out 19, 2010 1:43 pm

Revolução da Alma -


Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.
Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos: abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente.
Pare de pensar mal de você mesmo(a), e seja seu melhor amigo(a) sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está "pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento (...)
Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza (da vida)não consiste em receber honras, mas em merecê-las (Aristóteles)

Mensagem de Paulo Roberto Gaefke, livro "Decidi ser Feliz" Ed. 2002


http://www.amusicadomundo.com/11_cha_com_lisandro_aristoteles.htm
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CONFABULANDO VALORES

Mensagem  sueli em Qua Out 20, 2010 12:55 pm


Bom Dia, Gente.
Pergunta ao Martelo: Olá, os textos devem ser postados aqui ou em outra página, a "Sejamos Positivos e Boas Notícia"? E que alguns textos iguais aos daqui estão sendo postados lá.
Bem, enquanto o Martelo não me responde continuo postando, espero que estejam gostando.
Eu desde muito pequena gosto de ler e quando criança era apaixonada por contos de fadas, Fábulas e contos com finais em Moral da História.
Acredito que eles nos ensinam muito sobre caráter, honestidade, solidariedade, paciência, enfim eles nos ajudam a crescer e quando adultos, nos fazem relembrar as nossas mais nobres atitudes ou a corrigi-las.
Pesquisando na internet encontrei esse texto, espero que apreciem.


CONFABULANDO VALORES
(Marly Aparecida Garcia Souto )
Introdução

POR QUE INTRODUZIR VALORES HUMANOS ATRAVÉS DAS FÁBULAS?

“A história é capaz de transformar o abstrato em concreto”

Os valores humanos são uma energia que pulsa em todos os seres humanos. Estão vivos e presentes no pensamento humano a todo momento, determinam o comportamento e orientam a inteligência e a criatividade.

Eles integram o conhecimento, a família, a escola e a vida em sociedade. Vinculam o ensinamento ministrado na escola às circunstância da vida, construindo uma consciência da ética e da estética do bem.

As narrativas oferecem um manancial riquíssimo para aplacar nossa sede de encontrar o ponto de coexistência das tensões positivas e negativas do personalidade.

Segundo Vânia Dohme, em seu livro Técnicas de Contar Historias, algumas indagações podem ser feitas sobre quais valores gostaríamos de passar por meio de um processo educacional, pois são eles que regem a conduta humana.

Quais os valores que me impedem?

O que é importante para mim como educador?

Quais são adequados a uma criança?

Quais deles eu gostaria de poder ajudar a construir?

Muitos são os valores que podem ser trabalhados através das narrativas: amor, caridade, prudência, justiça, honestidade, paciência, respeito, responsabilidade, fortaleza e temperança...

Percebendo que é impossível falar de Educação sem trabalhar valores com alunos através das narrativas, notamos também que a vivência através dessa experiência aumentará bastante a possibilidade de um melhor relacionamento social.

O grande apóstolo Paulo nos exorta a ocupar-nos com tudo o que é verdadeiro, honesto, nobre, justo, santo, puro, amável, honroso, virtuoso e assim o Deus da paz será conosco.

Eis aí o porquê de trabalharmos valores através das narrativas, especificamente fábulas por serem curtas e bastante diretas para um mundo corrido como o nosso e para caminharmos rumo à nossa humanidade e espiritualidade.

Resta-nos mergulhar no mundo das fábulas para retirarmos delas subsídios virtuosos, resgatando valores para que a educação seja realmente a arte de conhecer, cuidar e criar. CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE AS FÁBULAS

O que é e de onde vem a fábula?

FÁBULA = Pequena narrativa em que se aproveita a ficção alegórica para sugerir uma verdade ou reflexão de ordem moral, com intervenção de pessoa, animais e até entidades inanimadas. (Moderno Dicionário de L. Portuguesa – Michaelis)

Características das Fábulas

A fábula trata de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo.

Muitas vezes, no finalzinho das fábulas aparece uma frase destacada chamada de MORAL DA HISTÓRIA, com provérbio ou não; outras vezes essa moral está implícita.

Não há necessidade de descrever com muitos detalhes os personagens, pois o que representam nas fábulas (qualidades, defeitos) já é bastante conhecido.

Tempo indeterminado na história.

É breve, pois a história é só um exemplo para o ensinamento ou o conselho que o autor quer transmitir.

Conflito entre querer / poder.

O título não deve antecipar o assunto, pois não sobraria quase nada para contar.

A resolução do problema deve combinar com a sua intenção ao contar a fábula e com a moral da história.

DE ONDE VEM A FÁBULA? A FÁBULA, COMEÇO DE TUDO.


As fábulas são tão antigas quanto as conversas dos homens, às vezes, nem sabemos quem as criou, pois através da oralidade eram carregadas como vento de um lado para outro, já que a própria palavra provém do latim FABULA = contar.

No século VIII a.C. já se tinha notícias dessas histórias, sendo que as fábulas muito antigas do Oriente foram difundidas na Grécia, há 2600 anos, por um escravo chamado Esopo. Apesar de gago, corcunda, feio e miúdo, como diziam alguns, era inteligente, esperto e de muito bom senso; por esse motivo, conquistou a liberdade e viajou por muitas terras dando conselhos através das fábulas.

Esopo foi condenado à morte e jogado do alto de um abismo. O motivo foi a vingança do povo de Delfos, mas as suas 600 fábulas continuaram a ser contadas, escritas e reescritas por outros fabulistas. Fedro é o primeiro escritor latino a compor uma coletânea de fábulas, tendo sido imitado e refundido várias vezes.

O escritor francês Jean de La Fountaine (século XVII – 1601 – 1700) usava fábula para denunciar as misérias e as injustiças de sua época em versos e em prosa.

A partir dessa época, muitas histórias escritas inicialmente para adultos já começaram a ser adaptadas para crianças, retirando delas os elementos violentos e os aspectos nocivos à educação. Mas a fábula moderna preserva todo o vigor que vem apresentando desde os tempos antigos.

No Brasil, temos o grande fabulista, Lobato. Além de recontar as fábulas de Esopo e La Fountaine, cria suas próprias fábulas com a turma do sítio, como mostra o seu livro “Fábulas”, onde Pedrinho diz “As fábulas, mesmo quando não valem grande coisa, têm um mérito: são curtinhas.” Narizinho acha as fábulas sabidíssimas e Emília as considera uma indireta.

O escritor brasileiro usou fábulas para criticar e denunciar as injustiças, tiranias, mostrando às crianças a vida como ela é. Em suas fábulas, alerta que o melhor é esperto (inteligente) porque o forte sempre vence e Visconde afirma que o único meio de derrotar a força é a astúcia.

Até hoje esse gênero narrativo existe e por ser curto, tem o poder de prender a atenção, de entreter e deixar uma mensagem, um ensinamento.

Millôr Fernandes, com seu humor e ironia, cria e recria fábulas refletindo valores e antivalores, satirizando a nossa realidade sócio – política – econômica em seus livros, “Fábulas fabulosas”, “Novas fábulas fabulosas” e “Eros uma vês”.

Outros autores também vêm se dedicando ao gênero, como Carlos Eduardo Novaes, que, em “A história de Cândido Urbano Urubu” retrata a realidade social brasileira; Augusto Monterroso com “A ovelha negra e outras fábulas” e até mesmo Ulisses Tavares com “Fábulas do futuro”. Versões de uma mesma fábula

A Cigarra e as Formigas

No inverno, as formigas estavam fazendo secar o grão molhado, quando uma cigarra faminta lhes pediu algo para comer. As formigas lhe disseram: “Por que, no verão, não reservaste também o teu alimento?” A cigarra respondeu: “Não tinha tempo, pois cantava melodiosamente”. E as formigas, rindo, disseram: “Pois bem, se cantavas no verão, dança agora no inverno.

A fábula mostra que não se deve negligenciar em nenhum trabalho, para evitar tristeza e perigos. Esopo: fábulas completas. Tradução de Neide Smolka. São Paulo, Moderna, 1994

A Cigarra e a Formiga

Tendo a cigarra cantado todo o estio, achou-se em apuros com a entrada do inverno. Não possuía nem um pedacinho de mosca, nem um vermezinho para se alimentar. Desesperada, foi bater à porta da formiga sua vizinha. Pediu que lhe emprestasse algum grão, a fim de poder subsistir até à chegada do tempo melhor.

- Eu pagarei com juros, disse ela, antes de agosto. Palavra de honra.

A formiga não gosta de dar emprestado, nem é prestimosa: é esse o seu defeito.

- Que fazias no tempo de calor? - perguntou-lhe.

- Eu cantava noite e dia a todos que apareciam. - respondeu a cigarra.

- Cantavas no verão? Que bela vida! Pois bem, dança agora.

Muitos são contra a formiga por ter procedido assim. Mas o Sr. La Fountaine certamente explicaria que esse seu defeito é pequeno em face das virtudes, pois é trabalhadeira, diligente e precavida. Já o não foi a cigarra, que nada fez garantir os dias futuros. E lançou mão da mais simples das soluções: pedir emprestado. A lição de La Fountaine consiste em que devemos cuidar do dia de amanhã, e não contar com empréstimo para cobrir o que não produzimos. Que cante a cigarra, mas que trabalhe! Essa é a lição. Fábulas de La Fountaine – Tomo I

A Formiga Boa

- E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?

A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse.

- Eu cantava, bem sabe...

- Ah!...- exclamou a formiga recordando-se.

- Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?

- Isso mesmo, era eu...

- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: “que felicidade ter como vizinha tão cantora!” Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.

A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol Monteiro Lobato Fábulas. São Paulo, Melhoramento,1994


A Formiga Má

[...] a formiga era uma usuária sem estranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.

- Que fazia você durante o bom tempo?

- Eu... eu cantava!...

- Cantava? Pois dance agora, vagabunda! ¾ e fechou-lhe a porta no nariz: a cigarra ali morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela?

Os artistas ¾ poetas, pintores, músicos ¾ são as cigarras da humanidade. Monteiro Lobato. Fábulas. São Paulo, Melhoramentos 1994.


A Cigarra e a Formiga


Tendo a cigarra em cantigas

Folgando todo o verão

Achou-se em penúria extrema

Na tormentosa estação.

Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela

Foi valer-se da formiga,

Que morava perto dela.

Rogou-lhe que lhe emprestasse,

Pois tinha riqueza e brio,

Algum grão com que manter-se

Até voltar o acesso estio.

A formiga nunca empresta,

Nunca dá, por isso junta.

No verão em que lidavas?”

À pedinte ela pergunta

Responde a outra “Eu cantava

Noite e dia, a toda a hora.

- Oh! Bravo! ¾ torna a formiga

- Cantavas? Pois dance agora”

(Bocage)

PERSONAGENS DAS FÁBULAS


A grande maioria da fábulas têm animais como personagens, mas há fábulas em que as comparações são feitas entre seres humanos e objetos ou plantas.

Normalmente, as fábulas terminam com uma LIÇÃO DE MORAL. Sua função social é preservar a MORAL dos povos.


Observe a presença marcante dos animais na Fábula de La Fontaine.


A rã e o boi


Uma rã viu um boi e sentiu inveja de seu

belo porte. Ela , que no total era menor do que um ovo, começou a se esticar e a inchar, matirizando-se para ficar do tamanho do grande animal. E ia perguntando a uma outra rã:

- Olhe bem, minha irmã, e diga: já chegou? Já estou igual ao boi?

- Que nada!

- E agora, consegui?

- De jeito nenhum!

- E agora? Fiquei como ele?

- Nem chegou perto!

E assim o bichinho foi inchando... inchando...até que estourou.

O mundo está cheio de pessoas tão insensatas como a rã: todo burguês planeja construir um palácio, qualquer principezinho tem embaixadores, o marquês que ter pajens como o rei.

O apólogo é composto de duas partes, das quais uma pode chamar-se o corpo, a outra a alma. O corpo é a fábula; a alma, é a moralidade. Aristóteles só admite na fábula os animais; ele excluiu o homem e as plantas. Esta regra é menos de necessidade que de conveniência, porque nem Esopo, nem Fedro, e nenhum dos fabulistas a cumpriu. Quando à moralidade, ao contrário, nenhum deles a dispensou.

Existem fábulas que colocam como personagens, objetos, pessoas e plantas.

Marly Aparecida Garcia Souto, diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Araçatuba, professora de Português, . membro da Academia Araçatubense de Letras..


BIBLIOGRAFIA

· Bodstein, Almir Jorge (1994) As Virtudes cristãs, Academia Araçatubense de Letras SP

· Cardoso, Manoel (1991) Estudos de Literatura Infantil, São Paulo, Editora do Brasil

· Dolme, Vânia (2000) Técnicas de contar histórias, São Paulo, Editora Informal

· Fábulas de Esopo – Ed. Martins fontes – São Paulo 1997

· Fábulas de La Fountaine – Ed. Martins São Paulo 1997

· Fernandes, Mônica Teresinha Ottoboni Sucar (2001) Fábula, São Paulo, FTD

Adaptação de contos (1989), Manuais de Comunicação nº 10, São Paulo, Paulinas

· Francia Alfonso, Oviedo Otila (1998), Educar através das fábulas, Paulus (Portugal)

· Marques, Ramiro (2001) O livro das virtudes de sempre, São Paulo. Ed. Landy

· Martinelli, Marilu (1999) Conversando sobre Educação em Valores Humanos 2ª ed., São Paulo, Editora Fundação Peirópolis.



http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=artigos/docs/confabulandovalores
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Grandes Temas

Mensagem  sueli em Qua Out 20, 2010 1:12 pm

Grandes Temas

A moral da história
É isso que está faltando na educação das crianças. Saiba como lidar com a formação de valores sem escorregar para o autoritarismo
por Paulo de Camargo | ilustração base Adalberto e Andréa
Cena 1: a mãe chega afobada na escola, com cara de desconsolo, um uniforme na mão e uma criança birrenta, de 4 anos, ainda de pijama. Diz para a professora: "Veja se consegue colocar seu uniforme, porque eu não consegui". Cena 2: os pais de um menino de 10 anos dão uma bronca na coordenadora pedagógica: "Meu filho não sabe segurar o garfo. Vocês não ensinam essas coisas, não?". Cena 3: a mãe do adolescente liga aflita para a diretora do colégio. "Por favor, convença meu filho a não pegar mais escondido o carro de meu marido."

As três cenas acima são reais e aconteceram em escolas particulares de São Paulo. Longe de serem exceção, ilustram uma situação que vem se tornando uma regra na educação de crianças e adolescentes: escola e família vivem hoje um jogo de empurra sobre até onde vai o papel de cada uma. Enquanto isso, se avolumam as queixas sobre indisciplina e problemas de aprendizagem decorrentes. E não estamos falando aqui só de adolescentes. trata-se de um problema que não escolhe idade. Escolas e famílias compartilham um universo de dilemas que vão desde crises de birra infantil até o envolvimento crescente e precoce dos jovens com álcool, cigarro e drogas ilegais. Ao lado de uma sensação de impotência dos adultos, que não conseguem mais impor suas regras, há entre pais e professores uma perplexidade que os leva a lotar salas de terapeutas e auditórios atrás de informações e alternativas.

A onda rebelde ganhou vários nomes ao longo dos últimos anos, dependendo do diagnóstico: perda de autoridade, falta de limites, protagonismo juvenil e até "geração da coxa de galinha", criada por psicólogos para descrever as crianças de hoje, que, ao contrário das gerações passadas, recebem dos pais a parte do leão (no caso da galinha, a coxa). Para o psicoterapeuta e consultor organizacional José Ernesto Bologna, a realidade de hoje é conseqYência de um conjunto de transformações que marcaram o século 20, como a perda do papel da religião como fonte de moralidade, a desestruturação da família e, também, o nascimento de um novo status para o jovem, que passou a ser reconhecido como uma força social com vontade própria - para transformar, para reinvindicar e, claro, para consumir. E quem é que vai negar poder ao único sujeito da casa ou do escritório que sabe instalar o programa antivírus no computador, programar o DVD e arquivar telefones na agenda do celular? "Ser jovem passou a ser um ideal para toda a sociedade, mesmo para os idosos", afirma Bologna.

Hoje pode parecer que as crianças e adolescentes sempre foram assim, mas não é verdade. Essa crise começou a ser sentida a partir dos anos 80, e tem traços próprios. A rebeldia, que leva os jovens às ruas desde a metade do século passado, não é um dos mais marcantes. Hoje, trata-se mais de um tipo de laisser-faire debochado e individualista, que às vezes descamba para a impertinência. Não foram poucos os professores ou bedéis a ouvir a célebre frase: "Você não pode me mandar embora, pois sou eu quem paga a escola e o seu salário". Basta procurar na memória e logo cada um tem um caso para contar, muitas vezes na própria casa.

A boa e velha moral
Pressionadas pelas famílias, as escolas começaram a reforçar o trabalho de formação dos jovens, especialmente ao longo dos últimos anos. Coxas de galinha e outras explicações, talvez verdadeiras, mas provisórias, perderam espaço. Cada vez mais educadores e pais vêm percebendo que, quaisquer que sejam as abordagens, elas representam, tão-somente, a ponta do iceberg, a face mais visível de uma questão que remete às raízes do relacionamento humano e do processo educativo: o dilema é desenvolver atitudes e valores positivos. Moral da história: é o que está faltando.
Mas, antes de torcer o nariz para a moral, essa palavra tão desgastada, que tal olhá-la sem preconceito? Afinal, o que é moral? Bem, a resposta já deu muito pano para manga na filosofia, especialmente por sua diferença com a ética. Segundo o psicólogo Yves de La taille, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, autor de Vergonha - A Ferida Moral, a pergunta da ética é "que vida eu quero viver?", enquanto a da moral é: "como devo agir?" e, por conseqYência, "quem eu quero ser?". Ambas, portanto, estão ligadas ao sentido que cada um dá à própria vida. Ou seja, o problema é maior do que simplesmente falta de limites. Muitos autores, entre eles Yves, avaliam que o Ocidente padece de uma crise moral que se manifesta, por exemplo, pelo excessivo individualismo e pela violência que se alimenta da pouca importância que se dá ao outro, considerado muitas vezes apenas como um degrau para se obter algum prazer.

Ficou mais complicado hoje ser pai ou mãe? De maneira geral, sim. Para Bologna, assim como não se pode mais arrancar os dentes em barbeiros, a educação também deixou de ser um tema de senso comum. Hoje requer informação e apoio, e isso exige trabalho. Se o que nossos pais faziam antes não funciona mais, e se não dá para pedir ajuda ao bispo, o jeito é recorrer à escola.

Socorro, professor!
Em assuntos complicados, ajuda profissional é sempre bemóvinda. O problema é que, ao mesmo tempo em que pedem socorro, os pais têm suas próprias soluções. Nesse ambiente sem regras claras, falar de valores é como uma discussão sobre futebol numa roda de amigos: todo mundo tem razão. "Cada vez mais, quando a escola toma medidas disciplinadoras, a primeira providência dos pais é passar a mão na cabeça dos filhos, justificando seus atos e posicionando-se contra a escola", reclama a diretora de um colégio de elite na zona sul de São Paulo.
Papel da escola é papel da escola. Papel de pai é papel de pai. Ambos precisam definir claramente seus códigos de conduta e têm o dever de fazer com que sejam seguidos pelos jovens, afirma o médico e escritor Flávio Gikovate, diretor do Instituto de Psicoterapia de São Paulo. Mas, assim como na fábula de Esopo - em que os ratinhos tiveram uma idéia genial: atrelar um sino ao gato para denunciar sua chegada - , o problema não está apenas em diagnosticar o problema, mas em resolvê-lo. Quem irá pendurar o sino no pescoço do bichano? Ou, no nosso caso: quem é que vai estabelecer as regras? A resposta é: o adulto que o estiver educando. Na escola, o professor. Em casa, os pais.

Mãos à obra
Segundo uma das definições mais aceitas na educação, proposta pelo biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), valores são investimentos afetivos. Isso quer dizer que eles se apóiam em conceitos, sim, mas estão ligados a emoções, positivas ou negativas. Ou seja: educar para os valores é convidar alguém a acreditar naquilo que apreciamos - por exemplo, que vale a pena ouvir enquanto outro estiver falando. Ou que, se ficar muito tempo no chuveiro, a água vai faltar para todos. Ou ainda que cada um é responsável por seus atos. Você pode compactuar com os exemplos. Mas tenha certeza de que muita gente discorda. E ninguém está certo ou errado, porque não há valor absoluto. Cada um abraça os seus.
Mas todo mundo abraça algum. Por isso o primeiro pecado (já que estamos falando de moral) nesse trabalho é lavar as mãos. Quem acha que está poupando os filhos de uma educação moralista pode estar fazendo pior: passando valores de que nem tem consciência ou abrindo espaço para que outros façam isso.

O segundo pecado é tentar impor o pacote todo. Na marra também é pouco provável que isso aconteça, embora muitas vezes também seja necessário. Se não houvesse multas, certamente poucos obedeceriam aos sinais de trânsito. Mas, na complexidade do relacionamento cotidiano, relações baseadas apenas na autoridade rapidamente se desgastam. Afinal, se o espírito do jovem é, desde que o mundo é mundo, transgredir, conquistar e ser "grande", passar por cima de regras vira esporte.

Daí que é hora de levar a sério um ditado antigo: "Não há ladainha que sobreviva a um mau exemplo". Esse é o terceiro pecado da má educação. Professores que cobram disciplina, mas chegam atrasados e não cumprem acordos; pais que cobram posturas cidadãos, mas levam a vida com "jeitinhos", ou, bem mais comum, que fazem promessas e não as cumprem, todos eles abrem caminho para a formação de pessoas que dão mais valor à imagem que à palavra.

Casa de ferreiro...
Então, antes de sairmos buscando normas de conduta para os pequenos, que tal olhar para o próprio umbigo? Numa época de tantas transformações, tantos apelos de consumo e conforto, tanta massificação, nem pais, nem professores nem escolas têm muita clareza dos próprios valores. E isso é essencial. Para Gikovate, os pais também precisam ter um código de valores claro e definido, mas não têm. "Desse ponto de vista, a grande maioria das famílias continua muito parecida com a que conheci quando comecei a trabalhar, há quase 40 anos", diz. "O relacionamento entre professores, pais e adolescentes está muito ruim. E o resultado disso é que os jovens não têm onde se segurar", afirma o psicólogo e educador Paulo Gaudêncio. Quanto à instituição escola, se não se mobilizar com urgência para definir os valores nos quais embasa seu projeto, também não irá longe. Ficará restrita a um conjunto de adultos com diferentes visões, que dão um recado pessoal em sala de aula.
Então você buscou ajuda, se informou, definiu seu código de conduta, cumpriu-o à risca e deu o exemplo, no entanto tem os mesmos problemas dos pais dos amigos do seu filho. Pode estar se perguntando agora: "Onde foi que eu errei?" Claro, não há relações diretas e mecânicas entre educação, valores e sucesso pessoal ou profissional. Existem muitos outros fatores que interferem no comportamento, como, no caso da adolescência, o grupo de amigos, a necessidade de afirmação e aceitação no grupo e, também, a própria pulsão de ser diferente dos pais.

Mas isso não diminui o papel dos pais nessa educação. Os laços afetivos entre pais e filhos são dos mais fortes. "Hoje, sabe-se que o ambiente moral da casa tem grande importância na formação moral das crianças", diz José Ernesto Bologna. Para ele, os filhos acabam assumindo os valores da família - mas também podem consolidar valores opostos, só para recusá-los.

O papel da escola também é fundamental, mas não pode ser comparado ao da família, diz a professora de educação infantil Andréa Félix Dias, doutoranda em psicologia. Segundo ela, na escola a criança e o adolescente estão em um ambiente de grupo, e têm de se adequar a um conjunto de regras bastante diferentes das que têm em casa. É ali que farão suas principais amizades, encontrarão referências de outros adultos, como os professores, e iniciarão uma vida independente da de seus pais.

vida independente da de seus pais. Por isso, também, a importância de se escolher uma escola afinada com os valores das famílias. Pais que querem ver seus filhos como operadores do mercado financeiro não devem procurar escolas antroposóficas. Pais conservadores, daqueles que vão buscar os filhos nas festas, não se darão bem em escolas liberais. Educar, formar pessoas completas, requer diálogo. Para que os diálogos sejam produtivos, é importante que partam de conceitos compartilhados. E, já que essa parceira é tão importante, vale a pena analisar o que ela anda fazendo e deixando de fazer.

O que é a escola hoje
O filósofo e educador Mário Sérgio Cortella costuma contar aos professores, em suas conferências, a seguinte anedota: um monge que foi congelado na Idade Média desperta e se apavora com tudo. tudo lhe é estranho, até que encontra um lugar familiar: um colégio. Não é curioso que as escolas sejam tão semelhantes ao redor do mundo? Senão, vejamos: é um espaço onde os alunos, sentados em fila, uns após os outros, voltados para o professor, freqYentam aulas que duram cerca de uma hora, praticamente das mesmas matérias - e que são as mesmas há décadas, apesar da evolução tecnológica.
Pois essa uniformização - criada para atender o enorme afluxo de alunos que chegavam à escola, após 1800 - está chegando ao fim. Após séculos, a sociedade recomeça a questionar não apenas os métodos e os recursos que devem ser utilizados no ensino, mas algo mais: afinal, para que serve a educação e qual deve ser o papel da escola?

Ninguém sabe que modelo de escola substituirá o atual. O que se tem certeza é que, como está, não fica. "As coisas mais importantes da vida de um aluno são aprendidas fora da sala de aula", diz o pesquisador Rui Canário, da Universidade de Lisboa, um dos mais reconhecidos autores na área de inovação educativa na Europa.

Essa sensação de conhecimento inútil, em uma escola inútil, da qual todos nós já reclamamos, não deve ser encarada apenas como um enfado da adolescência. A educação precisa recuperar o sentido, a razão de ser, recuperando o sentido original do termo. No latim, educar significa algo como "conduzir para fora", ou seja, desenvolver as potencialidades do ser humano. Potencialidades intelectuais, artísticas e, por que não, a capacidade de ser feliz.

Um dos consensos aos quais os educadores chegaram é que não basta mudar o currículo, trocar as matérias, reorganizar o conteúdo. Fazer com que o aprendizado tenha sentido na vida do aluno é uma operação que concilia razão, mas também uma grande dose de sensibilidade. E esbarra na questão de buscar sentido para o aprendizado e para a vida. Ou seja, nos valores.

Está acontecendo
Dentro da escola, cada vez mais ganha força a idéia de que ensinar conteúdos não é muito diferente de formar atitudes e valores. Quer dizer, não se resolve o problema da formação de cidadãos criando disciplinas como educação moral e cívica, mas deve-se recuperar a idéia de um conhecimento mais amplo. Por exemplo, um dos grandes desafios hoje na educação da adolescência é mostrar os perigos da gravidez precoce, sem deixar de informar sobre a iniciação sexual e os relacionamentos.
Isso pode perfeitamente acontecer dentro de trabalhos que os educadores chamam de transversais, envolvendo disciplinas diversas, como biologia (onde se fala de hormônios e maturidade sexual) ou português (onde se expressam os sentimentos). Outro exemplo: em tempos de consumismo desenfreado, já existem experiências em que os alunos aprendem a dosar o consumo de recursos naturais em aulas que envolvem matemática, ciências, artes.

Não há receitas prontas. A regra que une os projetos é que eles vão além do discurso e se concretizam no cotidiano dos alunos. Ações genéricas têm pouca eficácia, dizem os educadores.

É o que aconteceu recentemente, por exemplo, no projeto Diga Não aos Maus Hábitos, desenvolvido com alunos da educação infantil da Escola Mágico de Oz, em São Paulo. Crianças de todas as idades se envolveram, ao longo de um semestre, em diversas situações em que o aprendizado continha boa dose de formação. Por exemplo, elaboraram gráficos sobre o tempo que seus familiares levavam no chuveiro, fizeram comparações, discutiram sobre a necessidade de economia de água. "Dessa forma, introjetaram conceitos importantes de forma muito lúdica", diz a diretora Cláudia tricate.

Abordagens como essa devolvem sentido ao discurso politicamente correto e são capazes de transformar posturas. Melhor ainda quando envolvem as rotinas e os comportamentos da família, e colocam as crianças e os jovens como formadores de atitudes positivas.

Para encerrar
No Colégio Sidarta, também na capital paulista, alunos desenvolvem o projeto Carta de Princípios. Seus primeiros passos são pesquisar cartas de referência para os valores humanos, como a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Depois, elaboram sua própria carta de valores e culminam o aprendizado com ações de voluntariado e intervenção na comunidade.
Há outros caminhos. Yves de La taille, por exemplo, vem propondo uma abordagem diferenciada sobre valores, a partir da discussão sobre virtudes, especialmente com crianças. Sim, virtudes, como justiça, lealdade, coragem. "As virtudes incidem justamente sobre a identidade, pressup>em uma reflexão existencial. Creio que muitas pessoas veriam com bons olhos a moral se percebessem sua relação com a vida e a construção de si mesmas", diz.

Em sua dissertação de mestrado, a professora de educação infantil Andréa apresentou um caso desenvolvido em uma escola particular em que as crianças trabalharam sobre o conceito de coragem e generosidade. Em sua pesquisa, ela descobriu que o tema desperta grande interesse e faz parte do universo das crianças, que percebem as virtudes até nos personagens das histórias em quadrinhos. "Sempre discutimos o que se deve e o que não se deve fazer. Quando se fala de virtudes, fala-se sobre o que é desejável, e as regras ganham sentido", afirma.

E essa é a idéia-chave. Ao contrário do que muitos adultos pensam, jovens gostam, sim, de falar sobre valores. O caminho é não fugir do tema. Do que estamos falando quando cobramos determinados comportamentos? A resposta não está lá fora. Está dentro de cada um. E fazer a ponte entre o que está dentro e o que está fora é justamente o papel da educação.

Adolescentes...
A adolescência traz alguns ingredientes a mais para temperar a grande salada da formação de valores.
Os adultos precisam entender que, nessa fase, a palavra principal não é formação, e sim transformação. "Os jovens colocam os valores em dúvida e querem testá-los, o que é fundamental para seu amadurecimento", diz o psicólogo e educador Paulo Gaudêncio. Isso, segundo ele, fará com que escola e família percam importância, enquanto crescerá muito a influência do grupo de convívio.

O psicólogo Bologna considera importante também levar em conta que entre os valores principais da juventude estão a imitação (dos amigos), a cumplicidade (com os amigos) e a transgressão (de limites).

Os pais não devem se incomodar com isso, o que não significa que não precisem ficar atentos. O apelo do grupo é muito forte e colocá-lo em questão pode ser um tiro pela culatra. Por isso, nada de desqualificações na frente de amigos. "A família tem de ter cuidado com a imagem pública do adolescente e fazer os acertos necessários em particular", recomenda Gaudêncio.

Há valores melhores que outros?
Se alguém lhe perguntasse se você preza valores como cooperação, solidariedade e espírito colaborativo, provavelmente diria que sim, não é? Mas, na hora de escolher a escola de seu filho, você optaria por uma que promete prepará-lo para competir e se sobressair em um mundo que tem lugar para poucos ou uma que prega a formação de alunos que cooperam pacificamente com os colegas?
Ficou mais difícil, né? Mas calma. Não é preciso viver entre a cruz e a espada para dar a melhor educação possível aos pimpolhos: muitas vezes há soluções que combinam as duas opções. Mas esse exemplo da dicotomia competição/cooperação, comum para pais que vão escolher a escola de ensino médio dos filhos, serve para mostrar que não há espaço para ingenuidade. Em uma vida de escolhas, também escolhemos valores, e muitas vezes a opção recai sobre alguns que não estão na moda, nem são politicamente corretos.

É claro que soa bonito falar de valores humanistas, que quase sempre se referem aos preceitos que vêm norteando a ética do nosso tempo, como o famoso "Igualdade, Liberdade, Fraternidade" da Revolução Francesa, ou as palavras iniciais da Constituição norte-americana: "todos os homens nascem livres e iguais...". Mas a verdade é que valores são relativos: os que servem para uns não servem para outros. E ninguém é melhor ou pior por isso.

Não há certo ou errado. Mais importante é ter clareza das próprias posições, reconhecer as próprias crenças, limites e aspirações e saber o que embasa nossas escolhas. É isso que permitirá que as ações não se distanciem tanto dos atos. tanto melhor se nossos valores caminharem em direção a ideais mais universais. "Alguns valores estão presentes na grande maioria das culturas, como a coragem, a perseverança, a compaixão", diz Bologna. "Do ponto de vista da educação, é melhor buscarmos esses valores mais estáveis."

Reflexões como essas são importantes para que os pais encontrem um ponto de equilíbrio na parceria com a escola. Sem dúvida, as escolas devem trabalhar sobre questões de ética, moral, valores. Mas de forma nenhuma podem tratar dos temas como verdades inquestionáveis, ou, usando uma velha expressão, fazer a cabeça dos alunos. "Por exemplo, professores podem procurar mostrar o quanto o deslumbramento pelo consumo e pela beleza física tem poucas chances de realmente corresponder a um ideal de felicidade factível. todavia, se os alunos permanecerem achando que os shoppings são o melhor lugar do planeta, eles têm todo o direito de fazê-lo", afirma o psicólogo Yves de La taille. "Acima de tudo, as individualidades precisam ser respeitadas", diz Bologna.

Para saber mais
Estação Desembarque, José Ernesto Bologna, Deleitura
Limites - três Dimensões Educacionais, Yves de La taille, çtica

A Arte de Educar, Flávio Gikovate, MG Editores

O tesouro das Virtudes para Crianças, Ana Maria Machado, Nova Fronteira

O Livro das Virtudes, William J. Bennett, Nova Fronteira


"Filhos"Edições Anteriores
Cena 1: a mãe chega afobada na escola, com cara de desconsolo, um uniforme na mão e uma criança birrenta, de 4 anos, ainda de pijama. Diz para a professora: "Veja se consegue colocar seu uniforme, porque eu não consegui". Cena 2: os pais de um menino de 10 anos dão uma bronca na coordenadora pedagógica: "Meu filho não sabe segurar o garfo. Vocês não ensinam essas coisas, não?". Cena 3: a mãe do adolescente liga aflita para a diretora do colégio. "Por favor, convença meu filho a não pegar mais escondido o carro de meu marido."

As três cenas acima são reais e aconteceram em escolas particulares de São Paulo. Longe de serem exceção, ilustram uma situação que vem se tornando uma regra na educação de crianças e adolescentes: escola e família vivem hoje um jogo de empurra sobre até onde vai o papel de cada uma. Enquanto isso, se avolumam as queixas sobre indisciplina e problemas de aprendizagem decorrentes. E não estamos falando aqui só de adolescentes. trata-se de um problema que não escolhe idade. Escolas e famílias compartilham um universo de dilemas que vão desde crises de birra infantil até o envolvimento crescente e precoce dos jovens com álcool, cigarro e drogas ilegais. Ao lado de uma sensação de impotência dos adultos, que não conseguem mais impor suas regras, há entre pais e professores uma perplexidade que os leva a lotar salas de terapeutas e auditórios atrás de informações e alternativas.

A onda rebelde ganhou vários nomes ao longo dos últimos anos, dependendo do diagnóstico: perda de autoridade, falta de limites, protagonismo juvenil e até "geração da coxa de galinha", criada por psicólogos para descrever as crianças de hoje, que, ao contrário das gerações passadas, recebem dos pais a parte do leão (no caso da galinha, a coxa). Para o psicoterapeuta e consultor organizacional José Ernesto Bologna, a realidade de hoje é conseqYência de um conjunto de transformações que marcaram o século 20, como a perda do papel da religião como fonte de moralidade, a desestruturação da família e, também, o nascimento de um novo status para o jovem, que passou a ser reconhecido como uma força social com vontade própria - para transformar, para reinvindicar e, claro, para consumir. E quem é que vai negar poder ao único sujeito da casa ou do escritório que sabe instalar o programa antivírus no computador, programar o DVD e arquivar telefones na agenda do celular? "Ser jovem passou a ser um ideal para toda a sociedade, mesmo para os idosos", afirma Bologna.

Hoje pode parecer que as crianças e adolescentes sempre foram assim, mas não é verdade. Essa crise começou a ser sentida a partir dos anos 80, e tem traços próprios. A rebeldia, que leva os jovens às ruas desde a metade do século passado, não é um dos mais marcantes. Hoje, trata-se mais de um tipo de laisser-faire debochado e individualista, que às vezes descamba para a impertinência. Não foram poucos os professores ou bedéis a ouvir a célebre frase: "Você não pode me mandar embora, pois sou eu quem paga a escola e o seu salário". Basta procurar na memória e logo cada um tem um caso para contar, muitas vezes na própria casa.

A boa e velha moral
Pressionadas pelas famílias, as escolas começaram a reforçar o trabalho de formação dos jovens, especialmente ao longo dos últimos anos. Coxas de galinha e outras explicações, talvez verdadeiras, mas provisórias, perderam espaço. Cada vez mais educadores e pais vêm percebendo que, quaisquer que sejam as abordagens, elas representam, tão-somente, a ponta do iceberg, a face mais visível de uma questão que remete às raízes do relacionamento humano e do processo educativo: o dilema é desenvolver atitudes e valores positivos. Moral da história: é o que está faltando.
Mas, antes de torcer o nariz para a moral, essa palavra tão desgastada, que tal olhá-la sem preconceito? Afinal, o que é moral? Bem, a resposta já deu muito pano para manga na filosofia, especialmente por sua diferença com a ética. Segundo o psicólogo Yves de La taille, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, autor de Vergonha - A Ferida Moral, a pergunta da ética é "que vida eu quero viver?", enquanto a da moral é: "como devo agir?" e, por conseqYência, "quem eu quero ser?". Ambas, portanto, estão ligadas ao sentido que cada um dá à própria vida. Ou seja, o problema é maior do que simplesmente falta de limites. Muitos autores, entre eles Yves, avaliam que o Ocidente padece de uma crise moral que se manifesta, por exemplo, pelo excessivo individualismo e pela violência que se alimenta da pouca importância que se dá ao outro, considerado muitas vezes apenas como um degrau para se obter algum prazer.

Ficou mais complicado hoje ser pai ou mãe? De maneira geral, sim. Para Bologna, assim como não se pode mais arrancar os dentes em barbeiros, a educação também deixou de ser um tema de senso comum. Hoje requer informação e apoio, e isso exige trabalho. Se o que nossos pais faziam antes não funciona mais, e se não dá para pedir ajuda ao bispo, o jeito é recorrer à escola.

Socorro, professor!
Em assuntos complicados, ajuda profissional é sempre bemóvinda. O problema é que, ao mesmo tempo em que pedem socorro, os pais têm suas próprias soluções. Nesse ambiente sem regras claras, falar de valores é como uma discussão sobre futebol numa roda de amigos: todo mundo tem razão. "Cada vez mais, quando a escola toma medidas disciplinadoras, a primeira providência dos pais é passar a mão na cabeça dos filhos, justificando seus atos e posicionando-se contra a escola", reclama a diretora de um colégio de elite na zona sul de São Paulo.
Papel da escola é papel da escola. Papel de pai é papel de pai. Ambos precisam definir claramente seus códigos de conduta e têm o dever de fazer com que sejam seguidos pelos jovens, afirma o médico e escritor Flávio Gikovate, diretor do Instituto de Psicoterapia de São Paulo. Mas, assim como na fábula de Esopo - em que os ratinhos tiveram uma idéia genial: atrelar um sino ao gato para denunciar sua chegada - , o problema não está apenas em diagnosticar o problema, mas em resolvê-lo. Quem irá pendurar o sino no pescoço do bichano? Ou, no nosso caso: quem é que vai estabelecer as regras? A resposta é: o adulto que o estiver educando. Na escola, o professor. Em casa, os pais.



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